5 de janeiro de 2016

Resenha: A Colina Escarlate

Título Original: Crimson Peak
Texto: Nancy Holder
Roteiro: Guillermo del Toro & Matthew Robbins
Ano: 2015
Editora: Record*
Páginas: 308
ISBN: 978-85-01-08556-6
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Edith Cushing, uma jovem da era vitoriana, alimenta o sonho de escrever um livro. Ainda que, segundo ela mesma, seja uma misantropa irritadiça, não é diferente das jovens de sua época. Porém, há algo tenebroso em seu passado. Aos 10 anos, Edith sofreu dois grandes traumas: o falecimento de sua mãe e, três semanas depois, o encontro com um fantasma — a Sr. Cushing, sua própria mãe. Ainda hoje Edith se lembra daquela noite: o tique-taque do relógio, o ranger das tábuas do assoalho, o farfalhar do robe de seda com o qual a mãe fora enterrada, o estalido dos ossos sob a pele que já definhava, a mão decomposta em seu ombro... e um recado enigmático. Sem medir esforços para realizar seu sonho, ela acaba conhecendo Sir Thomas Sharpe, um homem misterioso, dono de terras na Inglaterra e de uma mente criativa como a dela. Isso logo desperta o interesse da jovem, que busca mais informações sobre ele e sobre Allerdale Hall, a propriedade ancestral da família Sharpe. No entanto, o que Edith não encontra em suas pesquisas são os segredos terríveis guardados pelo nobre inglês, que irão assombrá-la para sempre. 

 A Colina Escarlate foi um dos grandes nomes do cinema em 2015 principalmente por carregar consigo o roteiro de ninguém menos que Guillermo del Toro, um dos maiores diretores cineastras de todos os tempos. Agora a obra ganhou uma transposição literária oficial escrita por Nancy Holder, que nada mais é do que a reprodução do filme em forma de livro, por assim dizer.

 Edith Cushing, a personagem central da trama, tem o sonho de ser uma escritora renomada. Ela perdeu sua mãe ainda nova e, por isso, mora com o seu pai, Carter Cushing, em Nova York, em pleno século XIX. E foi justamente através da mãe que ela teve seu primeiro contato com o sobrenatural: O fantasma dela deu um recado que ficaria eternamente na memoria da garota e, somente anos depois, faria sentido. 

 Enquanto isso, Thomas e Lucille Sharpe são irmãos que vem da Inglaterra para os EUA. Thomas criou uma maquina que poderia ser um grande investimento para os empresários da região, inclusive o pai de Edith. Porém, seu grande projeto foi "barrado no baile" pelo pai da garota. Mas o que ele não podia barrar foi o amor imensurável que surgiu entre Edith e Thomas. 

 Uma série de reviravoltas faz com que a garota, Thomas e sua irmã passem a morar em Allerdale Hall, no alto da Colina Escarlate, herança da família Sharpe. Um lugar surreal onde o imaginário e o terror é pouco para aqueles que se aventurarem passar um dia ali... E claro, os segredos que rodeiam os irmão são inimagináveis.


 Numa mistura surreal de drama, romance e terror, a narrativa é ainda mais detalhada que o filme de del Toro, o que não quer dizer, nesse caso, que a velha frase que "o livro é melhor que o filme" torne-se verdade. 

 Ainda que o livro pareça ser excessivamente tenebroso, ai que está o engano. Claro, há fantasmas, há aquela aura misteriosa e sombria, mas nada que deixe assustado (desde que você não se assuste fácil, claro).

 Os personagens são do tipo "ame-o ou deixe-o", apesar de eu ter gostado de quase todos (até mesmo gostei de odiar Lucille). 

 Mas a obra é surpreendente ou não? Meio termo. O livro tem uma história que envolve mas que, um certo momento, não é tão surpreendente assim. Seu desfecho vai do incrível ao clichê, mas que agradou. 

 De fato é um livro que agrada, prende a atenção e meche e muito com o imaginário (apesar de ter gostado mais do filme, se é que vale essa menção). 

*Parceria: Grupo Editorial Record (Selo Record)

2 comentários:

  1. Olá!
    Poxa, tava na esperança de o livro abordar melhor esse universo de Del Toro que em relação ao filme!
    Eu até gostei do filme, mas achei meio lugar-comum. Nada de tão original ou surpreendente.
    Gostaria de ler o livro um dia, mas vai pro fim da lista!
    =D

    http://osdragoesdefogo.blogspot.com/

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    Respostas
    1. É um dos poucos casos que o filme é melhor, já que o livro é basicamente a mesma coisa, sem tirar nem por. Mas vale a leitura sim.

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