1 de maio de 2015

Resenha: Pequenos Deuses

Título Original: Small Gods
Série: Discworld
Autor: Terry Pratchett
Ano: 2015
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 308
ISBN: 978-85-286-1696-5
Avaliação: ★★★

Sinopse: Em Pequenos Deuses, Terry Pratchett faz uso de seu ácido humor para desenvolver uma crítica mordaz à religião institucionalizada. No Discworld — mundo palco de suas dezenas de histórias de sucesso —, o deus Om percebe, ao tentar se manifestar na Terra, que ficou preso no corpo de uma pequena tartaruga. Precisará, então, contar com o auxílio do noviço Brutha para descobrir como recobrar seu poder — e a crença que lhe dá vida — ao mesmo tempo em que grandes figurões planejam uma guerra santa. Pratchett, nesta sátira em seu mundo fantástico, volta a fazer o que faz de melhor: usa a fantasia e o humor para falar da realidade.

Leia um trecho | Skoob




 Primeiro livro da coleção Discworld publicado pela Bertrand Brasil, a obra "narra" a investida do deus Om na terra e sua frustrada tentativa de se manifestar entre os "terráqueos" em forma de touro, já que ele terminou, sem explicação lógica, transformando-se em uma pequena e lenta tartaruga, ser detestável e maldito naquela região da Omnia.

 Ao tentar ajuda com um noviço desastrado e divertido, o Brutha, o deus Om precisa convencer o noviço de que ele é ele, já que não ha muito sentido um deus se transfigurar em uma tartaruga. Ele precisa recuperar seu poder e recuperar sua credibilidade perante aos seus seguidores, já que a fé deles para Om está cada dia mais morta.

 As pessoas acreditam agora numa nova estrutura de religião que é liderada pelo chefe exquisidor Vorbis, um dos cabeças do país, pessoa esta que justifica seus atos de tortura com os demais pela suposta fé, o que na maioria das vezes não é justificável. Seria ele um vilão na estória?

"O medo é uma terra estranha. Nele, a obediência cresce como milho, em fileiras que facilitam a colheita. Mas, ás vezes, nele crescem as batatas do desafio, que florescem no subsolo."
Página 29

 Como já sabia da forma em que o Terry Pratchett escreve, já fui preparado para uma "nova e diferente forma de ler". No livro, não há divisão de capítulos de fato, mas sim espaçamentos entre acontecimentos que fazem com que o leitor deduza que ali finda-se um capitulo para começar outro.

 A obra é visivelmente crítica e bastante satírica, principalmente à religiosidade e a forma como ela é tratada (ou maltratada) e à fantasia, já que o autor usa, abusa e explora do universo fantástico e exagerado (o que não é ruim). A estória, apesar de interessante não conseguiu me conquistar. Apesar de ser parte de uma coleção solidificada no mercado, o enredo e a forma como o livro se desenvolve não conseguiram me atingir. 

 Fisicamente falando, o livro merece destaque pelo capricho que ficou a edição, que mesmo que tenha preservado aspectos da versão original (ilustrações da capa, no caso), ficou mais destacada pelas cores mais vivas e as letras em alto relevo. 

 Tenho total consciência que o livro não é ruim (pelo contrário), mas foi questão de não conseguir me encantar o quanto eu imaginava e esperava que fosse. Apesar disso, pretendo ler outras obras de Discworld para tentar mudar essa primeira impressão. Por isso, fica a indicação da obra para quem quiser da uma conferida. 

Parceria: Grupo Editorial Record (Selo Bertrand Brasil)

8 comentários:

  1. Oi Carlos, ainda não li nada do autor nem conhecia a obra, parece ser muito bacana! ;) Abraços!

    http://joandersonoliveira.blogspot.com.br/

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  2. Ei, Carlos! Joia?
    Pela sua descrição fiquei interessada, que pena que o livro não conseguiu te envolver.
    Beijo

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  3. Oi Carlos, eu não conhecia esse livro ainda, achei uma graça a capa e assim como você diz a edição está linda. Fiquei curiosa para saber mais da história!

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com

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  4. oie carlos.... tudo bene...
    bem interessante a tua resenha...
    não seria o livro que eu leria não ate porque achei a capa feia (sim eu não gosto de capas assim)
    mas gostei da sua critica achei ela bem construída parabénsss
    beijossss
    http://cantodadomino.blogspot.com.br/

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  5. Oi! Não conhecia o livro e achei interessante o enredo e o fato de usar muitos elementos fantasiosos. Uma pena não ter te agradado! Ótima resenha. :)
    beijos ♥
    nuclear--story.blogspot.com

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Oi Carlos,
    Amo esse aspecto da fantasia de poder se tornar uma metáfora da realidade, por isso esse livro - que não me chamou muita atenção pela capa -, pode estar entre minhas próximas leituras.

    Beijos,
    Miss Sorrisos Blog
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  8. Que pena que não te conquistou :/ ainda assim parece ser uma história boa mesmo, e bem diferente!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
    Tem resenha nova no blog de "Para Sir Philip, Com Amor", vem conferir!

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