30 de novembro de 2015

Resenha | Stânix: O Poder dos Elementos

Título Original: Stânix: O Poder dos Elementos
Série: Stânix, Volume 1
Autor: Eder A. S. Traskini
Editora: Novos Talentos da Literatura Brasileira (Novo Século)
Ano: 2013
Páginas: 140
ISBN: 978-85-428-0057-9
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Stânix é um reino medieval que já foi habitado por humanos, anões e elfos. Durante a primeira guerra, liderada pelo tirano Syrt, o reino só foi salvo pela magia e inteligência dos elfos. Porém, a raça foi obrigada a deixar o reino, incitados pela profecia da segunda guerra. Aaron, um dos nascidos sob o sangue do primeiro grande conflito, foi deixado para trás e nem imagina o destino que lhe aguarda. Apenas ele pode salvar o reino. A profecia está dita e Stânix está em suas mãos...

 Aaron sempre sentiu-se diferente das outras pessoas do pequeno vilarejo de Mharol, como se não pertencesse ali. E ele estava completamente certo: Ele, um elfo (sem que ainda saiba), foi abandonado pelos pais e vive com seus padrinhos desde então. Pode parecer sofrível, mas logo descobriremos o real motivo deste "abandono" do garoto.

 Não bastasse esse passado pesado, uma série de sonhos estranhos que se repetem quase todos os dias o aflige. Ainda que diferente, Sora nutre ao garoto sua única amizade, e pretende ajuda-lo a descobrir o motivo desses sonhos. 

 Foi numa reunião de emergência que toda a vida de Aaron muda: Lá ele descobre que a cidade de Guil está se preparando para tomar todo o reino de Stânix e, para que Mharol não seja alvo, o pai de Sora resolve da a mão de sua filha a casamento para Joe, príncipe de Guil. Nessa jornada até a outra cidade, Aaron, Sora e Farep (que resolve ir com eles para auxilia-los) entram num ciclo de guerra, revelações e mistérios.

“Numa guerra um instante de hesitação pode ser a diferença entre a vida e a morte. Nesse momento, a guerra começou para nós todos e é bom vocês aprenderem essa lição”
Página 65

 Stanix é definitivamente um livro diferente. Primeiro, por seu estilo literário (fantasia), que aborda um reino um tanto complexo, consegue se leve, prático e objetivo. As pouquíssimas páginas torna a leitura fluida e rápida, dando para ler a obra em apenas um dia.
  
 Não obstante, em certos momentos a narrativa torna-se acelerada demais, deixando alguns detalhes passar em branco, mas sem divagação. Os personagens em sua maioria não me apegaram tanto. 

 O final deixou a desejar. Não por ser ruim, mas por sentir que poderia ter sido mais explorado (principalmente quando está atingindo seu ápice) e não deixado tanta coisa pra ser resolvida no segundo livro.

 No mais, a obra me ganhou por sua originalidade, um ambiente curioso e a promessa de grandes aventuras que viram daqui a diante. No aguardo do segundo livro.

27 de novembro de 2015

Resenha: Troca de Mensagens Entre Sherlock & Watson

Título Completo: Troca de Mensagens Entre Sherlock e Watson e outras conversas dos nossos personagens favoritos da literatura
Título Original: Texts From Jane Eyre and Other Conversations With Your Favotire Literary Characters
Autor: Mallory Ortberg
Editora: Record*
Ano: 2015
Páginas: 240
ISBN: 978-85-01-10653-7
Avaliação: ★★★

Sinopse: Se Scarlett O’Hara tivesse um plano ilimitado para mensagens de texto, ela faria de tudo para manter Ashley afastado de Melanie bombardeando o rapaz com suas tentativas de sedução pelo celular. Se Platão decidisse explicar o Mito da Caverna para Glauco por SMS, a conversa fragmentada levaria a confusões filosóficas irreparáveis. Se Lorax usasse o smartphone para impedir a ação dos destruidores da natureza, obviamente digitaria TUDO EM LETRAS MAIÚSCULAS! Troca de mensagens entre Sherlock & Watson é um mix irreverente e genial de diálogos que trazem à tona o lado mais ridículo, manipulador e bizarro de personagens da literatura e da história. Também estão presentes no livro: O pequeno príncipe, Harry Potter, Jogos vorazes, Peter Pan, O Grande Gatsby, Dom Quixote, Hamlet, Aquiles, Rei Lear, Jane Eyre, Oliver Twist, Emma, Orgulho e Preconceito, Edgar Allan Poe, O morro dos ventos uivantes, Os miseráveis, Agatha Christie, Virginia Woolf, e muito mais!

Como seria se os principais personagens dos mais diversos clássicos da literatura, dos mais diversos autores e das mais diversas épocas se comunicassem via mensagens de texto? É nessa premissa que o livro Troca de Mensagens Entre Sherlock & Watson se baseia.

A proposta do livro é bem divertida, o que torna a leitura irreverente e rápida. Ele é dividido em quatro partes que se distinguem de acordo com o período em que elas foram publicadas, sempre seguindo uma ordem cronológica de capítulos. Porém, em muitas etapas da obra, há uma certa superficialidade no texto, além do fato de que a falta de "novidades" ali torna, até certo ponto, a leitura bem cansativa.

Por isso, arrumei uma nova forma de leitura: Passei a "stalkear" primeiro as mensagens dos personagens de livros que já li, Como Jogos Vorazes, Os Miseráveis, Harry Potter, O Pequeno Príncipe, e outros, e só depois disso, parte para as obras que não conhecia ou que ainda não li, como Hamlet, A Ilha do Tesouro, Orgulho e Preconceito, Clube da Luta, etc. Com isso, percebi que a leitura fluiu bem mais rápido e o livro não ficou tão monótono como aparentou que ia se tornar. 
Outro fato curioso foi em relação ao nome do livro, já que diferentemente do título original, o apelo maior é para Sherlock Holmes. Claro, uma boa sacada da editora para atrair o publico, tendo em vista o carinho dos leitores brasileiros pelo detetive criado por Conan Doyle.

No mais,  Troca de Mensagens Entre Sherlock & Watson é um ótimo passatempo, bem humorado, que distrai bastante e passa rápido. Aliar personagens com o que aparentemente é o maior meio de comunicação entre pessoas hoje foi uma boa ideia da Mallory Ortberg. Indicado! 

GALERIA DE FOTOS:
    

Parceria: Grupo Editorial Record (Selo Record)

22 de novembro de 2015

Resenha: A Desconhecida

Subtítulo: Ela deixa rastros de caos por onde passa
Título Original: The Girl With a Clock For a Heart
Autor: Peter Swanson
Editora: Novo Conceito*
Ano: 2015
Páginas: 288
ISBN: 978-85-8163-806-5
Avaliação: ★★★
Sinopse: Uma história sombria, em uma atmosfera romântica e um quê de Hitchcock, sobre um homem que fora arrastado para uma trama irresistível de paixão e assassinato quando um antigo amor reaparece de mentiras. Em uma noite de sexta-feira, a rotina confortável e previsível de George Foss é quebrada quando, em um bar, uma bela mulher senta-se ao seu lado. A mesma mulher que desaparecera sem deixar vestígios vinte anos atrás. Agora, depois de tanto tempo, ela diz precisar de ajuda e George parece ser o único capaz de salvá-la. Será que ele a conhece o suficiente para poder ajudá-la?

  Em A Desconhecida, Peter Swanson nos trás a vida monótona de George Foss. Quem o vê com sua "hoje amiga, amanhã namorada e vice-versa" Irene, não imagina o passado sombrio que ele trás. Sua então namorada da faculdade, Audrey Beck volta para sua terra natal e, após o fim das férias sem nenhuma notícia dela, ele descobre que ela suicidou-se. George resolve ir até lá deixar as coisas a limpo, mas descobre que ela não era nem de longe quem ele imaginava ter se apaixonado. Agora, 20 anos depois e com sentimento superado, ela reaparece sob uma nova identidade e precisa desesperadamente da ajuda dele. Com tudo que ele já sabe sobre ela, teria ele forças para ajuda-la?

 Confesso que a obra demorou um tanto para que pagasse corpo e me ambientasse de fato com a proposta por Peter Swanson. A história começa desconexa e perdida, mas com o decorrer do texto, percebe-se que o inicio foi feito daquela forma propositalmente para que as peças do quebra cabeça fossem destrinchadas com o tempo. Isso é bem favorecido pela forma que a narrativa acontece, alternando entre o presente e o passado de George Foss, na época que ele conheceu A Desconhecida (chamarei ela assim daqui adiante) na faculdade. 

 Quanto a A Desconhecida, você não consegue saber de que lado ela está jogando, o que ela pretende, quem ela é ou o por que ela voltou, depois de tantos anos. E é disso que faz ela a maior incógnita da obra em TODOS os sentidos. Fiquei com um pé atra em relação a ela do começo ao fim. Não é uma personagem que nos atrai pela personalidade, mas sim pelas perguntas que a rodeiam.

 Mas afinal, o que me incomodou tanto no enredo? O primeiro e maior motivo de todos é o próprio George. Suas atitudes vão da inocência (se há alguém inocente nesse livro, George é o maior deles) à falta de lógica, beirando a estupidez. É o tipico personagem que você sente vontade de espancar a cada página. O final da história foi mais um ponto desmotivador. Fiquei com a sensação de "é serio isso? Como pode acabar assim?" 

 De fato não é uma história excepcional e em muitos momentos deixa a desejar, principalmente para quem já está apto a acompanhar thrillers mais intensos. As falhas no discorrer do enredo se evidenciam com facilidade. Não obstante, A Desconhecida possui seus méritos, envolve o leitor com as desventuras de George até um certo ponto e vale como um passatempo. Não os desencorajo a ler mas afirmo para não criarem grandes expectativas.


*Parceria: Novo Conceito

20 de novembro de 2015

Top 5: Dicas para uma boa leitura


   LER. Uma simples palavra que, quando posta em prática, torna do nosso dia-a-dia algo bem mais fácil. Mas ler um livro é diferente. Não é uma tarefa que precise ser feita todos os dias como uma obrigação (na maioria das vezes) e sim como um hobby. Para leitores assíduos, uma paixão irrefreável, mas para alguns, uma tarefa árdua. Então, para tentar equilibrar essa balança, resolvi listar 5 coisas que eu costumo fazer para ter uma leitura "saudável". Os itens a seguir não são obrigatoriedades de se fazer, podem gerar controvérsias, mas são habitos pessoais que resolvi passar adiante. São eles:

15 de novembro de 2015

Resenha: A Menina da Neve

Título Original: The Snow Child
Autor: Eowyn Ivey
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 352
ISBN: 9788581638010
Avaliação: ★★★★

Sinopse: Alasca, 1920: um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando cada vez mais um do outro. Em um dos raros momentos juntos, durante a primeira nevasca da temporada, eles constroem uma criança feita de neve. Na manhã seguinte, a criança de neve some. Dias depois, eles avistam uma criança loira correndo por entre as árvores. Uma menina que parece não ser de verdade, acompanhada de uma raposa vermelha e que, de alguma formam consegue sobreviver sozinha no frio e rigoroso inverno do Alasca. Enquanto Jack e Mabel se esforçam para entender esta criança que parece saída das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se fosse sua própria filha. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam, e o que eles aprenderão sobre essa misteriosa menina irá transformar a vida de todos.
 A história de A Menina da Neve gira em torno de Mabel e Jack, um casal já na terceira idade que, depois de derrotas em suas vidas (tanto individualmente quanto como casal), decidiram recomeçar em um novo lugar: Alasca. O ano é de 1920 e, por isso, a localidade que eles agora moram não é tão populosa. Mais próximos do casal, apenas Esther, George e seu filho Garret, um exímio caçador.

 Mas nem tudo saiu como o planejado. Enquanto Jack precisa trabalhar dobrado na fazenda para conseguir tirar seu sustento e sobrevivência quando o rigoroso inverno chegar, Mabel segue sua sofrida sina de tentar esquecer o seu maior trauma: A morte de seu único filho assim que ele nasceu. Pequenos fatos que torna o casal ainda mais distantes um do outro.

 A vida deles começam a mudar quando, numa noite de nevasca, decidem criar um boneco de neve. Poderia ser um momento com outro qualquer, mas a cumplicidade e afeto de um para o outro naquele dia fez o surreal acontecer (ou aparentemente isso). Uma visitante, de cabelos tão alvos que chega a parecer branco aparece naquelas redondezas. 

"Não era necessário entender os milagres para acreditar neles, e na verdade Mabel chegou a suspeitar do oposto. Para acreditar talvez você tenha de parar de procurar explicações e segurar a coisinha em sua mão o máximo possível antes que ela escorresse feito água entre seus dedos."
Página 191


 Faina, como ela se chama, é reservada, silenciosa e tímida. Branca como a neva, fria como o gelo e iluminada como o sol, logo a garota torna-se um mistério a ser desvendado pelo casal. As visitas tornam-se constantes porém sem um padrão.

 Como se não bastasse o jeito misterioso da bela garotinha, o fato dela só aparecer no inverno instiga o casal e remete a um conto russo que, quando criança, o pai de Mabel contava para ela sobre A Menina da Neve. Fantasia ou realidade? Real ou abstrato?

"Nunca sabemos o que vai acontecer, não é mesmo? A vida sempre nos joga para um lado e para o outro. É uma aventura não saber onde você acabará e como pagará sua passagem. É tudo um mistério e, se dissermos o contrário, estamos mentindo para nós mesmos."
Página 239

 A estória é hiper simples e carrega consigo uma aura dramática bem intensa. Os cenários e condições (do ambiente ou psicológicas dos personagens) favorecem isso. Mabel e Jack é o típico casal que, apesar de serem feitos um para o outro, não são completos. O que os fortalecem, mesmo que um tanto distantes é o amor e a companheirismo. Quando Faina surge para eles, é como se, todas as preces feitas por eles, fossem atendidas. Agora eles "tinham" uma criança para preocupar-se e cuidar, mesmo que não saibam que é ela ou seus pais e muito menos como ela foi parar ali e para onde ela vai quando some.

 O livro começa num ritmo bem devagar, em passos cautelosos e sem grandes momentos. Quando, de repente, a história ganha um ritmo fantástico (no sentido fantasia) e é inevitável mergulhar de cabeça nela.

 As participações de Esther, George e principalmente Garret que, no início parecia que não acrescentaria muito a obra são essenciais para a condução do enredo, principalmente do meio adiante.

 Contudo, é na reta final do livro que esse ritmo excessivamente acelerado torna a história fria (perdoem-me o trocadilho) e vaga. Também não gostei de conclusão, já que esperava um desfecho mais impactante. É tanto mistério envolto a Faina que eu criei inúmeras teorias sobre o fim derradeiro da obra que o final real deixou a sensação de vazio. Mas foi questão pessoal, não que tenha sido ruim.

 No mais, a obra apresenta um bom enredo (mesmo que não tão original assim), personagens que são fáceis de se apegar e um clima bacana. Mais que indicada.


Parceria: Novo Conceito

13 de novembro de 2015

Parceria: Eder Traskini


  Olá Pessoas! Hoje tem notícia boa: Trata-se da parceria com o autor do livro Stânix: O Poder dos Elementos, Eder A. S. Traskini. Stânix é o primeiro livro de sua série e em breve você poderão conhece-la melhor aqui no blog. Abaixo vocês poderão conhecer um pouco sobre o autor e sua obra. 
Biografia:
Eder A. S. Traskini nasceu em Marília, interior de São Paulo, em 1991. Em 2010, se mudou para Ponta Grossa, Paraná, onde cursa Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG. Sua paixão por livros começou aos sete anos. Desde então não parou; culminando em criar o seu próprio mundo presente em Stânix – o poder dos elementos.




Sinopse da Obra:
Stânix é uma terra medieval que já foi habitada por humanos, anões e elfos. Durante a primeira guerra, liderada pelo tirano Syrt, o império só foi salvo pela magia e inteligência dos elfos. Porém, esta importante raça foi obrigada a deixar o reino, incitada pela profecia da segunda guerra. Aaron, um dos nascidos sob o sangue do primeiro grande conflito, foi deixado para trás, mas nem imagina o destino que lhe aguarda. Apenas ele pode salvar o reino. A profecia está dita e Stânix está em suas mãos... Descubra os mistérios e encare as aventuras do reino de Stânix com o primeiro volume da serie do autor Eder Traskini: O Poder dos Elementos.

Compre:
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BOOKTRAILERS:



9 de novembro de 2015

Resenha: Guerra Civil

Título Original: Civil War - a novel of the Marvel Universe
Série: Marvel Novo Século
Autor: Stuart Moore
Editora: Novo Século
Ano: 2015
Páginas: 398
ISBN: 978-85-428-0412-6
Avaliação: ★★★★★

Sinopse: A épica história que provoca a separação do Universo Marvel! Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark o Homem de Ferro é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. Assim começa a Guerra Civil. Adaptado dos quadrinhos de Mark Millar e Steve McNiven.

 Tudo começa quando os Novos Guerreiros participavam de um "reality show". É quando uma terrível explosão, causada pelos heróis e vilões, dizimou todos eles e algumas pessoas sem poderes especiais, inclusive crianças inocentes de uma escola próxima a região. Essa foi a gota d'água para o governo norte-americano. Uma nova lei obriga a TODOS com poderes além do normal, seja ele herói ou vilão, registrem-se como tal: A Lei de Registro de Super-Humanos. Não bastasse o registro de seus poderes, as identidade secretas deles deveriam ser reveladas para o mundo. E quem não cumprisse a nova lei, seria caçado e preso na Zona Negativa.

 Dono de cifras estrondosas e de uma das armaduras mais poderosas da terra, Tony Stark, o Homem de Ferro, não vê outra saída a não ser apoiar a nova lei. Sua identidade verdadeira nunca foi problema, já que ele, há alguns anos, fez questão de expor para o mundo quem era o líder da armadura de ferro. Ao seu lado, Reed Richards, o Senhor Fantástico, o lider do Quarteto Fantástico o apoiará e, consequentemente, todos os outros: A Mulher Invisível (Susan Richard), Tocha Humana (Johnny Storm) e o Coisa (Ben Grimm), além de outros como a Mulher-Hulk e a Viúva Negra.

 Entretanto, o primeiro dos vingadores, o patriota Capitão América crê que essa é a maior agressão possível para a liberdade cívica. Ele, Steve Rogers, agora é um foragido da justiça e lutará até o fim pela sua dignidade e de milhares de outros heróis. E claro, ele não estará sozinho. Sua equipe será composta por outros heróis como Demolidor, Golias, Pantera Negra e outros. 

 O ponto de grande desequilíbrio para um dos dois lados é, sem sombra de dúvidas, Peter Parker, o Homem-Aranha. Dono de uma das identidades secretas que mais desperta curiosidade de todos, ele está em cima do muro, mas sabe que há muita coisa em jogo além de si mesmo: Seu amor pela única pessoa que ainda o resta, sua tia May. 

 Se as coisas já não vão bem, a primeira batalha entre "team Stark" e "team America" deflagrou dois pontos chaves para a tensão, que já não era pouca, tornar-se irreversível: A criação de um novo Thor e a morte de um dos super-heróis mais adorados no meio deles mesmo.

"Todos eles permaneceram imóveis, fitando o corpo [...] de um herói que ousou desafiar a Lei de Registro de Super-Humanos. Sua não sentia nada, só frio. Só conseguia pensar em uma coisa: a única que vinha a sua mente, a frase que Tony Stark pronunciara em sua famosa coletiva de imprensa: “Stamford foi meu momento de clareza”."
Página 174

 Super-heróis e vilões de todo universo Marvel frente a frente para a disputa que vai muito além da politica e da sociedade "humana normal". Abrange questões éticas e cívicas. Até onde vão os direitos e deveres dos super-humanos mascarados (ou não)? É mesmo a unica saída para eles a quebra do sigilo de suas identidades secretas e o fim de toda sua vida quase normal (na medida do possível)?

 Pensem em um caos lindo de se ver? É esse o espírito de Guerra Civil. Primeiro pelo tom fidedigno as origens da história, que é adaptada dos quadrinhos homônimos de Mark Millar e Steve McNiven. Segundo, pela legião de super-heróis presentes nos livros. Dos Vingadores originais aos X-Men, o livro produz um tom nostálgico e intenso a cada página.


 Sentia um certo receio de que os personagens fossem puxados mais para o lado cinematográfico que o lado dos Quadrinhos, mas não é isso que acontece. Tanto a personalidade como os uniformes e estilos descritos de cada um preservam o lado original que foi pensado na obra de Mark e Steve, o que me agradou e muito. 

 Apesar do Homem de Ferro e o Capitão America serem as "bases militares" de cada um dos dois lados (a favor e contra lei), a estória não foca apenas nos dois, mesmo que tenha tendencia a isso. 

 O final é simplesmente fantástico. Respirar é quase impossível com cada cena que o livro nos apresente. Super revelador e acima do que imaginava, já que desconhecia como a Guerra teria um fim. Claro, toda guerra tem fim. 

 Um excelente livro, uma história que prende do começo ao fim e envolve o leitor em cada página. Super indicado para todos, conheça o universo Marvel aprofundado ou não. Cinco estrelas e favoritado!

8 de novembro de 2015

Caixa do Correio #07 - Outubro


  O que os ventos de Outubro trouxeram para mim através da Caixa do Correio? Devido a mais atrasos incompreensíveis da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ou apenas Correios), o número de novidades apresentadas aqui hoje será beeem reduzido em relação à meses anteriores. Porém, foram leituras diferentes em todos aspectos. Alguns bastante aguardados, outros decepcionaram... mas enfim, esses foram os recebidos em Outubro:

4 de novembro de 2015

Resenha: O Labirinto no Fim do Mundo

Título Original: Il Labirinto ai Confini del Mondo
Autor: Marcello Simoni
Editora: Jangada
Ano: 2015
Páginas: 392
ISBN: 978-85-5539-020-3
Avaliação: ★★★
Sinopse: Em 1229, o rastro de homicídios deixado por um violento cavaleiro acaba forçando o inquisidor Konrad von Marburg a investigar a misteriosa seita dos Luciferianos. Um mestre em medicina expulso da Universidade de Notre-Dame acaba atraindo as suspeitas do inquisidor, mas ele não será o único a cair nas mãos do religioso, ávido por entregar um culpado à justiça divina da Santa Inquisição Romana. O mercador de relíquias Ignazio de Toledo, chega a Nápoles e desperta a desconfiança de von Marburg. Descobrir uma forma de provar sua inocência não lhe será fácil. Ignazio inicia então uma longa e arriscada investigação que o levará a “Corte dos Milagres” de Frederico II, na qual se reúnem algumas das mentes mais brilhantes e esclarecidas da época. Estará o mistério da temível seita escondido entre os muros do palácio imperial? E o que escondem os Luciferianos de tão precioso que compense o sacrifício de tantas vidas?


 Depois de uma sinopse e um Book Trailer tão descritivos, só resta deixar deixar minha opinião mediante ao livro. De toda forma, uma misteriosa seita deixa grandes marcas de homicídios e violência. Diante disso, Konrad von Marburg é convocado para investigar aqueles estranhos acontecimentos.

 A estória de O Labirinto no Fim do Mundo tem um ritmo instigante, desde seu prenuncio à os fatos atuais daquele momento. A religiosidade é a peça chave do livro. O ambiente remete à Europa Medieval e, por isso, a força do Cristianismo/Catolicismo ainda é evidente. Em contrapartida, a magia e o sobrenatural fazem-se presentes no livro. 

 A trama é super bem detalhada. Porém, o excesso de descrição dos diálogos e momentos são o pontos que tornam a leitura lenta e um pouco dispersa. É evidente o conhecimento do autor aprofundado nos cenários, ambientes e temáticas que ele propôs expor no enredo.

"[...]Os homens, desde sempre, insistem em ligar seu destino e sua dimensão moral a um labirinto de figuras grandiosas e inatingíveis. Um labirinto em que cada um de nós, ao menos uma vez na vida, adorou perder-se."
Página 388

 A teia investigativa que Konrad von Marburg traça é um verdadeiro labirinto fazendo jus ao título da obra. E sim, se você está sentindo alguma semelhança com obra de Dan Brown você está certo. É uma linha muito próxima da forma de escrever e do enredo, mas sem imitar o estilo consagrado do outro autor.

 Os personagens tem personalidade (sem redundâncias) forte e discernimento para agir, mas, em sua maioria, não conseguem ser carismáticos, não dando uma apego necessário com eles para se envolver ainda mais na leitura.

 No todo, eu gostei do livro, mas com algumas ressalvas. A obra tem uma boa proposta mas não me encantou tanto. Boa leitura principalmente para quem curte livros como O Símbolo Perdido, Anjos e Demônios e O Código da Vinci , por exemplo.


Parceria: Grupo Editorial Pensamento (Selo Jangada)

2 de novembro de 2015

Resenha: A Rainha da Neve

Título Original: The Snow Queen
Autor: Michael Cunningham
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2015
Páginas: 252
ISBN: 978-85-286-2031-3
Avaliação: ★★
Sinopse: Barrett Meeks, que acabou de perder mais um amor, está à deriva. Ao atravessar o Central Park, ele se vê repentinamente inspirado a erguer os olhos para o céu, onde uma luz pálida e translúcida parece encará-lo de uma forma nitidamente divina. Ao mesmo tempo, seu irmão mais velho Tyler, músico viciado em drogas, tenta em vão escrever uma canção de amor para sua noiva, Beth, que está gravemente doente. Barrett, assombrado por aquela luz, inesperadamente recorre à religião. Tyler, por sua vez, se convence cada vez mais de que apenas as drogas serão capazes de dar vazão à sua verve criativa mais profunda. E enquanto Beth tenta encarar a morte com o máximo de coragem possível, sua amiga Liz, uma mulher mais velha — cínica, porém perversamente maternal —, lhe oferece ajuda. Guiados pela narrativa sublime de Michael Cunnningham, acompanhamos Barrett, Tyler, Beth e Liz à medida que trilham caminhos definitivamente distintos em sua busca coletiva pela transcendência.

 Ele viu uma luz. Barrett Meeks está saindo de mais um relacionamento amoroso frustrado (terminado da maneira mais injusta - por SMS!) e, foi neste mesmo período, que ele enxerga, no céu, uma inexplicável luz direcionada à ele. Mais ninguém observou aquilo e, logico, qualquer pessoa que ele contasse o julgaria como louco.

 Enquanto isso, o irmão de Barrett, Tyler segue sua sina: uma vida monótona regada a drogas e a cuidar do seu grande amor, Beth, que tem uma gravíssima doença. Ele ainda nutre a esperança de escrever uma canção que faça juz a ela, a tempo. E dessa maneira a estória discorre. 

 A forma que o autor desenvolve seu estilo de escrita me surpreendeu, já que é o primeiro contato que tenho com obras dele. A escrita é detalhadíssima, no qual ele busca analisar as cenas por todos os possíveis ângulos e entendimentos. Seu estilo tragicômico também agrada. 

"E talvez — talvez — o amor surja. E permaneça. Pode acontecer. Não existe qualquer motivo óbvio para a indocilidade do amor [...]. Tudo tem a ver com paciência. Não? Paciência e a recusa a perder a esperança. A recusa a deixar intimidar por, digamos, um texto de despedida de cinco linhas."
Página 107

 Mas então, o que justifica essa nota? Primeiro quesito foi o fato de A Rainha da Neve não conseguir me afeiçoar em nenhum momento, seja com a estória ou seja, principalmente com os personagens. O texto não apresenta pontos de alteração de "clima", deixando a narrativa estável o tempo inteiro e isso me incomoda bastante. 

 Em outras palavras, o enredo tornou-se maçante (para mim), sem um grande "booom" que fizesse a expectativa sobre a condução da história voltar. Com isso, em alguns momentos precisei voltar páginas para recapitular o que havia lido, o que tornou a leitura bem mais demorada que os esperado. 

 Contudo, tenho total consciência de que o livro não é ruim, mas reforço que não rolou a química entre nós. Uma obra excessivamente reflexiva e sensível, que retrata bem as relações humanas.



Parceria: Grupo Editorial Record (Selo Bertrand Brasil)

1 de novembro de 2015

Nova Identidade Visual: Cantina do Livro


Fala pessoal!

 Depois de muito tempo (3 anos, precisamente), o Cantina do Livro deixou de ser um simples "diário" pessoal de bordo. O blog hoje serve como meio de visibilidade, divulgações e, claro, exposições de ideias. Agora, junta-se ao fato de um técnico em comunicação visual recém formado (EU!) e a necessidade de uma repaginada à identidade visual do blog. Eis que surge o novo Cantina do Livro.

 O objetivo primordial disso foi dar originalidade a este espaço. O logotipo anterior, quando criado, não passou de uma adaptação de um modelo free utilizado por um programa vetorial. Agora, o blog conta com um logo que remete diretamente ao nome do mesmo e a ideia que ele busca passar: Devore livros!
 A partir de hoje, o layout do blog e de todas redes sociais sofrerão essa alteração e uma padronização e, como o processo é um tanto longo, conto com a colaboração de vocês caso ocorra algum problema de visualização da página, postagens e entre outros. Gostaram da novidade? Deixe seu comentário e sugestões.

Manual de Identidade Visual:
   
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