18 de setembro de 2014

Resenha: O Príncipe da Névoa

Título Original: El Príncipe de La Niebla
Série: Trilogia da Névoa
Editora: Suma das Letras
Autor: Carlos Ruiz Zafón
ISBN: 987-85-8105-122-2
Ano: 1993
Páginas: 180
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Em 1943, a família do jovem Max Carver muda para um vilarejo no litoral, por decisão do pai, um relojoeiro e inventor. Porém, a nova casa dos Carver está cercada de mistérios. Atrás do imóvel, Max descobre um jardim abandonado, contendo uma estranha estátua e símbolos desconhecidos. Os novos moradores se sentem cada vez mais ansiosos: a irmã de Max, Alicia, tem sonhos perturbadores, enquanto ao outra irmã, Irina, ouve vozes que sussurram para ela de um velho armário. Com a ajuda de Roland, um novo amigo, Max também descobre os restos de um barco que afundou há muitos anos, numa terrível tempestade. Todos a bordo morreram na ocasião, menos um homem - um engenheiro que construiu o farol no fim da praia.


 Em mais uma história de Zafón, conhecemos a vida do jovem Max Carter. O patrono do família Maximilian Carver, juntamente à seus entes, buscando "fugir" dos terrores da segunda grande guerra, mudam para uma casa a beira-mar, bem distante de tudo. De fato, nem todos estavam favoráveis àquela mudança, mesmo dada a circunstancia. 

 Mas, após chegarem lá, os mistérios começam a permear entre os novos habitantes: Max descobre um jardim de estátuas bem macabro, próximo a residencia; Alicia (irmã mais velha), começa a ter sonhos perturbadores e confusos; Irina (irmã mais nova) passa a "ouvir vozes" e, sobre sequencia dessas "alucinações", ela termina sofrendo um grave acidente na escada de sua casa, fato esse que obriga aos pais dos três jovens passarem o restante do livro presos no hospital para cuidar da caçula. 

 É sob esse cenário que Alicia e Max descobrem um novo amigo naquela região monótona: Roland, um jovem que vive com seu avô e que perdeu tragicamente seus pais enquanto criança. Como já rotineiro aos livros de Carlos Ruiz Zafón, o passado sempre vem a tona e possui relação direta com pelo menos um dos personagens.

 A estória é incrível. Com uma dinâmica empolgante, o autor espanhol criou um mistério que mescla romance, suspense e aventura. Impossível não se desenvolver afeto pelo trio Alicia-Max-Roland. De fato, eles são personificados de forma mais próximo do real possível: Ainda que aventureiros, todos são cheios de medo. Como rotineiro, aquela aura pesada dos livros do autor cresce a cada vez que o passado é destrinchado. 

 Ainda que não seja uma obra tão reveladora, possui um contexto excepcional, personagens bem trabalhados e vivos e um final eletrizante. Como todo, mais uma das excelentes obras que leio de Zafón, que a cada livro vai conquistando ainda mais minha admiração. Por fim, venho ressaltar o pior defeito do livro: APENAS 180 páginas! 

7 comentários:

  1. Calor, adorei demais sua resenha. Eu tenho comigo o último livro dessa trilogia, e justamente por isso fiquei com receio de lê-lo, mas dizem que são história independentes. Sabe dizer algo a respeito? Enfim... de qualquer modo, quero muito ler este e o livro seguinte. Sdds da escrita do Zafón. <3

    Abraços.
    http://universoliterario.blogspot.com.br/

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    1. É justamente esse que me falta, Fran! huahauahuahau São independentes sim, nenhum tipo de relação um com o outro. Na verdade eu acho que os livros dele só são divididos em trilogias por conta do gênero. Uns infanto-juvenis - nesse caso da trilogia da Névoa, outros mais adultos - no caso de o Cemitério dos Livros Esquecidos, e por ai vai.

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  2. Confesso que o livro me deixou com "água na boca" kkkkkk. Sou muito desses estilos misteriosos que me mantém acordada até duas da manhã para terminar a última página. kkkkk
    Vou anotar aqui o nome dele na "listinha". kkkk

    Bjs
    Hayanne Deise Lins
    > Sentido Literário <

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    1. É muito legal esse livro, realmente empolga. Li rapidinho :)

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  3. Passei e encontrei o seu blog, estive a ver e ler algumas coisas, não li muito, porque espero voltar mais algumas vezes, mas deu para ver a sua dedicação e sempre a prendemos ao ler blogs como o seu.
    Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante,
    deixe um comentário, e se desejar fazer parte de meus amigos virtuais, esteja à vontade, irei retribuir.
    Mas por favor não se sinta coagido, siga apenas se desejar. Abraço.
    António.
    http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/

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  4. Uoow, adorei! Já li "Marina" desse autor, e gostei bastante da experiência. Gosto bastante de livros com essa temática puxando pro terror, então já vou correr pra marcar na minha lista de desejados haha

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
    Tem resenha nova de "Dark Life" no blog, vem conferir!

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    1. Gostei desse bastante e realmente vale a expectativa, mas Marina ainda é meu favorito dele.

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