22 de novembro de 2015

Resenha: A Desconhecida

Subtítulo: Ela deixa rastros de caos por onde passa
Título Original: The Girl With a Clock For a Heart
Autor: Peter Swanson
Editora: Novo Conceito*
Ano: 2015
Páginas: 288
ISBN: 978-85-8163-806-5
Avaliação: ★★★
Sinopse: Uma história sombria, em uma atmosfera romântica e um quê de Hitchcock, sobre um homem que fora arrastado para uma trama irresistível de paixão e assassinato quando um antigo amor reaparece de mentiras. Em uma noite de sexta-feira, a rotina confortável e previsível de George Foss é quebrada quando, em um bar, uma bela mulher senta-se ao seu lado. A mesma mulher que desaparecera sem deixar vestígios vinte anos atrás. Agora, depois de tanto tempo, ela diz precisar de ajuda e George parece ser o único capaz de salvá-la. Será que ele a conhece o suficiente para poder ajudá-la?

  Em A Desconhecida, Peter Swanson nos trás a vida monótona de George Foss. Quem o vê com sua "hoje amiga, amanhã namorada e vice-versa" Irene, não imagina o passado sombrio que ele trás. Sua então namorada da faculdade, Audrey Beck volta para sua terra natal e, após o fim das férias sem nenhuma notícia dela, ele descobre que ela suicidou-se. George resolve ir até lá deixar as coisas a limpo, mas descobre que ela não era nem de longe quem ele imaginava ter se apaixonado. Agora, 20 anos depois e com sentimento superado, ela reaparece sob uma nova identidade e precisa desesperadamente da ajuda dele. Com tudo que ele já sabe sobre ela, teria ele forças para ajuda-la?

 Confesso que a obra demorou um tanto para que pagasse corpo e me ambientasse de fato com a proposta por Peter Swanson. A história começa desconexa e perdida, mas com o decorrer do texto, percebe-se que o inicio foi feito daquela forma propositalmente para que as peças do quebra cabeça fossem destrinchadas com o tempo. Isso é bem favorecido pela forma que a narrativa acontece, alternando entre o presente e o passado de George Foss, na época que ele conheceu A Desconhecida (chamarei ela assim daqui adiante) na faculdade. 

 Quanto a A Desconhecida, você não consegue saber de que lado ela está jogando, o que ela pretende, quem ela é ou o por que ela voltou, depois de tantos anos. E é disso que faz ela a maior incógnita da obra em TODOS os sentidos. Fiquei com um pé atra em relação a ela do começo ao fim. Não é uma personagem que nos atrai pela personalidade, mas sim pelas perguntas que a rodeiam.

 Mas afinal, o que me incomodou tanto no enredo? O primeiro e maior motivo de todos é o próprio George. Suas atitudes vão da inocência (se há alguém inocente nesse livro, George é o maior deles) à falta de lógica, beirando a estupidez. É o tipico personagem que você sente vontade de espancar a cada página. O final da história foi mais um ponto desmotivador. Fiquei com a sensação de "é serio isso? Como pode acabar assim?" 

 De fato não é uma história excepcional e em muitos momentos deixa a desejar, principalmente para quem já está apto a acompanhar thrillers mais intensos. As falhas no discorrer do enredo se evidenciam com facilidade. Não obstante, A Desconhecida possui seus méritos, envolve o leitor com as desventuras de George até um certo ponto e vale como um passatempo. Não os desencorajo a ler mas afirmo para não criarem grandes expectativas.


*Parceria: Novo Conceito

2 comentários:

  1. Olá, tudo bem?
    Eu fiquei super curiosa com este livro logo que eles anunciaram. Até o momento só a sua resenha e ela não me deixou muuuito animada com a leitura, mas gostei do mistério que envolve a tal Desconhecida. Espero gostar quando ler.
    Obrigada pela visita.
    Beijos
    SIL ~ Estilhaçando Livros

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É um livro bacana, apesar dos pesares. Vale conferir

      Excluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...