27 de abril de 2014

Resenha: O Inventor de Jogos

Título: El Inventor de Juegos
Editora: Girafinha
Autor: Pablo de Sanctis
ISBN: 978-85-99520-39-0
Ano: 2003
Número de páginas: 266
Avaliação: ★★★

Sinopse: Pablo De Santis, autor argentino vendecor do prêmio Ibero-Americano Planeta Casa de América 2007, narra a história de Ivan Dragó, que aos sete anos participa de um concurso de jogos e acaba selecionado entre dez mil outros concorrentes.

A partir daí, sua vida muda radicalmente, seus pais desaparecem numa viagem ao redor do mundo e Ivan passa a viver com sua tia. Mais tarde, precisa se mudar novamente, e acaba indo para Zyl, a Cidade dos Jogos, onde descobre as peças que faltam para desvendar os mistérios em que se viu envolvido.



 Uma estória que tem um grande potencial mas deixa desejar. Aos 7 anos, Iván Dragó levava uma vida tranquila com seus pais. Até uma ida a um parque de diversões fazer sua pacata passagem na terra ganhar nova proposta: propositalmente, num jogo de tiro ao alvo, ele erra todos os tiros para ganhar o "prêmio de consolação", uma revista das 'Aventuras de Victor Jade'. Mergulhado naquela leitura, ele se depara com uma propaganda de um concurso da Companhia de Jogos Profundos S.A, cujo o objetivo era que o participante enviasse à companhia um jogo de autoria própria. Apaixonado por jogos de tabuleiros, cartas, charadas e etc, paixão cultural herdada de seu avô Nicolás Dragó, o garoto decide participar do concurso.

 Depois de muitas alterações, seu jogo (abriu mão da ideia inicial, com os desenhos das casas a serem avançadas e completadas com desenhos de objetos que corresponderiam ao que cada jogador planejasse para seu futuro), Ivan encaminha uma folha em branco para que os jogadores possam definir em conjunto a forma do seu jogo. Certo tempo depois, Iván recebe uma resposta da cia junto com uma tatuagem com a insígnia dos Jogos Profundos S.A. Colocada na palma de sua mão, Ivan logo percebe que aquela tatuagem "que vem em chiclete" não iria sair dali nunca mais e junto com ela, eventos fora do normal. Os anos se passam e aquele concurso ainda não saiu da memória de Ivan. Quem teria ganho? Porque ninguém mais comentava sobre isso? 

 Após que os eventos "fora do normal" que citem se apresentarem no livro (Não falarei deles para não perder a graça do enredo - alguns deles presentes na sinopse), Ivan passa a morar com seu amado avô na agora despovoada Zyl, uma misteriosa cidade que já foi um prospero centro de jogos, mas que caiu em desgraça depois das ações maléficas de Morodian, que a propósito é um personagem/vilão mal trabalhado.

 Um livro que tem uma excelente proposta, uma estória com potencial e que termina sem grandes emoções. Dividido em três partes, a primeira parte introdutória é ascendente e divertida, mesmo com as desventuras de Iván. A segunda parte cai no marasmo e oscila bastante entre momentos interessantes a altamente desnecessários e/ou superficiais. Na parte complementar, o nível mediano se mantem. 

 Não há muito o que ser dito e avaliado sobre a criação de Pablo de Sanctis. Mesmo sendo a segunda vez que leio a obra, pouco acrescentou diante a minha primeira leitura. Vale pelo passatempo mas não esperem uma grande estória. 

7 comentários:

  1. Ahhh realmente a sinopse é instigante, mas uma pena que te decepcionou de certa forma, com a historia fraca, me senti assim com Charlie e o Elevador de Vidro de Roald Dahl que começou muito bem mas acabou e fiquei "só isso?".

    Abs

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    1. Esse é o sentimento. "É só isso?". Sei lá, faltou algo.

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  2. Essas histórias cheias de potencial, mas que deixam a desejar são de roer as unhas =/.
    Uma pena! Sério. O livro não faz muito meu estilo, então nem vou tentar dar uma chance.

    memorias-de-leitura.blogspot.com

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    1. Roer as unhas, os dedos... huahauahau Poderia ser melhor.

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  3. Não conhecia o livro, mas realmente é uma pena que ela consiga ter um enorme potencial, mas no final acaba jogando um balde de água fria.

    Lucas - Carpe Liber
    http://livrosecontos.blogspot.com.br/

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  4. É ruim quando o final decepciona!
    Se tu leu duas vezes pelo menos a leitura deve compensar!
    Gostei da resenha e o livro tem uma sinopse interessante. Apesar disso não me despertou tanta curiosidade.
    Bjoss

    http://fotografiaeleitura.blogspot.com.br/

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    1. Na verdade, a primeira vez que li senti como se deixasse algo passar desapercebido. Parecia que faltou algo. Como tinha lido há muitos anos, resolvi reler e, de fato, não mudou muito minha opinião.

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