11 de maio de 2015

Resenha: Sal

Título Original: Salt
Série: Trilogia do Sal Profundo, Vol 1
Autor: Maurice Gee
Ano: 2015
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 196
ISBN: 978-85-286-1785-6
Avaliação: ★★★★



Sinopse: Quando Tarl é capturado e escravizado para trabalhar no Sal Profundo, seu filho Hari promete resgatá-lo. Corajoso e inteligente, este cruza o caminho da bela Pérola e de sua talentosa criada, Folha de Chá. Hari e Pérola logo percebem que, juntos, devem descobrir os segredos do Sal Profundo. E esta longa jornada por terras ermas se torna muito mais do que uma missão para salvar Tarl — afinal, o mundo está à beira de um terror sem precedentes.



 A prosperidade e o crescimento tiveram seu preço. E foi cobrado caro.


 A Companhia é o sistema de governo daquele local, por assim dizer. Aos poucos ela foi se estabelecendo e tomando tudo (ou o pouco) que as pessoas tinham sem que elas percebessem, já que a cidade passou a prosperar e evoluir. Ela é temível, astuta e manipuladora, mas que consegue se impor através do seu porte financeiro e da sua força, principalmente quando se trata dos Chicotes, os "soldados" que a servem, sob o lema que "a Companhia se importa".

"Vida longa à Companhia. A Companhia se importa."
Página 12

 Quando Hari viu seu pai Tarl ser levado como escravo pelos Chicotes para trabalhar (leia-se ser enviado para sofrer até sumir do mapa) no Sal Profundo, ele não medirá esforços para conseguir tirá-lo daquele detestável lugar, nem que para isso ele tenha que derrubar sozinho um sistema já corrompido e todos que tiverem relação com a Companhia. Hari conta com um dom de manipular animais (oi, cavalos...) com a força da sua mente e que se melhor treinado, poderia ser bastante favorável a ele em sua missão.

"Os homens enviados para lá nunca voltavam à superfície. Ninguém sabia o que escavavam e, depois de um tempo, um por um, os homens desapareciam. Nenhum corpo, nem restos de corpo, jamais foi encontrado."
Página 15

 Do outro lado da história, conhecemos Pérola Radiante do Profundo Mar Azul, ou apenas Pérola. Ela, acompanhada de sua criada Folha de Chá estão se preparando para fugir de seu lar, pois Pérola teve sua mão cedida pelo seu pai para casamento à Ottmar do Sal, que como o nome já sugere, é um dos membros da Companhia. Ambas possuem um dom além do normal: Comunicar-se (e manipular pessoas) através do pensamento. Nem precisa dizer que, é nessa fuga que elas se deparam com Hari e sua missão suicida. Mesmo que com objetivos diferentes, o trio termina juntando suas forças para conseguir o que almejam individualmente.

 Sal é um livro peculiar. Uma fantasia que, mesmo que aparentemente seja "mais do mesmo", consegue impor sua personalidade diferenciada e um enredo que atrai o olhar do leitor. A história tem seus momentos de monotonia mas nada que atrapalhe significativamente o enredo da obra.

 Algo que também é um tanto complexo é adequar-se à linguagem utilizada na obra, principalmente para nomes de pessoas e lugares (acho que vocês já observaram isso na resenha). 


 Seus personagens principais são bem nivelados, o que não acontece com os "secundários", que não possuem participação tão significativa a ponto de interferir em algo no enredo. Hari e Perola, apesar das suas divergências, são pessoas que tem mais em comum do que eles próprios imaginam. Donos de personalidades fortes, "cheios de si" e com inúmeros segredos sob as costas. Até mesmo a criada Folha de Chá não é totalmente exposta pelo autor, que conseguiu deixar um tom de curiosidade em relação a ela. 

 O final da obra da aquele gosto de quero mais, principalmente por algumas surpresas reservadas por Maurice Gee para a sequencia da estória e claro, a ansiedade para os próximos livros da trilogia é enorme. Ele visivelmente fez questão de deixar pontas soltas para serem conectadas futuramente. Espero que consiga manter o nível nos próximos livros.

 Altamente indicado para todos, principalmente para quem curte fantasia e/ou busca enredos diferentes do rotineiro.



Parceria: Grupo Editorial Record (Selo Bertrand Brasil)

3 comentários:

  1. Oie more... que resenha deliciosa... e que capa fofa.... certamente vou indicar a leitura pros conhecidos amantes de fantasia...
    Mô beijosss
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  2. Olá blogueira(o),

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  3. Ei, Carlos Magno!
    Adorei a resenha! O livro parece ser bem interessante. É um tipo de história que eu gostaria de ler. Aliás, amei essa capa!

    Beiijos

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