30 de setembro de 2015

Resenha: Para Continuar

Subtítulo: Quando o amor acontece, uma luz se acende
Editora: Novas Páginas
Autor: Felipe Colbert
ISBN: 978-85-428-0596-3
Ano: 2015
Páginas: 224
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: Envolver-se com a jovem Ayako é a oportunidade perfeita para Leonardo César esquecer a sua vida tediosa e perigosamente limitada, tudo por culpa do seu coração defeituoso. Enquanto isso, com a ajuda de seu avô, Ayako tem a difícil missão de manter inacessível um porão de dimensões que vão além da loja de luminárias que ela gerencia, repleto de milhares de lanternas orientais, cujo mistério envolve os habitantes do bairro da Liberdade. A partir dos crescentes encontros entre Leonardo e Ayako, uma nova lanterna surgirá para os dois. Eles terão que protegê-la com afinco, ou tudo que construíram juntos poderá desaparecer a qualquer momento. O que ninguém conseguiria prever é que Ho, um jovem chinês também apaixonado por Ayako, colocaria em risco o futuro desse objeto. E com ele, o sentimento mais importante que dois seres humanos já experimentaram.

 De onde menos se espera, surgem grandes histórias que ficam na memória por um bom tempo. Para mim, Para Continuar será uma dessas. 

 Leonardo César é um estudante de Design e tem Cardiomiopatia Dilata Idiopática. Em suma, o coração dele tem um sério risco de parar a qualquer momento, o que o impede de andar de bicicleta ou jogar futebol com os amigos, por exemplo. Por falar em amigos, Penken (o Gustavo), seu melhor amigo é uma das pouquíssimas pessoas que sabem da doença de Leo, já que o próprio não espalha a noticia para evitar olhares penosos sobre ele.

 Mesmo com o problema e a superproteção por motivos óbvios dos pais dele, Leonardo tenta levar uma vida normal sem grandes baques que o pudessem abalar. Mas e quando o amor bate a porta? Eis o que acontece num dia comum em um trem, quando ele se apaixona pela então desconhecida oriental Ayako. A paixão foi tanta que ele vai atras dela e descobre a fantástica loja de luminárias na qual ela mora e trabalha, herança do seu amado avô, ainda vivo. O que ele não imagina é ser correspondido pela tímida garota e que o terceiro habitante daquela loja de luminárias (Ho) não iria gostar nada daquele possível relacionamento dos dois. 

 Não bastasse tudo isso, grandes mistérios pairam sobre a trama: O primeiro é o passado de Ho. O segundo é o segredo que Ayako tanto esconde: Milhares de lanternas orientais guardadas a sete chaves no porão da loja. O que significaria tudo aquilo? 

“Você está vendo algo mágico, mas a magia não se limita a atos extraordinários. Ela está no nosso dia a dia. Se você for observadora, vai reconhecê-la.”
Página 18

 Não é de hoje que observo um grande avanço nas obras nacionais. Surpreendentemente (pelo gênero) o livro me conquistou completamente, mesmo tendo consciência que não é uma estória tão fantástica assim. A velocidade e fluidez da leitura (li em menos de 24h - uma noite e uma tarde), os momentos de aflição que o livro propõe (aquelas cenas finais... sofri), a narrativa leve, limpa e cativante... Enfim, posso passar horas enumerando os pontos que fizeram o livro receber minhas cinco estrelas. 

 Os personagens favorecem: Leo, apesar de doente, não é aquele cara que faz da doença sua zona de conforto, ainda que ela o irrite bastante (principalmente por o impedir de tocar sua vida como ele gostaria). Ayako é aquela personagem que você sente vontade de conhecer pessoalmente, seja pela simplicidade, seja pela beleza de sua personalidade ou física. Os personagens secundários não são apenas para preencher o livro. Cada um tem sua "funcionalidade" dentro da história (até mesmo a ex de Leonardo). 

 O final pode não ser tão surpreendente mas reserva boas emoções. Não foi o que esperava mas deu aquela sensação de "é, faz sentido!". As revelações são bem impostas, evitando as terríveis pontas soltas.

 Foi aquela história que mesmo depois do fim ficou fixa na mente. Sei que muitos não irão achar tanta coisa assim e eu entendo completamente. Mas é o risco que se corre quando se deixa cativar. Leitura indicada a todos. 


Parceria: Novo Conceito (Selo Novas Páginas)

25 de setembro de 2015

Resenha: O Vampiro Imperador

Subtitulo: Da Destruição de Sodoma ao Incêndio de Roma
Editora: Novo Século
Autor: Leonardo Barros
ISBN: 978-85-428-0596-3
Ano: 2015
Páginas: 400
Compre: Saraiva | Amazon
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: Drucila é uma linda jovem romana, casada com o médico do imperador Nero. Diante da ausência do filho, ela entrega-se a um culto proibido de fertilidade, ato que inicia sua ruína e tem relação com sua transformação em vampira. Ciente de seu poder, ela resolve dominar Roma e não mede esforços para consegui-lo. As intenções de Drucila só poderiam ser ameaçadas por Dotan, um ser imortal como ela. Em noites de lua cheia, esse general de confiança de Nero prende a si mesmo a fim de evitar que o lobisomem, criatura que se tornou há milhares de anos, domine-o. No entanto, quando Dotan se vê diante de uma Roma guiada por energias maléficas, ele engendra sua força para tentar salvar o povo da perseguição e da tirania. O derramamento de sangue se torna um pesadelo constante. A cidade caminha, a passos rápidos, para um longo período de escuridão. Traições, jogos de poder e lutas épicas enredam essa engenhosa aventura que põe em conflito a busca pelo bem e o desejo, às vezes incontrolável, pelo poder e pela luxúria.

 Em O Vampiro Imperador mergulhamos de cabeça no passado. A priori, a narrativa nos leva ao ano de 3000 a.C., dia da destruição de Sodoma e da festa em celebração a Hanni-bal (que nome sugestivo, não?). Foi nesse dia festivo e exótico que Dotan e Vered decidem sair da cidade, mas são impedidos por... Vampiros! Não bastasse isso, Dotan foi transformado em lobo. Não, essa não será uma mera história de Lobisomens x Vampiros... 

 Muuitos anos depois daquele evento e d.C., Dotan, o homem-lobo, agora trabalha e é um dos homens de confiança do imperador Nero e não tem lembranças (conscientes) de seu passado, levando uma vida relativamente tranquila com seu filho Lucius. Sua maior luta é para ocultar a fera que há dentro de si. 

 Do outro lado da história nos apresenta Drucila, uma bela jovem que sonha em ter um filho com seu marido Emilianus, mesmo que ele não a cobrasse isso. Havia algo de errado entre o casal e por isso, ela não consegue ter o seu filho, tornando o seu sonho uma grande e perigosa obsessão. Obsessão essa que, depois de uma bebedeira e péssimos conselhos, Drucila deita-se com um dos seus escravos (e não é só isso!), algo que não é perdoado por seu marido quando descoberto. Agora mal falada, prostituta, doente e jogada ao nada esperando a morte chegar, ela recebe uma oferta "dos deuses" (Plutão, deus do mundo inferior na mitologia romana) e, sem que perceba, torna-se uma vampira sedenta de sangue, poder e vingança. E claro, seu sonho não foi esquecido. 


 Uma verdadeira e sangrenta luta entre vampiro e lobo está para [re]começar. 

 Em mais uma história peculiar, Leonardo Barros conseguiu criar uma fantasia mistica que não morre apenas no "feijão-com-arroz", mas que transporta e imerge o leitor a anos e mais anos atras com cada capítulo do livro.

 Confesso que não esperava gostar tanto do livro. O Vampiro Imperador é uma obra sensual e misteriosa, que prende não só pelo contexto que a obra se apresenta, mas o estilo de escrita que o autor impõe e pelas ótimas sequencias de cenas. 

 Claro, nem tudo são flores, já que alguns personagens não me agradaram, por exemplo. Por falar nisso, é evidente que viveremos uma história de amor e ódio com Drucila. Em alguns momentos, principalmente no inicio do livro, ela me remeteu diretamente a personagem Fantine de 'Os Miseráveis', por sua trajetória nada agradável. 

 De estrutura física, dois pontos favorecem o livro: a sua lindíssima capa e a separação de capítulos, que não são longos. Me vi por várias vezes pensando "só vou ler mais um capitulo" e terminava lendo mais três, quatro... 

 Uma dica para ler O Vampiro Imperador: Deixe-se viajar com a enredo. Não espere coisas dentro do padrão "politicamente correto" e realista, ainda que tenha bastante referencia histórica. É um livro fantástico e surpreendente que prende do começo ao fim. Literatura nacional mais que indicada. 

21 de setembro de 2015

Resenha: A Garota no Trem

Título Original: The Girl on the Train
Editora: Record
Autor: Paula Hawkins
ISBN: 878-85-01-10465-6
Ano: 2015
Páginas: 372
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor. Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Janson –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

 Rachel tinha tudo para ser uma mulher feliz: Um casamento perfeito, emprego estável e um sonho de ter um filho. Depois de varias tentativas frustradas de ter um filho, ela tornou-se alcoólatra e um peso nas costas de seu então marido Tom. Hoje ela é divorciada (e ainda alcoólatra), perdeu seu emprego e viu seu marido larga-la para ter uma família com sua nova mulher, a corretora de imóveis Anna. Sem "razões para viver", Rachel, que agora mora de favor na casa de uma amiga, esconde que não está mais em seu emprego e, para reforçar sua mentira, sai de casa todos os dias em direção a Londres em um trem. Sim, ela finge estar trabalhando por não ter forças suficientes para contar que, por um erro seu, foi demitida por justa causa.

 É nessa rotina ilógica, da janela do trem, que ela passa a observar o casal Jess e Janson (que na verdade chamam-se Megan e Scott), idealizando e fantasiando em eles o casal perfeito. Todos os dias, ela faz questão de perder os poucos segundos de sua passagem por aquele local para "shippar" o casal.

“Jess estará sentada com os pés em cima da mesa da varanda, segurando uma taça de vinho, e Jason, em pé atrás dela, com as mãos em seus ombros. Sou capaz de imaginar o toque das mãos dele, o peso delas, tranqüilizadoras, protetoras. Às vezes, me pego tentando me lembrar da última vez que tive contato físico de verdade com alguém, um abraço, um aperto de mão que seja, e sinto uma dor no coração.”
Página 16

 Até que um dia, ela vê algo que abala completamente a imagem do casal perfeito: Megan, nos braços de outro, aos beijos. Ainda chocada, logo ela teria uma nova surpresa: Megan desapareceria no dia seguinte. Eis que começa a cadeia de mistérios, mentiras, alianças e medos. O que aconteceu com ela? O que aquela cena que Rachel viu teria de relação com o sumiço de Megan/Jess? 

 É visível que, pelo estado emocional e psicológico de Rachel, nós tendemos a crer que ela esteja louca ou algo do tipo. Ela não é nenhum exemplo a se inspirar, mas, ao contrário do que se imagina, ela tem consciência a todo momento do fracasso que ela se tornou. Tom demonstra-se, ainda que cruel pelo que fez Rachel passar, uma pessoa que ainda guarda um afeto pela ex-mulher. Mas seria amor ou pena? Anna é uma personagem que, no início tinha todo meu repudio, mas que, com o passar da trama, apresentou facetas que a fizeram subir em meu conceito. 

 Mais do que um simples mistério pelo desaparecimento de Megan, o livro consegue abordar de forma singular o relacionamento (entre pessoas ou consigo mesmo), tornando assim o tema a peça chave para o desenrolar da trama. 

 O livro é narrado por três pessoas em períodos distintos: Enquanto Rachel, narradora principal, expõe o presenta, Anna (segunda narradora) apresenta um link entre passado e presente. Megan, a terceira narradora do livro, é quem dá logica aos acontecimentos, já que seu papel foi contar como aconteceu o inicio do seu romance com Scott até o momento de seu desaparecimento. 

 São muitas perguntas sem respostas, principalmente se analisarmos as coisas pelo olhar de Rachel. Sério, ela consegue confundir mais do que ajudar (mas gosto dela mesmo assim). Não trata-se apenas de um simples desaparecimento, logo vocês perceberam intuitivamente. 

 O principal ponto negativo do livro, ao meu ver, foi o final. Apesar de não ser tão previsível, foi bem clichê pela forma que tudo aconteceu e o mistério foi resolvido. Talvez não seja uma estória surpreendente, mas consegue envolver. Não crie altas expectativas com o livro, apenas leia-o sem compromissos (como foi o meu caso) e desfrute todo o mistério desse bacana thriller A Garota no Trem.

18 de setembro de 2015

Resenha: 172 Horas na Lua

Título Original: 172 Hours on the Moon
Editora: Novo Conceito
Autor: Johan Harstad
ISBN: 878-85-8163-709-9
Ano: 2015
Páginas: 288
Avaliação: ★★★
Sinopse: O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez. Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano. Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviando mais ninguém à Lua. Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer... Prepara-se para a contagem regressiva.
Skoob
Novo Conceito





 A ida do homem a lua em 1969 pela Apollo 11 sempre foi controvérsia. Há quem afirme que a "ida" nada mais foi do que uma estratégia dos EUA para mostrar ao mundo seu poderio e que a épica cena foi criada pelo cineastra Stanley Kubrick. A questão é que há muito a ser explorado ainda. 

 Agora o ano é 2018 e a NASA prepara A VIAGEM à lua. A agencia espacial irá selecionar, em todo o mundo, 3 adolescentes entre 14 e 18 anos para, a bordo da DARLAH 2, voltar a lua. Está dada a largada para uma teia espacial de segredos e mistérios. 
 Depois de uma longa campanha e muitas inscrições, os sortudos (ou nem tanto) selecionados foram Mia, Midore e Antoine.

 Mia é uma garota que quer se tornar uma superstar ao lado de sua banda. Ela não pretendia ir a lua, mas seus pais, contra sua vontade (e escondido) a inscreveram para participar e, por obra do destino, eis que ela foi uma das selecionadas. Midore é uma japonesa que viu na ida a lua sua chance de sair definitivamente do Japão. Ela sonha com a liberdade, sair da retidão e das tradições orientais. Foi por um acaso que ela viu o anuncio da viagem e decidiu inscrever-se. Antoine é, sem duvidas, o mais "sem noção" dos três. O motivo para inscrever-se foi esquecer de vez (ou tentar) o termino do namoro de cinco meses com a garota que ele considerava ser o amor de sua vida.

 Infelizmente 172 Horas na Lua é um livro que deixa a desejar. Primeiro, pelo excesso de pontas soltas e falta de respostas. Depois, pelo "resolve ai de qualquer jeito". Por exemplo: "Uhul, a NASA é boazinha e está dando passagens para a lua. Vamos lá!" ÓBVIO que algo não estaria certo e que haveriam muitas coisas por tras, mas ninguém questiona isso. Outro exemplo são os longos saltos no tempo dos capítulos. Em um momento você está vendo-os serem selecionados, em outro eles já estão amigos e sendo treinados para embarcar na DARLAH 2. 

 Os personagens também são um tanto cansativos. Mia e Midore tornam a obra centrada e agradam na leitura, enquanto Antoine logo se tornou para mim um personagem irritante. 

 O livro é dividido em três etapas que são bem definidas em antes-durante-depois à viagem a Lua, que facilita a ambientação com a proposta do que está ali acontecendo. 

 Mas nem só de tristezas vive a história. Os momentos de tensão salvam a obra, chegando a ser agonizante em alguns momentos. O final é um exemplo dessa onda frenética (bastante, mesmo). E é nele um dos pontos mais surpreendentes do livro já que não passou em momento algum em minha cabeça que acontecesse da forma que findou. 

 Apesar de parecer uma resenha totalmente negativa, eu não consegui, até agora definir o que foi 172 Horas na Lua. De fato não é um livro ruim mas também está longe de ser bom. São muitas lacunas a ser preenchidas e personagens que se atrapalham com as próprias pernas. Entretanto, as cenas de ação tornam-se o respiro do livro. Três estrelas fazem jus ao que foi a leitura de 172 Horas na Lua.


Parceria: Novo Conceito

14 de setembro de 2015

Para Colorir: De Pai Para Filho

Autor: Walter Tierno
Editora: BestSeller
Ano: 2015
Páginas: 104
ISBN: 978-85-7684-935-3
Sinopse: Um novo conceito de livro de colorir para o dia dos pais. Uma página é para a criança e outra para o pai No dia a dia corrido, estreitar os laços com nossos entes queridos tem sido cada vez mais difícil. Em meio a um mundo antenado, porém pouco atento ao presente, De pai para filho propõe um momento de conexão e de troca de experiências entre pai e filho. Neste livro de colorir, permita que o equilíbrio físico, mental e espiritual da arte-terapia permeie seu lar através de cada ilustração. Convide seu filho a mergulhar em cores ou seu pai a criar composições próprias. Vivam uma atividade simples e sem preocupações para reconstruir juntos a sintonia lúdica “De pai para filho”.

 Cada vez mais presente na grade de lançamentos das editoras, os livros para colorir tem ganhado destaque. Para fugir do marasmo que naturalmente assolaria o "novo mercado", alguns livros diferentes do gênero surgiram, e esse é um deles. "De Pai Para Filho" tem uma proposta óbvia: Um livro para colorir que haja a interação pai e filho. 

 De inicio percebemos que as ilustrações não são tão trabalhadas e detalhadas por motivos lógicos, mas o livro apresenta por si só características que envolve o cenário de convívio em família, como imagens de parques, brinquedos e até mesmo series imaginários como dragões.

 Esse é o foco central do livro e que o faz ser diferente: Trazer pais para mais perto dos filhos, mesmo numa sociedade acelerada e cansativa. Uma excelente pedida!

GALERIA DE IMAGENS:

10 de setembro de 2015

Resenha: O Próximo da Fila

Editora: Record
Autor: Henrique Rodrigues
ISBN: 878-85-01-10565-3
Ano: 2015
Páginas: 192
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: O próximo da fila é um original e divertido romance de formação, que retrata com leveza e poesia os sonhos, as frustrações e os medos de uma das épocas mais conturbadas que vivemos: a entrada na vida adulta. Após a morte do pai, o protagonista de O próximo da fila – de quem não sabemos o nome – se vê subitamente responsável por ajudar a mãe a cuidar da casa e do irmão mais novo. Jovem e inseguro, consegue emprego em uma rede de fast-food, trabalho que tenta conciliar com os estudos, e encontra seu primeiro amor – uma garota cujo sumiço misterioso será o derradeiro passo da dura e necessária transição para a maturidade. 

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 O Próximo da Fila conta a trajetória de um garoto que precisou lidar com a perda, não só fisica, com a morte de seu pai, mas também a emocional e financeira, perdas que vieram diante disso. A partir dai, sua mãe passou a exercer o papel de pai para ele e seu irmão mais novo, que tinha o irmão mais velho como seu herói. A mãe precisou começar a trabalhar exaustivamente para não deixar faltar nada em casa para seus filhos. Ela também tem um passado sofrido que, com o tempo, vai sendo abordado no livro. 

 Okay, vocês devem estar se perguntando por que não dei nomes a nenhum dos personagens citados até agora. Pois é justamente essa "agonia" que Henrique Rodrigues fez com os leitores, não revelando nomes de ninguém que aparece na obra, apenas alguns são identificados por apelidos que servem de base para a diferenciação de pessoas com o transcorrer dos capítulos.

 Com todo sofrimento da mãe, o personagem central decide enfrentar a vida real. A partir dai notamos uma amadurecimento significativo dele, até mesmo pelas experiencias de vida que ele vai adquirindo com cada derrota e cada passo dado. Conhece-lo e poder "ler os pensamentos" dele é algo sensacional. O autor trouxe para nós uma visão que, mesmo que aparente ser um clichê, foge totalmente do previsível mas dentro de um contexto real. 


 O personagem, quando começa a trabalhar numa das maiores empresas de fast-food do planeta (não é dita o nome propriamente dito da empresa, mas todos sabemos que trata-se do McDonalds) precisa desenvolver habilidades um tanto adormecidas ou inexistente dentro dele, como fritar carne de hambúrgueres, varrer o chão ou bater recorde de atendimento como caixa. 

 É um período totalmente importante para ele (e para quem está lendo). Observamos aqui a transição de um jovem com os pés fora do chão para um adulto que sabe que precisará lutar muito para se tornar alguém na vida. E é ali, naquele lugar gorduroso e corrido que ele aprende o que é o amor. 

 É um livro único. Fiquei totalmente angustiado principalmente com o final da obra, não só pelo que acontecia ali mas por que sabia que o livro estava chegando ao final. A forma em que a história discorre, o modo em que o autor predispõe o texto, é tudo diferente e isso me agradou e MUITO. 

 Confesso que não era um livro que depositava minhas fichas ou que tivesse prometido muito, mas O Próximo da Fila conquistou um lugar na minha galeria de obras favoritas. Cinco estrelas e aquele gostinho de quero mais. Obra indicadíssima.

Parceria: Grupo Editorial Record

4 de setembro de 2015

Caixa do Correio #05 - Agosto


 Depois do infindável mês de Agosto, Setembro chega com novos ares. Para muitos também, ares de Bienal do Livro (do Rio de Janeiro) que consequentemente com ela trás os novos livros nas estantes dos leitores que irão desfruta-la o que não é meu caso. Enquanto isso, trago hoje os livros que apareceram em minha estante em Agosto, com direito a livros para colorir, quadrinhos e novos livros "favoritos". Sem mais, conheçam-os:
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