24 de junho de 2016

Comunicado: Foi bom enquanto durou!


 Há quatro anos decidi iniciar as atividades do Cantina do Livro com um único propósito: expor para pessoas minha opinião sobre uma das maiores paixões que tenho, que é a leitura. Desde então, o blog foi ganhando personalidade e, não só expositor de opiniões ele passou a ser também uma vitrine para novos autores e editoras. 

 Foi um trabalho árduo até aqui e que, para mim, alcancei objetivos que não imaginava alcançar. Porém, tudo precisa de um ponto final (ou de continuação, talvez). É por isso que hoje venho anunciar a paralisação das postagens do blog Cantina do Livro. 

 Quais motivos levam a isso? O primeiro e o mais essencial de todos: A desmotivação para continuar. O segundo é o forte bloqueio criativo de ideias, que me colocou em uma 'zona de conforto' de postagens que me incomoda há alguns meses. O terceiro fato é o tempo, cada dia mais reduzido. O quarto e último fator são os objetivos pessoais renovados e, por isso, alguns sacrifícios precisarão ser feitos. Todos esses fatores aliados tornam a decisão inevitável. 

 Não é uma decisão fácil e também pode não ser definitiva, mas o momento de hiatus do blog é necessário. Também não será uma despedida definitiva, já que o blog permanecerá no ar (mas sem novas postagens) e seguirei mantendo as atividades nas redes sociais com o facebook e o instagram. 

 Agradeço a todos que fizeram parte (direta ou indiretamente) do CdL, especialmente a (lá vem a lista!): Francielle Couto do Universo Literário, Amanda e Thaís Leocádio do Ratas de Biblioteca e Mayara do ex-Recordando Palavras, pessoas e blogs que serviram de inspiração para iniciar as atividades do Cantina do Livro; Editoras Guarda-Chuva, Melhoramentos, Grupo Novo Conceito, Boitempo, Única, Gente, Generale/Évora, Grupo Pensamento e principalmente ao Grupo Editorial Record, que colocou o blog em outro patamar; e claro, a vocês que dedicaram alguma parte do seu a visitar esse espaço. 

Por isso tudo, não deixo um adeus mas sim um ATÉ MAIS!

12 de junho de 2016

Resenha: Os Pequenos Homens Livres

Título Original: The Wee Free Men
Série: Tiffany Dolorida, vol 1
Autor: Terry Pratchett
Editora: Bertrand Brasil*
ISBN: 978-85-286-2055-9
Ano: 2016
Páginas: 304
Avaliação: ★★★
Sinopse: Um perigo oculto, saído de pesadelos, vem trazendo uma ameaça diretamente do outro lado da realidade. Armada com tão somente uma frigideira e seu bom senso, a pequena futura bruxa Tiffany Dolorida deve defender seu lar contra fadas brutais, cavaleiros sem cabeça, cães sobrenaturais e a própria Rainha das Fadas, monarca absoluta de um mundo em que realidade e pesadelo se entrelaçam. Felizmente, ela contará com uma ajuda inesperada: os Nac Mac Feegle da região, também conhecidos como os Pequenos Homens Livres, um clã de homenzinhos azuis ferozes, ladrões de ovelhas, portadores de espadas e donos de uma altura de mais ou menos quinze centímetros. Conseguirão eles salvar as terras quentes e verdejantes de Tiffany?

Terry Pratchett é um dos maiores escritores de fantasia do século, responsável pelo universo Discworld, um mundo plano repleto de magia e sustentado pelos ombros de quatro elefantes gigantescos, que, por sua vez, estão sobre o casco de uma enorme tartaruga. Nessa sua nova série baseada nesse mundo (mas sem relação direta com a série "oficial") nada normal que ele criou, conhecemos e nos aventuramos ao lado de Tiffany Dolorida, a heroína dessa nova história. 

A aventura começa já nos mostrando uma dose sonora de fantasia: Tiffany enfrenta um misterioso monstro, com olhos que aparentam pratos de sopa, com sua arma letal: uma frigideira. Ainda nesse impeto ficcional, seu irmão é sequestrado pela Rainha das Fadas e, a partir disso, sua jornada se desenrola, principalmente quando os Nac Mac Feegle (carinhosamente conhecidos como os Pequenos Homens Livres) entram em cena.

“As pessoas costumam dizer coisas como 'Ouça o seu coração, mas as bruxas também aprendem a ouvir outras partes do corpo. É impressionante o que os rins podem nos contar.”
Página 6

Depois dessa varredura superficial sobre o enredo, fica o veredito: a história infelizmente foi decepcionante. Apesar do enredo vez ou outra ser engraçado, principalmente no que diz respeito aos  Nac Mac Feegle) e atrair, num contexto geral a obra se perder numa narrativa lenta e que aparenta, muitas vezes, estar sem rumo. Da a sensação de que falta algo ali, que você não consegue identificar mesmo depois de terminada a leitura. 

Ainda assim, Os Pequenos Homens Livres tem características fortes de outros livros da série, como os nomes completamente loucos, Rob Qualquerum, Jock-não-tão-grande-quanto-o-Jock-Médio-mas-maior-que-o-Pequeno-Jock e a própria Tiffany Dolorida.

Os Pequenos Homens Livres foi uma leitura que deixou a desejar, ainda que consiga manter traços fortes do autor, como a ironia e a sátira excessiva. Faltou a boa e velha "pegada" na estória para que ela pudesse se desenrolar com mais facilidade.

Talvez para os fãs do Terry Pratchett essa seja mais uma história fenomenal do universo Discworld, mas para mim não foi uma leitura produtiva e que me envolveu tão quanto eu esperava. 2,5 estrelas. 


*Parceria: Grupo Editorial Record, Selo Bertrand Brasil

9 de junho de 2016

Principais lançamento da Editora Gente e Única: 1º Semestre


Depois de firmada a parceria blog/editora, está na hora de mostrar para os leitores do Cantina do Livro um pouco do catalogo da Editora Gente e Editora Única, dando enfase aos mais recentes lançamentos delas. Por isso, resolvi separar alguns livros que se destacaram (no meu ponto de vista) no primeiro semestre da editora. Confiram: 

3 de junho de 2016

Resenha: Outro Conto Sombrio Dos Grimm

Título Original: In a Glass Grimmly
Autor: Adam Gidwitz
Editora: Galera Júnior
ISBN: 978-85-01-10686-5
Ano: 2016
Páginas: 352
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Depois de revisitar a história de João e Maria, mostrando o conto original dos irmãos Grimm, o autor mais uma vez usa a escrita original dos autores para mostrar a verdadeira aventura de João e o Pé de Feijão. Juntem-se a este conto de fadas pra lá de diferente e acompanhem João e Jill pelas histórias dos Irmãos Grimm, de Hans Christian Andersen e de outras figurinhas do universo do faz de conta. E se preparem para descobrir paisagens incríveis, que podem ou não! ser assustadoras, sangrentas, aterrorizantes e cheias de surpresas.


 Que tal revisitar alguns dos principais contos dos icônicos Irmãos Grimm e de outros mestres do literatura fantástica de uma forma completamente diferente e única? Essa é a proposta do "segundo" livro de Adam Gidwitz publicado pela Galera Júnior, depois da boa aceitação de "Um Conto Sombrio dos Grimm".

 Nessa obra temos em mãos uma nova forma de ler João e o Pé de Feijão, A Princesa e o Sapo, O Poço dos Desejos, e outros. Mas o que torna o livro único é a forma que as histórias são contadas. Primeiro porque ele foge totalmente do habitual e do tradicional, apelando bastante pro lado bom humorado, irônico e "sangrento".

"Na verdade, se vocês são o tipo de pessoa que não gosta de ler sobre sofrimento, derramamento de sangue e lágrimas, porque não fingem que o dia acabou ali e fecham o livro agora mesmo? Por outro lado, se vocês são o tipo de pessoa que gosta de sofrimento, derramamento de sangue e lágrimas... posso perguntar educadamente? O que há de errado com vocês?"
Página 84

 Diferentemente do que se parece, a obra não é voltada exatamente e exclusivamente para o público infantil, mas sim se impõe e sobrepõe para um publico geral, já que dificilmente não agradará.

 Alguns dos "contos" se destacam mais que outros, isso é inevitável. O estilo que as histórias são narradas também são peculiares: O autor nos situa sobre os personagens/cenários, divaga sobre cada um deles, nos apresenta a história e, por fim, nos trás a surpresa derradeira de um final bem diferente.

"Seu lar é onde você pode ser você mesmo."
Página 317

 Outro Conto Sombrio Dos Grimm foi uma grata surpresa. Não é um livro infantilizado demais nem adulto demais, sabe dosar o bom humor com a ironia, cativa o leitor por seu estilo e que possui uma estrutura sensacional feita pela Galera. Super indicado!



*Parceria: Grupo Editorial Record, selo Galera Júnior

27 de maio de 2016

Resenha: Wolf In White Van

Título Original: Wolf In White Van
Autor: John Darnielle
Editora: Record*
ISBN: 978-85-01-10466-3
Ano: 2016
Páginas: 224
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Bem-vindo a Forte Itália, um jogo de estratégia e sobrevivência. A primeira rodada já vai começar. Depois de sofrer uma lesão que desfigurou seu rosto, Sean Phillips passa a criar jogos em que desconhecidos podem viver aventuras maravilhosas e trágicas. Sua primeira criação é Forte Itália, um RPG no qual ele envia uma cena por correio, e o jogador responde com uma ação. Bem simples. Mas o próprio Forte Itália, o objetivo final do jogo, com suas paredes labirínticas e sua promessa de estabilidade e segurança em meio a um Estados Unidos pós-apocalíptico, é inalcançável. Há apenas duas possibilidades: ou você continua em movimento, ou morre.

 Sean Phillips sempre foi uma pessoa reservada, quieta e, acima de tudo, sonhador. Não desse que viajam e esquecem de fixar os pés no chão, mas sim desses que busca sentido e significado para tudo e todas as coisas. Sua modesta vida ganhou ainda mais tons escuros quando um "acidente de percurso" quase o matou. A sequela daquilo foi uma lesão em seu rosto que tornou-o alvo de olhares curiosos desde então.

"As pessoas têm ideias e teorias sobre como lidar com ferimentos catastráficos, mas elas quase sempre são baseadas em questões práticas. Elas estão certas em pensar que os aspectos práticos - como você vai viver? o que você vai fazer? - são importantes, mas não são o principal. O principal é o que acontece com a sua percepção, como você muda depois de ter visto certas coisas."
Página 27

 É graças a essa solidão em que ele aparenta estar emergindo que surge a ideia do RPG (Role-playing game) Forte Itália. Se o jogo é uma vastidão de mistérios, sua essência é simples: Os jogadores participam do jogo enviando cartas a Sean ditando uma ação, enquanto Sean responde com uma consequência daquela ação. Típico de um RPG para quem conhece o funcionamento desses tipos de jogos. Porém quando dois jovens perdem a noção do real e abstrato a vida e o magnifico jogo de Sean se voltam contra ele. 

 Wolf in White Van é complexo e não é uma leitura tão direta quanto se imagina. A leitura não acontece em ordem cronológica, o que nos obriga a divagar com o personagem entre passado e presente.

 E por falar em personagem, o protagonista Sean é o reflexo exato da história. É o tipo de personagem que você percebe que feito exatamente para aquele enredo e o enredo para ele, tornando os demais meros figurantes, sem perder a importância, claro.

 Estruturalmente a minha expectativa era que o livro se aproximasse mais de "Jogador Numero 1" (em termos de história), já que a premissa me induziu a isso. O final é um tanto surpreendente e curioso, o que faz jus a tudo que o livro propôs.

 Não consigo definir exatamente o que me atraiu pelo livro pra afirmar que gostei, mas é uma história que se diferencia pela originalidade e naturalidade que ela se desenvolve. Não é um enredo de altos e baixos, entretanto também não tem momentos de "temperatura máxima" e muito menos de marasmo. Possui uma dosagem certa de drama e ficção e, talvez por isso, tenha caído no meu gosto. Fica a dica de leitura.


*Parceria: Grupo Editorial Record, Selo Record

21 de maio de 2016

Resenha: Encrenca

Título Original: Trouble
Autor: Non Pratt
Editora: Verus*
ISBN: 978-85-7686-410-3
Ano: 2016
Páginas: 307
Avaliação: ★★★
Sinopse: Quando o colégio inteiro descobre que Hannah Sheppard está grávida, ela tem um verdadeiro colapso. E quem está ao seu lado é Aaron Tyler, um aluno novo e o único garoto que não parece ter segundas intenções em relação a ela. Desejando compensar seus erros do passado, Aaron toma uma difícil decisão: ele se oferece para fingir ser o pai do bebê. E, temendo revelar quem é o verdadeiro pai, Hannah aceita. Encrenca é a história de dois jovens que estendem a mão um para o outro quando todas as demais pessoas parecem lhes dar as costas. Em um período marcado por perdas, arrependimentos e esperança, os dois vão descobrir que nada se compara a encontrar o seu primeiro melhor amigo de verdade. Este livro inteligente, por vezes comovente, por vezes engraçado, mostra que crescer pode ser complicado, mas é assim que se descobre o que realmente importa na vida.


Hanna Sheppard tem tudo para ser uma "anti-heroína" literária perfeita: É uma das garotas mais rodadas do colégio, um tanto fútil e egoísta, tudo isso aos 15 anos. Mas sua vida sofre uma reviravolta imensa quando ela descobre estar grávida provavelmente de um dos piores e mais babacas alunos do colégio, algo que logo cai no gosto popular tornando-a assunto do momento, já que, por ali, não era um fato tão comum.

Eis que surge Aaron Tyler, um novato que, depois de observar a encrenca que era Hanna, decidiu tomar uma decisão que não só interferiria em sua nova vida naquela cidade como na de Hanna também: Ele se ofereceu para passar-se como pai da criança!
A história relata uma temática da vida adolescente (em sua maioria, pelo menos) de forma bem estruturada: A sexualidade, a banalização dos relacionamentos (amorosos ou apenas afetivo), a transição para a fase adulta e o amadurecimento "forçado", etc.

O esquema de trocas de "locutores" constante da uma dinâmica diferente a leitura, que me agradou, ainda que os personagens sejam bem superficiais. Falta carisma suficiente para que haja uma minima empatia com eles (talvez Aaron consiga apresentar mais isso). Falta ao livro equilíbrio e impacto para transformar uma história simples que prometia bastante em algo produtivo. 

Não há grandes comentários a serem feitos sobre a obra sem que haja revelações de enredos ou que não se torne maçante. De fato Encrenca não é um livro irrisório, mas não me convenceu em quase nenhum momento, mesmo que a leitura tenha sido rápida. Prometeu bastante e não cumpriu. 


*Parceria: Grupo Editorial Record, Selo Verus

19 de maio de 2016

Parceria: Editora Gente e Única


 Agora é pra valer! O Cantina do Livro é um dos mais novos parceiros da Editora Gente e seu selo, Editora Única. A parceria será vigente para 2016 e tratá resenhas, novidades e lançamentos das editoras aqui no blog (e suas redes sociais), algo que até então não havia acontecido. 

 Para quem ainda não conhece sobre, segue um pouco da "sinopse" de ambas:

Sobre a Editora Gente

 Fundada em 17 de maio de 1984, a Editora Gente tem orgulho de ocupar um espaço destacado no mercado editorial brasileiro, com grande reconhecimento no segmento e também entre nossos consumidores como uma empresa profissional, inovadora, dinâmica, e, sobretudo, humana. Nosso maior objetivo é contribuir com o desenvolvimento humano. Por isso, optamos por nos dedicar a três linhas editoriais: autoajuda, educação e gestão. A primeira, mais abrangente, abriga temas como espiritualidade, bem-estar, relacionamento, sexualidade, saúde, comportamento e finanças pessoais. A segunda aborda temas que atendem os interesses de pais, professores e pedagogos. Já a linha de gestão trata de questões de carreira, negócios, administração, gestão de recursos humanos e treinamento.*


Sobre a Editora Única

 Única é um selo de ficção que traz ao leitor brasileiro histórias originais, fortes e de personalidade. Cujos personagens são cativantes e aventureiros, mas com os pés no chão. A realidade contada pelos olhos da imaginação. Uma editora focada nas boas histórias, que se permite acreditar que os defeitos são soluções, que sonhar é o caminho da felicidade. Que a lágrima é uma maturação das juras de amor.*

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 Essa é mais uma das parcerias do blog que busca trazer conteúdos diferentes do que habitual, não só aqui mas como no geral. Agradeço a editora pela confiança e que a parceria seja bastante produtiva para ambos. 

Curtiram a novidade? Comente!

*Textos retirados do site da Editora Gente

14 de maio de 2016

Wishlist #12


Chegou a hora de atualizar a lista de desejos! Como muitos livros que apareceram nas ultimas listas que fiz já entraram para o grupo dos "tenho" e novas publicações encheram os olhos, decidi separar os quatro livros que mais desejo no momento, independentemente dele ter aparecido em outras Wishlist ou não.

Sem mais enrolações, esses são os escolhidos:

6 de maio de 2016

Capas pelo mundo #01: O Senhor dos Anéis


Que O Senhor dos Anéis é uma das obras literárias (e cinematográficas) mais populares de todos os tempos não há duvidas. Mas, como é que cada país é representado por suas capas dos mesmos livros? Resolvi separar algumas capas que se destacam sejam por preservar os traços originais do próprio Tolkien, outras por reimaginar o tema ou simplesmente por serem criativas.

Confiram: 
Brasil:
 
Capa inspirada na primeira original de O Senhor dos Anéis
Estados Unidos (The Lord of The Rings):

Reino Unido (The Lord of The Rings):
Espanha (El Señor de Los Anillos):

Alemanha (Der Herr der Ringe):

Grécia (άρχοντας των δαχτυλιδιών):

Macedônia (Господарот на прстените):


1 de maio de 2016

Caixa do Correio #10 - Abril


Se Março trouxe bastante diversidade, Abril pode ser considerado o mês mais produtivo das "Caixa do Correio" aqui do Cantina do Livro (fazendo jus ao numero 10). Das obras lidas (até então), todas ganharam destaque de alguma forma. A tendencia é que todos dessa lista sejam resenhados (alguns já estão e o link se encontra na descrição de cada foto), o que deverá continuar acontecendo até o final de Maio. Tem suspense (de sobra), biografia (de um gênio) e, como virou costume, Histórias em Quadrinhos. Confira a lista completa: 

26 de abril de 2016

Resenha: George Lucas - Skywalking

Subtítulo: A Vida e a Obra do Criador de Star Wars
Original: Skywalking: The Life and Films of George Lucas
Autor: Dale Pollock
Editora: Generale*
ISBN: 978-85-8461-046-4
Ano: 2016
Páginas: 424
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: Reservado e discreto, George Lucas sempre optou por revelar poucos detalhes de sua vida e suas obras. George Lucas é o livro para os curiosos em conhecer o perfil do criador do Mestre Jedi, sua personalidade e seu comportamento nos sets de filmagem. Nesta obra, sua vida revela-se desde a infância e a adolescência rebelde que inspirou Loucuras de verão, passando pelos primeiros filmes na faculdade e culminando no enorme sucesso confirmado pela franquia Star Wars. Dale Pollock fez um extenso trabalho jornalístico ao trazer à tona fatos marcantes: os bastidores das filmagens de sucessos como Loucuras de verão, Star Wars, O Império contra-ataca, Indiana Jones e a arca perdida e O retorno de Jedi; detalhes de seu casamento com Marcia; sua amizade com nomes de peso no mundo cinematográfico como Spielberg e Milius, além da parceria e desavenças com Coppola.


 Que George Lucas é um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos isso não é dúvida. Seu estilo perfeccionista e inovador revolucionou uma era e nos trouxe uma das maiores séries séries cinematográficas de todos os tempos: Star Wars. Mas a jornada até aqui não foi tão simples.

 Em George Lucas - Skywalking, Dale Pollock nos traz a biografia completa do diretor de forma detalhada e aprimorada. Conhecemos os detalhes da vida do autor que, até então, não era de conhecimento absoluto do publico.

 O autor deixou a divisão do livro bem clara: em primeiro momento revisitamos o intimo de George Walton Lucas Jr.: sua infância reservada na pequena cidade de Modesto (ao lado de sua irmã Wendy e seus pais, Dorothy e George Lucas [pai]), sua paixão pela magia da TV, os gibis que invadiram sua casa e coração e, principalmente, seu vicio por carros e corridas. Um vício tão forte que quase levou a sua vida em um acidente, mas que, na verdade, trouxe um efeito contrário sob ele: Lucas criou forças e mudou seu modo de ver a vida, traçando um novo destino.

"Chegar até a Universidade do Sul da Califórnia foi um marco na vida de George Lucas. [...] Não é que George quisesse ser o próximo John Ford ou Orson Welles (cineastras), [...] Estava apenas seguindo seu instinto, prestando atenção na voz interna que tinha ouvido desde o acidente, dois anos antes. 'Achei que era melhor tentar fazer o que meu coração dizia ser o certo', diz."
Página 55

 Na obra vemos todo processo criativo, construtivo e cansativo dos maiores sucessos de Lucas criou: Loucuras de Verão, Indiana Jones e obviamente, os filmes do universo Star Wars. Além disso, conhecemos os altos e baixos de sua vida social, como o casamento com Marcia Griffin, sua amizade com o também cineastra Steven Spielberg e suas desavenças Francis Coppola.

 Por tratar-se de um livro publicado em 1983 originalmente, ele possui algumas informações desatualizadas mas que foram citadas, em notas de rodapé, suas atualizações como, por exemplo, os números da franquia Star Wars (arrecadações, colocações em rankings de vendas e popularidade nos cinemas, etc).

 O prólogo ficou por conta de fatos importantes da vida de George Lucas que não estavam presentes até a finalização da biografia, como suas produções posteriores à data (inclusive a controversa trilogia Star Wars I à III), a venda da Lucasfilms para a Disney, a nova trilogia da Saga Star Wars e seus spin-offs.

"Star Wars foi eficaz porque, para todos os seus elementos fantásticos, ele tinha a marca da verdade. George Lucas era o garoto de fazenda de Tatooine, ansioso por escapar da existência segura. Era o jovem iniciado confrontando a um chamado difícil e procurando a força dentro de si para segui-lo. Era o bravo guerreiro lutando contra um Império (Hollywood) que ameaçava até sufocar sua visão e seu espirito."
Página 238

 George Lucas - Skywalking é uma biografia diferente de todas que eu li. Primeiro, por me sentir totalmente imerso nas mais de 400 páginas do livro, o que tornou a leitura excessivamente rápida. Segundo que a pessoa George Lucas favorece que sua história seja contada e nos deixe maravilhado. Lucas sempre foi pés no chão, mas uma loucura ali e outra ali definiram o estilo determinado do autor. Inevitavelmente não vejo como não me inspirar nesse cidadão. Excelente livro.



*Parceria: Editora Évora, Selo Generale

21 de abril de 2016

Eu Indico: Livros para ler em um dia


 Um dia continua com 24 horas. Uma semana continua com sete dias. Mas, com um mundo tão automatizado, agitado e conectado, a sensação é que 40 horas por dia não seriam necessárias para satisfazer todas os nossos objetivos diários. Por isso, há algo que termina sendo bastante sacrificado (além das séries na Netflix): A leitura.

 Diante disso (e aproveitando o feriadão), resolvi separar uma breve lista de obras literárias dos mais diversos gêneros e que, além de curtas, possuem histórias incríveis. Abaixo do slide, há os livros dessa lista com os links das respectivas resenhas já publicadas aqui no blog. 

Confira:

18 de abril de 2016

Resenha: O Céu Noturno em Minha Mente

Título Original: The Night Sky in My Head
Autor: Sarah Hammond
Editora: Galera Júnior*
ISBN: 978-85-10449-6
Ano: 2016
Páginas: 288
Avaliação: ★★★
Sinopse: Mikey Baxter tem 14 anos, mas muitas coisas o diferenciam dos outros garotos da sua idade. Para começar, o pai está na prisão e a mãe se recusa a falar sobre o assunto. Ele sabe que, de alguma forma, isso está ligado à cicatriz em sua cabeça e ao fato de ele parecer ter mais dificuldade em entender certos assuntos do que os outros. Quando um misterioso assassinato ocorre em sua cidade e Mikey é o primeiro a chegar à cena do crime, ele não sabe o que pensar. O que o levou até ali? Quem teria matado o morador de rua da cidade, que parecia nunca ter feito mal a ninguém? E quem era o homem caipira que estava nos arredores?


Mikey Baxter tem 14 anos e uma vida conturbada: Seu pai está preso (algo que só iramos descobrir o motivo verídico no final da obra) e sua mãe, que evita falar do assunto, o cria com bastante cuidado, principalmente por causa de sua cicatriz em sua cabeça.

Mas essa cicatriz não é uma comum: além de uma certa dificuldade que ele tem de compreender as coisas, ela deu visões (ou lembranças, como flashback) de coisas que nem sempre ele gostaria de ver. Pelo fato de serem memórias de um passado não só dele, Mikey deu o nome de Pra Trás a esse fenômeno, por assim dizer.

"O Pra Trás é minha especialidade: vem como um filme da vida real e me mostra coisas que já aconteceram mesmo que eu não estivesse lá na época. Mas é sempre uma surpresa: nunca sei que parte do Pra Trás virá. Tenho de tomar cuidado e não ir longe demais, porque às vezes há coisas que não quero ver."
Página 13

 Mas o Pra Trás não havia sido tão assustador quanto o assassinato que ocorreu em sua cidade, sendo Mikey a "testemunha" chave para solucionar esse mal.

 A história de O Céu Noturno em Minha Mente tem uma carga de suspense que foi além do esperado, mesmo sendo um livro Juvenil. Se o Pra Trás é confuso e, até certo ponto, não entendemos se aquilo foi real ou parte de uma mente traumatizada por algo, logo a duvida vai se dissolvendo e enfim vamos compreendendo o que ali se passa.

 Entretanto, mesmo aos 14 anos quase 15, Mikey é um tanto imaturo para a sua idade, o que ameniza a carga dramática da obra e transmite um tom de inocência para o livro (e para o personagem).

 O céu noturno está bem nublado em minha mente (desculpe-me o trocadilho, não resisti). Não consegui definir se gostei ou não do livro, não consegui de fato expressar o que eu absorvi da obra, o que acarretou numa dificuldade de escrever essa resenha. Em uns momentos, principalmente no começo, me apeguei bastante a Mikey e seus mistérios. Contudo, a indexação de alguns personagens a história não me agradaram o suficiente, mesmo sendo importantes para o desenvolvimento da mesma.

  O Céu Noturno em Minha Mente é uma história simples, curta e original, mas não me apegou tanto o quanto parecia que ia, o que aparentemente é uma das poucas opiniões "adversas" sobre a obra, das qual já li. Ainda assim, fica a sugestão de leitura. 
*Parceria: Grupo Editorial Record, Selo Galera/Galera Júnior

14 de abril de 2016

Resenha: O Escaravelho do Diabo

Autor: Lúcia Machado de Almeida
Série: Coleção Vaga-Lume
Editora: Ática/Abril Educação
ISBN: 9788508001033
Ano: 1985
Páginas: 128
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: Se você é ruivo e recebeu um escaravelho, cuidado! É o alerta que Alberto, aluno da Faculdade de Medicina, dá aos habitantes de Vista Alegre, depois da morte de Hugo. Com esse crime teve início uma terrível série de assassinatos.Mas o que não falta na cidade são cabelos vermelhos: Clarence, Maria Fernanda, padre Afonso, quem pode ser a próxima vítima? E qual a relação entre ruivos e escaravelhos? O que poderia estar pro trás de tudo aquilo? É o que o estudante precisa descobrir antes que aconteça novo crime.



 Um dos principais livros da clássica Coleção Vaga-lume, sucesso nos anos 80 e 90 que reunia excelentes obras nacionais, O Escaravelho do Diabo é a resenha vez!

 Quando o irmão de Alberto, Hugo (ou Foguinho, como era conhecido por todos) recebeu pelo correio uma encomenda misteriosa, ele nem imaginava que estava sendo marcado para morrer, algo que veio a findar horas depois quando Foguinho foi encontrado, pelo seu irmão, morto com uma espada fincada em seu peito.

 Estava aberta uma sequencia de assassinatos que assustaria não só Alberto mas toda cidade de Vista Alegre. Levou-se um tempo para perceber padrões nos assassinatos: Além das futuras vítimas serem normalmente ruivas, eles recebiam a misteriosa encomenda pelos correios com o mesmo conteúdo: Um pequeno escaravelho. Alberto passa a integrar a equipe que busca resolver e solucionar o caso e, enfim entender e prender o assassino.


 Se você tem 20, 30 anos, provavelmente já ouviu algum comentário (positivo, necessariamente) referente a este livro. E ele realmente faz jus a tal fama. A história de O Escaravelho do Diabo é simples, objetiva e entretêm facilmente.

 De principio temos uma ambientação perfeita para uma série de crimes: uma cidadezinha com poucos habitantes, ainda com uma certa inocência instalada pela cultura do lugar (e pela sua época). Além disso, os personagens são sempre bem desenvolvidos, o que favorece a ligação história-leitor.

 Outros dois pontos importantes que ajudam no desenvolvimento da trama: Um é o fator tempo: A história não se passa da noite pro dia, ela navega por anos, desde o seu início até sua finalização. O outro é algo que aprecio bastante em livros desse âmbito policial: Não fazer ideia em nenhum momento de quem pode ser o responsável pelos crimes, apesar de deixar dicas implícitas que só depois que já sabemos o final compreendemos.

 Pode-se dizer que O Escaravelho do Diabo marcou época e que, como todo bom clássico, atravessará gerações (meu primeiro contato com o livro foi apenas no início de 2016). Altamente indicado a todos e 5 estrelas na conta!

~~~

 Bônus: Hoje (14/04), está sendo lançado nos cinemas de todo Brasil a adaptação do livro. Algumas modificações visíveis foram feitas (como Alberto ser uma criança - ?) mas só assistindo para conferir. Este é o trailer:

12 de abril de 2016

Resenha: Livro de Marcar Filmes

Organização: Increasy Consultoria Literária
Editora: Verus*
ISBN: 978-85-7686-500-1
Ano: 2016
Páginas: 200
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: A ideia aqui é criar um registro de experiências cinematográficas e descontrair esse tema tão democrático e que desperta tantas paixões, sem a pretensão de ser um manual técnico. De Hollywood a Bollywood, passando pelas produções latinas, europeias e asiáticas, a ideia é curtir o maior número possível de longas, se desdobrar em maratonas e reconhecer a beleza de cada obra, mesmo das mais diferentes. O Livro de marcar filmes é um lugar para anotar os filmes a que assistiu em diversas categorias, aqueles que conquistaram o seu coração e os que ainda quer ver, enquanto descobre os premiados, que nenhum cinéfilo pode deixar passar.

Imagine se você pudesse carregar um "Skoob dos filmes" para onde você quisesse, anotando aquele filme que marcou sua vida, a filmografia dos seus atores, atrizes e diretores favoritos ou até mesmo aquele filme digno de uma Framboesa de Ouro (Oscar dos piores do ano). Essa é a ideia do Livro de Marcar Filmes, que segue a mesma linhagem do Livro de Marcar Livros, que também foi publicado pela Editora Verus no ano passado.


 Logo de cara o livro nos dá um breve tutorial de como deve ser feita a marcação, mas logo percebemos que estamos "livres" para anotar como quiser. Por exemplo, em "filmes que quero ver", optei por anotar de lápis para poder apagá-los da lista assim que assistir.


 Mas o aspecto primaz do diário sem dúvidas é poder anotar os filmes que estão de alguma forma marcado em sua vida, seja por ele ser um de seus favoritos ou detestados ou simplesmente por terem sido sua experiencia mais recente.

 

 Claro que os queridinhos não seriam esquecidos: No livro há espaço para você listar os seus atores, atrizes, heróis e heroínas favoritos. Também é possível classificar alguns filme pelos seus gêneros de destaque, como melhor figurino, fotografia, maquiagem, efeitos visuais, entre outros. Sua vez de ser um dos representantes da academia do Oscar. 

  

 Não há como esconder que o livro caiu como uma luva para mim. Além de servir com um diário de bordo onde posso anotar quase tudo que envolve a sétima arte, ele ajudou bastante a relembrar grandes filmes que já estavam no esquecimento, enquanto anotava.

 O Livro de Marcar Filmes serve não só para uso individual (no quesito informação) como também para trocar ideias (sem precisar esconder nada de ninguém, como é o de costume em um diário) com amigos. Imagina quanta indicação boa pode ser descoberta num grupo de 3 pessoas, por exemplo, possuindo esse livro?

 Super indicado a todos, principalmente a pessoas apaixonadas pela sétima arte.

 Dica bônus: Filmow, a rede social dos filmes e séries. Tem a mesma metodologia do skoob, onde você cadastra os filmes que já viu, quer ver, favoritos, entre outros. Confiram meu perfil e conheçam melhor a rede.


*Parceria: Grupo Editorial Record, Selo Verus

5 de abril de 2016

Resenha: O Bangalô

Título Original: The Bungalow
Autor: Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
ISBN: 978-85-8163-803-4
Ano: 2015
Páginas: 320
Avaliação: ★★★
Sinopse: Verão de 1942. Anne tem tudo o que uma garota de sua idade almeja: família e noivo bem-sucedidos. No entanto, ela não se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando. Recém-formada em enfermagem e vivendo em um mundo devastado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Anne, juntamente com sua melhor amiga, decide se alistar para servir seu país como enfermeira em Bora Bora.  Lá ela se depara com outra realidade, uma vida simples e responsabilidades que não estava acostumada. Mas, também, conhece o verdadeiro amor nos braços de Westry, um soldado sensível e carinhoso. O esconderijo de amor de Anne e Westry é um bangalô abandonado, e eles vivem os melhores momentos de suas vidas... Até testemunharem um assassinato brutal nos arredores do bangalô que mudará o rumo desta história.


 Anne Calloway é uma senhora de idade, vivida e um tanto satisfeita com sua vida. Sua neta Jennifer é um dos seus tesouros e orgulhos a ser deixado. Mas para que essa história exista, Anne precisou voltar ao tempo. Depois de receber uma carta de Bora Bora pedindo que ela retorne aquela ilha, suas memórias preenchem sua mente e coração e então ela decide abrir-se com sua neta.

 Anne era uma moça dedicada, feliz e comprometida com o jovem, rico, bem sucedido e apaixonado Gerard. Porém em seu interior um vazio a preenchia, algo inexplicável que só ela poderia entender. Quando sua melhor amiga Kitty decide voluntariar-se para ser enfermeira de guerra, interrompendo por um tempo seu noivado, já que ela precisou partir para Bora Bora.

 Foi naquele âmbito terrível que ela redescobriu a vida: As atrocidades da guerra, a ambição do ser humano e, claro, um novo amor: Westry. Diferentemente da maioria dos brutamontes que ali estão, Westry demonstra-se uma pessoa sensível e a paixão é reciproca. Foi na praia de Bora Bora, num lugar isolado de todos, que Anne e Westry descobriram um bangalô e fizeram dali seu porto seguro... até um assassinato ser presenciado por ambos e por um ponto de interrogação no futuro deles.

"A paixão acaba mas o amor perdura."
Página 103

 O Bangalô é um livro sensível no ponto de vista romântico e não dramático. Num período tenso e pesado da história, Sarah Jio decidiu não se apegar tanto ao caos do momento e fez da Segunda Guerra Mundial um plano de fundo para sua trama, o que me incomodou um tanto.

 Os personagens são distintos e, em sua maioria, ou você ama, ou você detesta. Exemplos práticos disso são Anne, Westry e Gerard, personagens que possuem valor e peso na obra (ainda que uns mais que outros), sem deixar-se influenciar diretamente pelo horror da guerra. O contrário de Kitty e o coronel Donahue, personagens que me irritaram na maioria do tempo.


 O grande problema da história em si foi a falta de intensidade. Como já havia citado, a guerra como plano de fundo apenas não foi uma atitude tão acertada da autora, em meu ponto de vista. Ainda que a forma que a história é contata (quase um flash back) tenha agradado, a conclusão foi outro ponto baixo não convenceu nem um pouco.

 De fato, O Bangalô possui uma leitura agradável e fluida, se lido sem compromisso e grandes expectativas. Uma experiencia diferente de leitura para mim, que de certa forma, valeu a pena. Uma boa pedida para quem curte dramas com aura de romance. 

1 de abril de 2016

Caixa do Correio #09 - Março


  Se Março não foi um mês tão produtivo nas leituras com direito a bloqueio criativo, não se pode dizer o mesmo das novidades que apareceram para mim. A Caixa de Correio #09 (Março/2016) trás de clássicos da literatura nacional e mundial à suspenses de tirar o fôlego. Lembrando que alguns já foram resenhados aqui no blog e os links estão disponíveis abaixo. 

Confira:

28 de março de 2016

Resenha: Hyde

Título Original: Hyde
Autor: Daniel Levine
Editora: Record*
ISBN: 978-85-01-10689-6
Ano: 2016
Páginas: 434
Avaliação: Abandonei
Sinopse: O que acontece quando o vilão se torna o herói? Impedido de sair do gabinete do Dr. Jekyll, Mr. Hyde conta as horas até ser capturado. No entanto, como um último ato ele tem a chance de contar a breve e fascinante história de sua vida. Trazido à vida após passar mais de trinta anos adormecido no inconsciente do Dr. Jekyll, Hyde não sabe quando ou por quanto tempo terá o controle do corpo que divide com o médico. Quando dormente, ele observa a vida do Dr. Jekyll de uma perspectiva distante, mas consciente. Porém, conforme o experimento se desenrola, Hyde passa a ter suas próprias experiências, algo próximo à liberdade. Mas a existência mútua é ameaçada. Há um perseguidor misterioso à espreita. Hyde está sendo provocado, e há uma cilada sendo orquestrada. E, quando algumas garotas desaparecem e uma pessoa é assassinada, na bruma da consciência compartilhada, será que Hyde pode ter certeza de que não é o culpado dos crimes?


Estamos quase em Abril e eis que surge a primeira grande decepção literária de 2016. E quais foram os fatores que motivaram a isso?

 Que Dr. Jekyll e Mr. Hyde são uma das grandes duplas (se assim posso considerar) da literatura não há duvidas. Logo quando soube do lançamento do livro, fiquei curioso para conhecer a trama, já que a obra é uma releitura atual de um dos maiores clássicos da literatura e um dos meus livros favoritos: O Médico e o Monstro (ou O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde). Era uma missão ousada de Daniel Levine retratar uma obra tão maestral de forma digna. Confesso que de fato o autor demonstrou qualidade e habilidade em sua escrita, porém a narrativa da obra não me encantou, fazendo com que a leitura fosse abandonada em sua metade. 

 A priori, vemos a trajetória narrada na perspectiva de herói invés de um assassino frio e cruel que é a essência criacional de Hyde, que mesmo não estando no controle entre esses 36 anos de hiatos, consegue observar o cotidiano de Jekyll, ainda que não possa se revelar. Apesar de nunca ter achado Hyde um vilão de fato, dada a proposta de sua existência, é curioso o fato. 

 Se a ideia foi ótima, a execução nem tanto. Se por um lado temos um personagem fascinante numa nova releitura, ainda mais humano que anteriormente em seu "volume 1" (como irei me relacionar a O Médico e o Monstro), por outro sua narrativa torna tudo muito longo, arrastado e sem um "bang!" que empolgue.


 De inicio, a proposta do autor é bem clara: Nos ambientar à nova visão da história agora narrada pelo alter ego de Jekyll. Contudo, a narrativa estaciona em um ponto fixo e vai sendo levada até onde consegui ler. Se os personagens principais são relevantes, os demais não agradam e não conseguiram agregar no enredo, tornando a história um tanto superficial e rasa (sendo Jeannie uma exceção, talvez).

 Contudo, há algo que me alegrou bastante no livro: A obra completa de "O Médico e o Monstro" está presente nessa edição. Em 2012 eu havia feito uma resenha do livro (confira aqui) publicado pela L&PM e pude observar que a mesma qualidade da tradução foi mantida nessa edição da Record, o que é um ponto positivo e tanto. 

 Por fim, devo deixar claro que esta foi minha sincera opinião sobre o livro (ou o que li dele) e a expectativa criada com o mesmo. Portanto, não é uma opinião que deve ser generalizada e sim agregada, para que vocês possam ter as suas próprias experiencias com a estória. Aconselho também conhecer anteriormente a história de "O Médico e o Monstro" (ou O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde), o que facilitará bastante no entendimento dos acontecimentos. No mais, o livro ficará para uma nova oportunidade de leitura futura. 

*Parceria: Grupo Editorial Record, Selo Record

23 de março de 2016

Resenha: Não Queira Saber

Título Original: You Don't Want to Know
Autor: Lisa Jackson
Editora: Bertrand Brasil*
ISBN: 978-85-286-1657-6
Ano: 2016
Páginas: 462
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Todas as noites, em seus sonhos, Ava vê o filho, Noah. Porém, quando ela acorda, é novamente arrebatada pela verdade aterradora: Noah desapareceu há dois anos, e seu corpo nunca foi encontrado. Quase todos, inclusive Wyatt, o marido meio ausente, supõem que o menino tenha se afogado após cair do cais próximo a sua casa, na Ilha Church. Ao longo desse período, Ava passou a maior parte do tempo internada em hospitais psiquiátricos de Seattle, arrasada pelo luto e incapaz de recordar os detalhes do desaparecimento do filho. Contudo, à medida que suas faculdades mentais voltam ao normal, as suspeitas aumentam. Apesar da preocupação que os outros demonstram, ela não consegue se livrar da sensação de que a família e a psiquiatra sabem mais do que dizem. Será apenas preocupação com o seu bem-estar? Ou medo de que Ava descubra alguma coisa? Estará enlouquecendo? Será que Noah ainda está vivo? Ava não irá desistir enquanto não obtiver respostas; a verdade, contudo, é mais perigosa do que ela imagina — e o preço talvez seja mais alto do que espera pagar.


 Ava Garrison não é mais a mesma. Desde o desaparecimento (e provável morte) do seu filho Noah, ela deixou de ser uma simples mulher de poder, rica e inteligente e tornou-se uma pessoa insegura e instável (para não julgá-la louca, como fazem todos os outros personagens presentes no livro). Para piorar, o seu casamento com Wyatt vai de mal a pior: Além da ausência constante do marido no convívio familiar, Wyatt não acredita no mero desaparecimento do pequeno Noah e sim em sua fatídica morte.

"Ao que tudo indicava, Ava tinha sido um dínamo, uma mulher independente, antes de levar uma rasteira do destino."
Página 65

 Se não há provas que Noah está morto, já que seu corpo até hoje não foi encontrado, também não há resquícios de sua vida, pois não há pedido de pagamento em um possível sequestro e não há indícios dele em outros lugares desde então. 

 Depois de 2 anos, internações em clinicas psiquiátricas como a "macabra" Sea Cliff, altas dosagens de remédios controlados e visitas frequentes da psicologa Evelyn McPherson, Ava já não lembra exatamente o que aconteceu naquela derradeira noite. Sua memória entrou em colapso e, por isso, apenas flashbacks curtos permeiam ainda em sua mente. Sua única convicção é que seu filho não está morto e que ninguém naquela ilha é confiável. O que aconteceu a Noah?

"Um milhão de perguntas permaneciam sem resposta, e o mesmo tanto de respostas continuava escondido no silêncio."
Página 241

 Não Queira Saber é um livro incomum e isso se torna evidente logo em seu começo. A obra começa com um ritmo demasiadamente lento, detalhando cada um dos aspectos que rodeiam a Ilha Church, de seus habitantes à características locais. 

 Por falar em personagens, quase todos eles desempenham papel importante no desenvolvimento do enredo.

 Com o decorrer dos capítulos a história vai ganhando força e, junto a isso, o mistério toma conta. Lisa Jackson cria prepara o terreno para plantar sementes de duvida no leitor a cada troca de cena. Você não sabe se mergulha na onda de Ava ou se ela não passa de uma louca desequilibrada e que tudo aquilo que está acontecendo não passa de ilusão. O apelo psicológico do livro é inquietante e isso é MUITO bom. 

"O problema das mentiras é que elas continuam a crescer e, nem sempre, em linha reta. Às vezes se contorcem como uma cobra e em outras se dividem como uma árvore bifurcada. Também podem se espatifar e voar em todas as direções. Pedaços afiados da mentira vão parar nos lugares mais inusitados. [...] A mentira não se baseia em realidade e, portanto, não tem um fundamento firme o concreto. Em vez disso, baseia-se em areia movediça, pronta para sugar o mentiroso e enterrá-lo com suas inconsistências."
Página 276

 Contudo, o excesso de segredos e mistérios, em um certo momento, torna a história um tanto exagerada, principalmente quando a vida de alguns personagens são reveladas. E, devido a isso, chega o ponto negativo da obra: O que dos porquês. Ainda que a conclusão da trama tenha sido aceitável, a forma que ela se resolve não me agradou. 

 No contexto geral, Não Queira Saber é um livro que se destaca pela originalidade, pela forma que a autora conduziu a história e pelo dom implícito de prender o leitor. Ótima pedida para quem busca livros policiais/suspense diferente. Indicado!

20 de março de 2016

Séries de TV disponíveis na Netflix que você PRECISA assistir


 Hoje deixo de lado um pouco o mundo literário e irei abordar um assunto que também faz o gosto de maioria de nós leitores: Séries de TV, aquela que se tornou de fato a paixão nacional (novelas never more!). 

 Em contrapartida, um dos serviços streaming — serviço de transferência de dados e informações multimídia através da internet — mais populares dos últimos tempos no mundo, entrou de vez na graça dos Brasileiros (exceto talvez das operadoras de TV a cabo) e tornou-se unanime quando se fala do universo cinematográfico: a Netflix. E por que não unir o útil ao agradável? 

 Por isso, o Cantina do Livro listou cinco séries disponíveis na Neflix que você deve assistir urgentemente. Deixando claro que apenas citei séries que já acompanhei/acompanho e evitando repetir séries de temas semelhantes, deixando assim uma maior variedade de gêneros na lista. 

Sem mais delongas, conheçam-as:

14 de março de 2016

Resenha: Nunca Jamais

Título Original: Never Never
Autor: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Editora: Galera Record*
ISBN: 978-85-01-10621-6
Ano: 2016
Páginas: 192
Avaliação: ★★
Sinopse: Charlie Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram... Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar. Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado.


 Charlize Wynwood é uma garota problemática, desde sua personalidade até sua família: uma irmã rebelde, uma mãe alcoólatra e o pai preso. Silas Nash tem quase tudo na palma de suas mãos. Algo em comum? Eles são amigos de infância, namorados e suas famílias se odeiam e o porque só o tempo nos diz.

 Tudo começa quando ambos despertam no meio do colégio sem nenhuma lembrança de quem são, onde estão ou o que aconteceu para estarem assim. O desespero evidente no olhar de cada um os aproxima e logo eles descobrem que são namorados e que suas vidas não são um mar de rosas, além do relacionamento está por um fio antes do "blecaute". Para piorar a situação, eles percebem que coisas teoricamente banais ainda estão presentes em suas memórias, como a vida de celebridades, a utilização de aparelhos eletrônicos e carros, etc,

 Para tentar descobrir o que se passa, eles precisam estar mais unidos do que nunca estiveram e precisar enfrentar grandes desafios e mistérios para solucionar o caso.

 Se você for uma pessoa muito curiosa, que quer respostas das mais diversas questões que engloba o livro, com certeza você sofrerá bastante lendo Nunca Jamais. As autoras fizeram questão de manter os segredos guardados a sete chaves, deixando a leitura mais fluida. Porém em um certo momento a ausência de respostas incomoda.

 O livro é narrado sob as perspectivas de Silas e Charlie, alternando os capítulos entre eles. Isso facilita não só a compreensão dos fatos (o que se pode ser compreendido, digamos) como torna a leitura mais objetiva. Deu a sensação que cada uma das autoras (Colleen Hoover e Tarryn Fisher) ficou "responsável" pelo desenvolvimento de um dos personagens, o que também agradou.
 A obra trás uma agonia pregada em sua essência, tornando quase torturante a "vida sem passado" de Charlie e Silas, o que de fato é relativamente bom para o desenvolvimento do livro. Percebemos que Charlie é uma pessoa um tanto conturbada e Silas ciumento, mas não consigo relacionar isso à perda de memoria deles.

 Ao final do livro, a minha reação foi dizer para mim mesmo: Não acredito que acabou assim! Sério, mesmo entendendo que terá uma continuação, o final fica bem aberto, como se a história continuasse no capítulo seguinte.

 É um livro que despertou em mim amor e ódio (mas um ódio agradável - se isso for possível) e que necessita de uma continuação urgente! Uma boa pedida para quem curte obras com mistérios e uma pitada de romance e drama. Nota 3,5/5.

*Parceria: Grupo Editorial Record, Selo Galera. 

11 de março de 2016

Resenha: Sorria, Você Está Sendo Iluminado!

Autor: Felipe Guga
Editora: Galera*
ISBN: 987-85-01-10589-9
Ano: 2015
Páginas: 96
Sinopse: De Osho a Gandhi, de Jesus a Neil Young. O trabalho do artista se inspira em aforismos diversos, e as frases motivacionais se misturam a desenhos modernos e contestadores para espalhar luz, amor e gratidão. Guga traz consigo o dom de acender a esperança nos corações dos que o seguem, mas também sabe adotar um tom provocador, daquele que nos tira da zona de conforto do dia a dia e faz pensar. Sua arte, exposta ao público, vai além do contemplativo. Um ótimo presente, para os queridos ou para si mesmo, este é um daqueles livros que provoca emoções e faz refletir sobre o poder da fé. Que traduz sentimentos em cores e nos faz sorrir, quando confrontados à iluminação da arte.

 Composto de frases marcantes (como passagens da bíblia, ditados populares, por exemplo) e ilustrações desenvolvidas pelo Felipe Guga, a obra trás a simplicidade, em sua essência.

 A metáfora do livro é representar frases (e ilustrações) que trazem e transmitem fé, otimismo, espiritualidade e determinação, sem falar em suas evidentes críticas à sociedade e seu estilo de vida, os maus hábitos adquiridos por nós e o relacionamento interpessoal.

  

 O amor e o respeito são pregados também veementemente no livro em sua maioria. A relação imagens-frases tornam a obra completa em sua proposta e dão maior vasão ao que o ilustrador tentou transmitir, seja com a imagem usada ou com a frase aplicada sobre a imagem. 

 Sorria, Você Está Sendo Iluminado! é um livro muito mais para ser absorvido que de fato discutido. Uma excelente obra para ser presenteada e lida, sempre que puder. 

  

*Parceria: Grupo Editorial Record, Selo Galera
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