6 de março de 2015

Resenha: O Inquisidor

Título Original: The Inquisitor
Autor: Mark Allen Smith
Editora: Record
ISBN: 978-85-01-09512-1
Ano: 2015
Número de páginas: 416
Avaliação: ★★★
Sinopse: Geiger tem um dom: ele sabe quando alguém está mentindo. Na função que exerce, a chamada “obtenção de informações”, Geiger utiliza sua valiosa habilidade e vários métodos psicológicos que levam suas vítimas a um ponto em que o medo supera a dor. Assim que atingem esse ponto, elas não têm mais como resistir. Uma das únicas regras seguidas pelo torturador é não trabalhar com crianças. Quando seu sócio, o ex-jornalista Harry Boddicker, lhe traz um novo cliente que exige que ele interrogue um menino de doze anos, sua resposta é “não”. Mas quando o cliente ameaça levar o menino para Dalton, um torturador sem regras, famoso por matar seus interrogados, Geiger, cujo passado é um mistério até para ele mesmo, é surpreendido por um sentimento estranho de proteção e foge com o menino na tentativa de salvar sua vida.  Enquanto Geiger e Harry investigam por que o cliente está tão desesperado para descobrir o segredo guardado pelo garoto, eles se veem caçados por um adversário cruel. E é no meio dessa caçada implacável que o passado misterioso e sinistro de Geiger vem à tona.

 Em seu primeiro livro, Mark Allen Smith no apresenta O Inquisidor, que é alguém que tem a capacidade de interrogar e julgar outra pessoa. Nesse caso, o inquisidor em questão é Geiger, uma pessoa indecifrável, fria e sem medos. Tanto seu passado quanto ele são barreiras impenetráveis. 

 Geiger é um torturador nato que age no ramo de OI (obtenção de informações). Ao contrário do que se imagina ao falar isso, a maior forma de tortura utilizada por ele é feita psicologicamente sob o torturado (ao qual ele denomina de Jones), sendo assim capaz de conseguir toda informação que precisa através da "leitura" da mente do indivíduo. 

 Seu sócio Harry Boddicker é responsável pela administração do negócio, mas mesmo assim desconhece qualquer detalhe da vida pessoal de Geiger. Quando Harry apresenta um novo cliente, as coisas começam a criar forma. Primeiro, por que o Jones a ser interrogado seria um garoto de 12 anos (Ezra), algo que vai contra os princípios de Geiger (ele não avalia crianças, maiores de 72 anos e cardíacos). As coisas ficam ainda mais estranhas quando ele, o frio e calculista, resolve "sequestrar" o garoto para salvar sua vida. Ai que descobrimos que as coisas são bem mais complexas do que aparentava ser.

 O livro começa com um ritmo frenético, empolgante e bastante crítico, principalmente pela forma que Geiger ver as coisas ao redor. Logo, pensamos: por que ele é assim? Algo em seu passado o traumatizou? Porém, com o decorrer das páginas ele se mostrou longo e com MUITOS altos e baixos, com momentos de pura tensão à momentos rasos. Outra coisa que me incomodou (não tanto no final, mas mais pro inicio da obra) foi as cenas de tortura que poderiam ser melhor detalhadas, deixando aquela sensação de uma pessoa em pé em sua frente, tapando parte de sua visão ao ver um filme no cinema, por exemplo. Você quer ver mais, mas não consegue.

 Ezra, que deveria ser um personagem chave para a trama se desenvolver se torna uma peça não tão importante quanto deveria ser, deixando a maior parte de sua participação na história lenta e superficial. Harry é um personagem que pode se equivaler à Watson (como parceiro de Sherlock), na qual não consegue acompanhar 5% do raciocínio do parceiro mas admira mesmo assim seu trabalho. Outros personagens merecem destaque, como o outro inquisidor do livro Dalton (esse BEM mais cruel que Geiger) e o psiquiatra de Geiger, Dr. Corley

 Apesar de ter gostado bastante do personagem principal, achei que o livro poderia ser melhor trabalhado e explorado, não que isso tenha o deixado ruim (e muito menos que ele seja ruim, pois não é). A história é precisa para quem procura um thriller/policial diferente do que se costuma ver. De 0 à 10, nota 7,5.

5 comentários:

  1. Adorei a resenha, acho que concordamos em muitos pontos na história.
    Também adorei o personagem principal mas queria ver mais sobre as cenas de tortura e sobre os outros personagens. Acabei me envolvendo bastante com o livro e achei ele frenético o tempo todo e até acho que podia ter diminuído um pouco o ritmo pra falar mais sobre os personagens, pra dar mais veracidade.

    Mas é um bom livro.
    Descobri que há uma continuação e a minha esperança é que nela fale-se mais de Geiger e Dalton, especialmente.
    Beijo.
    Ah, vou deixar o link da minha resenha se quiser conferir: http://www.blogcoisaetal.com/2015/03/resenhaoinquisidor.html#.VPuARNLF9Ig

    Blog Coisa e tal
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    Respostas
    1. É, eu também esperava mais. Achei que faltou algo (ou sobrou algo?)
      Irei passar em seu blog para conferir também ;)

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  2. Já vi muita gente falando desse livro, fiquei com bastante vontade de lê-lo, creio que deve ser meio agoniante ler este livro.
    Metamorfose Literária

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  3. Não conhecia esse livro mas me interessei bastante, seria algo para eu me aventurar em outros gêneros.
    Abraços, Aly

    www.meusdespropositos.blogspot.com

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