5 de dezembro de 2013

Resenha: Bruxos e Bruxas

Título Original: Witch & Wizard
Volume: 1
Autor: James Patterson e Gabrielle Charbonnet
Ano: 2013
Editora: Novo Conceito
Páginas: 287
ISBN: 987-85-8163-221-6
Avaliação: ★★★
Sinopse: No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós.

 Imagine-se sendo acordado com uma invasão em sua casa. Além disso, os invasores procuram diretamente por você e seu irmão. Ruim o suficiente? Não para Whit e Wisty Allgood. Eles estavam sendo acusados pela Nova Ordem (Os "sequestradores" - Um regime politico opressor que aos poucos tomou conta do mundo, aplicando uma nova ideologia de vida) de prática ilegal de magia! Mas como, se eles não eram bruxos? Era o que eles imaginavam... Perguntas sem resposta que remetem a outra: Seria esse o mesmo motivo do desaparecimento da então namorada de Whit, Célia? 

 Eles são levados para uma "penitenciária de segurança máxima" onde encontram vários outros jovens que sofrem da mesma repressão dO Único que é O Único e a partir daí eles estão propícios a descobrir as perguntas que permeiam suas cabeças.

 De forma confusa, Bruxos e Bruxas começou me agradando (não espere lógica nessa frase anterior). Assim como os irmãos Allgood, as perguntas eram tantas que nada parecia fazer sentido. Aos poucos as peças vão se encaixando... ou quase isso. Para aqueles que já puderam ter o livro em mãos, observa-se um mapa quase no meio exato da obra. Esse mapa serviu para mim como ponto de separação entre "Está dando certo" do "podia dar certo mas não deu". O que era tranquilo de se ler, ficou maçante e sem empolgação, mesmo com a adrenalina entre os personagens correndo solta. Os personagens centrais não cativam e são chatos, na maioria das vezes. O excesso de inocência irrita. Tipo "eu estou mesmo flutuando? Será que foi um sonho?", e coisas do tipo. O vilão, diga-se de passagem, merece a referencia por ser mais um daqueles personagens insignificantes que você pega raiva facilmente (o que é um ponto positivo).

 Fiquei um tanto decepcionado com o Patterson. Em muitas resenhas que li, diziam que ele possui uma escrita semelhante ao do Harlan Coben. Como primeiro livro lido dele, tenho que discordar totalmente disso (tendo como referencia APENAS Bruxos e Bruxas). Não sei se houve influencia quanto ao gênero (saindo do policial e passando para a fantasia), mas não me agradou tanto assim.

 O fato é: o livro não é ruim (como vi MUITAS pessoas falando). Longe disso. Porém, um mero passatempo, nada que se possa esperar muito ou "tornar-se fã". Tanto que pretendo ler "O Dom", segundo volume da série. Quando? Ai já são outros quinhentos... 

Melhor Quote:
"Eu tive uma professora muito legal, a Srta. Solie, que nos contou que conhecia o segredo da verdadeira felicidade. Ela falou que o lance era encarar a vida sempre como um copo meio cheio, nunca como um copo meio vazio, não importasse o que acontecesse conosco. Eu até achava aquilo bem legal. Mas o que fazer quando o copo está 0,0000001% cheio?"

9 comentários:

  1. Certa vez eu vi uma reportagem que dizia que esse autor, o James, apenas criava as ideias e dava a história para outros autores desenvolverem em seu nome. Acho que esse não foi o melhor livro que você escolheu dele para iniciar suas leituras, até porque a maioria do pessoal não gostou. Eu mesma nem quero ler.

    memorias-de-leitura.blogspot.com

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  2. Concordo totalmente contigo. Pra mim esse livro é muito mediano. Tinha tudo pra ser muito legal, com o plot de bruxaria e distopia juntos, mas ficou a média.
    sete-viidas.blogspot.com

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  3. Eu não li esse livro e só li opiniões negativas sobre ele até agora. Quanto a semelhança com o Harlan, senti sim uma certa semelhança em Private que li dele, mas não chega aos pés do Harlan.

    Blog Prefácio

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  4. Oi, Carlos! Ainda não li, mas que pena que você achou que ficou chato do meio pra frente. :~

    Beijos

    www.ratasdebiblioteca.com

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  5. Olá! Li Bruxos e Bruxas logo que teve seu lançamento, mas não consegui sentir firmeza na narrativa e na escrita do autor. Vamos ver como isso se dá no segundo, já que o co-autor, que na verdade foi o único a escrever, é outro.

    http://odiariodoleitor.blogspot.com.br

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  6. Confesso que não li esse e nem outro, mas o autor me encheu os olhos e não me decepcionei, a princípio.
    Li Private e 4 de julho. A leitura é agradável. Nunca li Coben, mas já comprei dois livros dele e começarei a ler nas férias.
    A sua resenha foi realista, na verdade. Muitos reclamaram mesmo, mas nota três está bom, rs.

    M&N | Desbrava(dores) de Livros

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  7. Oi, esse também foi o primeiro livro que li do autor e, devido sua reputação, esperava muito mais, no entanto, assim como você, quero saber como a história irá ser concluída, apesar de não tão imediatamente...

    blogdaninareis.blogspot.com

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  8. Confesso que deixei o livro de lado assim que foi lançado, nem conhecia Peterson e no BOOM da coisa iria estragar por conta das expectativas, até que decidi encará-lo e me surpreendi. Julgando pela capa e a sinopse achei que seria uma chatice, mas quando de fato iniciei a leitura.... gostei bastante!

    Uma pena que não te agradou tanto, em breve começo O Dom, e no próximo ano já sai a pt III 'O Fogo'.

    Abs

    http://tediosoc.blogspot.com

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  9. Taí um livro que eu não leria, Carlos. Primeiro, tenho trauma do James Patterson. Minha primeira impressão com ele não foi uma das melhores (e acredite, entendo quando você disse que se sentiu um tanto decepcionado. Acho, inclusive, que não existem tantas semelhanças assim entre ele e o Harlan como muitos dizem...). Segundo, a proposta da trama não me instigou. Enfim, é isso. Mas gostei muito da resenha... bastante sincera.

    Um abraço!
    http://universoliterario.blogspot.com.br/

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