18 de setembro de 2015

Resenha: 172 Horas na Lua

Título Original: 172 Hours on the Moon
Editora: Novo Conceito
Autor: Johan Harstad
ISBN: 878-85-8163-709-9
Ano: 2015
Páginas: 288
Avaliação: ★★★
Sinopse: O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez. Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano. Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviando mais ninguém à Lua. Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer... Prepara-se para a contagem regressiva.
Skoob
Novo Conceito





 A ida do homem a lua em 1969 pela Apollo 11 sempre foi controvérsia. Há quem afirme que a "ida" nada mais foi do que uma estratégia dos EUA para mostrar ao mundo seu poderio e que a épica cena foi criada pelo cineastra Stanley Kubrick. A questão é que há muito a ser explorado ainda. 

 Agora o ano é 2018 e a NASA prepara A VIAGEM à lua. A agencia espacial irá selecionar, em todo o mundo, 3 adolescentes entre 14 e 18 anos para, a bordo da DARLAH 2, voltar a lua. Está dada a largada para uma teia espacial de segredos e mistérios. 
 Depois de uma longa campanha e muitas inscrições, os sortudos (ou nem tanto) selecionados foram Mia, Midore e Antoine.

 Mia é uma garota que quer se tornar uma superstar ao lado de sua banda. Ela não pretendia ir a lua, mas seus pais, contra sua vontade (e escondido) a inscreveram para participar e, por obra do destino, eis que ela foi uma das selecionadas. Midore é uma japonesa que viu na ida a lua sua chance de sair definitivamente do Japão. Ela sonha com a liberdade, sair da retidão e das tradições orientais. Foi por um acaso que ela viu o anuncio da viagem e decidiu inscrever-se. Antoine é, sem duvidas, o mais "sem noção" dos três. O motivo para inscrever-se foi esquecer de vez (ou tentar) o termino do namoro de cinco meses com a garota que ele considerava ser o amor de sua vida.

 Infelizmente 172 Horas na Lua é um livro que deixa a desejar. Primeiro, pelo excesso de pontas soltas e falta de respostas. Depois, pelo "resolve ai de qualquer jeito". Por exemplo: "Uhul, a NASA é boazinha e está dando passagens para a lua. Vamos lá!" ÓBVIO que algo não estaria certo e que haveriam muitas coisas por tras, mas ninguém questiona isso. Outro exemplo são os longos saltos no tempo dos capítulos. Em um momento você está vendo-os serem selecionados, em outro eles já estão amigos e sendo treinados para embarcar na DARLAH 2. 

 Os personagens também são um tanto cansativos. Mia e Midore tornam a obra centrada e agradam na leitura, enquanto Antoine logo se tornou para mim um personagem irritante. 

 O livro é dividido em três etapas que são bem definidas em antes-durante-depois à viagem a Lua, que facilita a ambientação com a proposta do que está ali acontecendo. 

 Mas nem só de tristezas vive a história. Os momentos de tensão salvam a obra, chegando a ser agonizante em alguns momentos. O final é um exemplo dessa onda frenética (bastante, mesmo). E é nele um dos pontos mais surpreendentes do livro já que não passou em momento algum em minha cabeça que acontecesse da forma que findou. 

 Apesar de parecer uma resenha totalmente negativa, eu não consegui, até agora definir o que foi 172 Horas na Lua. De fato não é um livro ruim mas também está longe de ser bom. São muitas lacunas a ser preenchidas e personagens que se atrapalham com as próprias pernas. Entretanto, as cenas de ação tornam-se o respiro do livro. Três estrelas fazem jus ao que foi a leitura de 172 Horas na Lua.


Parceria: Novo Conceito

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