2 de junho de 2015

Resenha: Matando Borboletas

Título Original: Breaking Butterflies
Autor: M. Anjelais
Ano: 2015
Editora: Verus
Páginas: 224
ISBN: 978-85-7686-336-6
Avaliação: ★★★


Sinopse: Sphinx e Cadence — prometidos um ao outro na infância e envolvidos na adolescência. Sphinx é meiga, compassiva, comum. Cadence é brilhante, carismático — e doente. Na infância, ele deixou uma cicatriz nela com uma faca. Agora, conforme a doença de Cadence progride, ele se torna cada vez mais difícil. Ninguém sabe ainda, mas Cadence é incapaz de ter sentimentos. Sphinx quer continuar leal a ele, mas teme por sua vida. O relacionamento entre os dois vai passar por muitas reviravoltas, até chegar ao aterrorizante clímax que pode envolver o sacrifício supremo. Esta é uma bela e tortuosa história sobre o primeiro amor, a inocência perdida, e a beleza que pode ser encontrada até nas circunstâncias mais perversas.



 Sphinx e Cadence são filhos de Sarah Quinn e Leigh Latoire (respectivamente), "prometidos" para se casarem antes mesmo de sonharem nascer, fruto de uma amizade entre as mães que nasceu quando elas tinham apenas 5 anos de idade.

 Sphinx é um menina reservada e o espelho de sua mãe em quase tudo. Ela é uma garota exemplar mas que tem seu brilho ofuscado pelo excepcional Cadence, um garoto quase perfeito em quase tudo o que faz, mesmo com a pouca idade. Ele é o modelo perfeito de pessoa para Sphinx, que o tem quase como um objeto de adoração. Até certo ponto da história, fica visível que a inocente garota nutre o amor tão planejado (por sua mãe) que ela tivesse pelo garoto. 

 O que ninguém sabe (ou gostaria de afirmar) é que Cadence sofre de uma "síndrome" que o torna incapaz de ter qualquer sentimentos por o que quer que seja. Cientificamente falando, um Sociopata. E isso, levou-o a deixar uma cicatriz na face da garota com uma faca que ele roubou da gaveta do pai no período de separação dos seus genitores. Depois disso, envergonhada e sem seu marido, Leigh decidiu ir morar na Inglaterra e se afastar fisicamente de sua melhor amiga e seus entes. 

 Anos depois, o garoto é diagnosticado com uma doença que o torna uma bomba relógio em contagem regressiva. A qualquer momento ele pode morrer. E seu maior desejo (se é que isso é possivel) é rever a garota que sua mãe o prometeu e que ele marcou (por dentro e por fora) como sua até a eternidade. 

 A obra é narrada por Sphinx e, da forma que o autor dispôs o texto, da a sensação a nos leitores que estamos apreciando um diário de vida de alguém, o que achei bacana pois não torna o livro melodramático (ufa!). 

 Por falar nisso, eu, mesmo depois de tantos dias terminada a leitura, nutro por Sphinx um sentimento de amor e ódio. Não pela personagem em si (que eu gostei) mas por algumas atitudes da garota que beiraram o absurdo de tão ilógico. Mais um ponto positivo para a obra, já que eu fico feliz em encontrar livros que me façam criar afeição ou ódio por algum personagem. Sinal de que algo está bem elaborado. 

 Os outros personagens são relativamente tão importantes (como pai de Sphinx que tem participação quase nula na história e Vivienne, uma amiga de Leigh que aparecerá em algum momento do livro), o que me desagradou. N.E.: O pai de Sphinx é uma múmia? 

 Surpreendentemente eu gostei do livro, apesar de admitir que o enredo é um tanto vago. A história, ao contrário do que esperava, não migra pra um romance cansativo, mas impõe uma proposta sobre os sentimentos das pessoas (em relação a si mesmo e aos outros) e como eles podem afetar aqueles que os rodeiam. 

 O texto é simples e flui rapidamente, além do livro ser curto, fatos que fazem a leitura terminar antes mesmo do que se espera. Falando em terminar, o final deixou um tanto a desejar. Não foi ruim mas, em minha mente, criei melhores desfechos para a obra e nenhum deles ocorreu, caindo pro previsível. 

 Como um todo, o livro merece sim ser lido mas sem criar expectativas, como foi comigo. Surpreende pela proposta (até certo ponto) mas não pelo enredo. De 0 a 10, nota 7. 


Parceria: Grupo Editorial Record (Selo Verus)

5 comentários:

  1. Esse era um livro que eu tava muito ansiosa para ler (tô na verdade). Acho que o enredo é bastante curioso e daria uma bela história se fosse explorada de uma forma melhor, né?Que pena que não aconteceu isso. Mas de qualquer forma, é um livro que eu ainda quero ler.

    Ps: ameeeeeeei muito essa capa. <3

    Beijos!
    http://www.prateleiracolorida.com.br/

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  2. Oi Carlos,
    Amei sua resenha, foi bem concisa e ao mesmo tempo disse muitas informações relevantes sobre o livro! Já tinha visto a capa do livro, mas não me interessei - tinha um ar mais voltado para romance infanto-juvenil e apesar de curtir, não estou no clima para o gênero atualmente. Me surpreendi com a premissa!

    Beijos,
    Miss Sorrisos Blog
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  3. Ei, Carlos!
    Pela sua resenha, fiquei interessada no livro. Eu não imaginava uma história assim, parece ser bem diferente. Gostei bastante da capa e adorei a sua resenha!
    Abraço

    minhasecretapoesia.blogspot.com

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  4. Oláaa,
    Não conhecia o livro, mas fiquei bem interessada depois de ler a sua resenha. A história parece ser bem envolvente e original. Adorei! Vou adicionar na lista para ver se leio mais para frente. Amei a capa, ela é linda.

    Beijos, Our Constellations

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  5. Olá amore... não conhecia o livro e achei bem interessante...
    De verdade bateu a vontade até de ler... mas se tratando de genero juvenil e contemporâneo... a minha paciência se esgota logo ali!
    gostei bastante da resenha e sei que andei sumida...
    mas problemas com net da nisso... mô beijos

    http://cantodadomino.blogspot.com.br/

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