8 de maio de 2015

Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente

Título: Murder on The Orient Express
Autor: Agatha Christie
Ano: 1934
Editora: Nova Fronteira/Saraiva de Bolso*
Páginas: 200
ISBN: 9788520934784
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano. O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Christie propõe um fascinante enredo nos moldes do clássico subgênero do “locked room” (“mistério do quarto fechado”), em que o crime ocorre num local isolado, e a suspeita recai sobre todos os presentes. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos. 

 Depois de anos desde a primeira vez que li Assassinato no Expresso Oriente, eis que enfim farei a resenha do mesmo. Por que motivo? Primeiro por ele ter sido o livro que me fez apaixonar pela literatura policial, segundo que, depois dele, não consegui mais parar de ler obras da Agatha Christie e terceiro que é um dos melhores livros do gênero que já li. 

 Nessa obra, emergimos num Expresso que estava a caminho de Londres. Hercule Poirot, o excepcional detetive desenvolvido por Agatha, precisou embarcar no Expresso do Oriente que estava mais cheio que o rotineiro para aquela época. E fez o destino (ou não?) que um dos maiores detetives da história estivesse presente ali onde ocorreria um crime sem precedentes. 

 O crime é teoricamente simples, porém cruel: Depois de uma parada devido a forte nevasca que impossibilitou o expresso de seguir sua viagem, Mr. Ratchett foi encontrado morto em sua cabine, no meio da noite, com 12 facadas. Mesmo com inúmeras pistas deixadas no local do crime, ele poderia ser considerado aparentemente perfeito. Quem seria capaz de tamanha atrocidade? Por qual motivo fazer algo assim Essa é a missão do detetive Poirot para resolução do caso. 

"Os olhos de Poirot vasculhavam a cabine, brilhando aguçadamente como os de um gato na noite. Percebia-se que nada lhe escaparia...''
Página 54

 Um obra singela que consegue retratar a essência do que é Agatha Christe: Um enredo repleto de reviravoltas e totalmente envolvente, um mistério que vai muito além do que se pode esperar e um final revelador e totalmente surpreendente.

 É natural (pelo menos comigo) de tentar, ao decorrer da leitura, descobrir quem é o responsável pelo mistério que sugere os livros policiais, principalmente quando envolvem assassinatos. E, nessa obra tenha certeza absoluta que você não vai passar nem perto de quem foi o verdadeiro autor do crime, o que tornou o livro simplesmente fantástico. 

 O livro é curto e infelizmente passa rápido, porque esta é a tipica obra que dá vontade de ler por dias e dias sem parar... Livro nota 10 para uma autora que, graças a ele se tornou a minha favorita. Mais que indicado para todos.

*Saraiva de Bolso, referente a primeira vez que o li. 

3 comentários:

  1. sei bem como vc se sente em relação a esse livro...
    eu adoro a Agatha mas acho muito complicado fazer os posts sobre suas obras pois eles nunca ficam da forma que eu desejo!
    Mas adorei o seu post....
    e eu tbm queria essas edições da nova fronteira!

    http://cantodadomino.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. É um desafio e tanto. Até por isso tem MUITOS livros dela que já li e não fiz resenha. Esse era um deles.

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  2. Poxa, esse livro tá na minha lista de desejados há tanto tempo que dá até uma vergoinha não ter comprado ele ainda, mas vá lá, errar é humano ~~
    Sou muito curiosa pela a autora, apesar de já ter lido um livro de contos dela, como você bem sabe. Mas quero mesmo é ler os romances dela com Poirot.
    Abraço!

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