3 de outubro de 2013

Resenha: Cidades de Papel

Título Original: Paper Towns
Autor: John Green
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Páginas: 361
ISBN: 978-85-8057-374-9
Avaliação: ★★
Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.
 De todos os três livros que li do John Green (contabilizando esse), Cidades de Papel foi o que aparentemente mais me agradaria após ter lido sua sinopse. Ah como estava enganado... 

 Nesse livro conhecemos a história de Quentin Jacobsen, ou apenas Q. Quando mais novo (ainda criança), Q vivia na Jefferson Park. Lá ele conheceu sua amiga de infância Margo Roth Spiegelman, que viria se tornar seu grande amor "secreto". Mas, numa volta de bicicleta no parque, eles encontraram um cadáver, fato que interferiu diretamente no emocional e amizade de ambos. Crescendo separados, os anos passam e as coisas mudaram: Margo se tornou a garota popular do colégio no ensino médio, enquanto o "nerd" Q é apenas mais um naquele ambiente. Inimizades com os "grandes" ele não possuía e nem os mesmos procuravam infortuná-lo como o padrão tende a acontecer, o que facilitava sua vivencia naquele lugar. Ben e Radar são seus melhores amigos, e convenhamos, são os pontos altos do livro (ou ponto cômico, como queiram)

 Até que numa noite qualquer, Margo aparece à janela de Q convidando-o para a que seria a maior aventura de sua vida (se é que ele teve alguma outra até aquele dia). Relutante, o ingênuo Q cede aos "encantos da amada" e acompanha-a numa série de trotes as pessoas que haviam a feito algum tipo de mal (de seu ex até sua melhor amiga ou quase isso). No dia seguinte, Margo não aparece no colégio. Nem no dia seguinte, nem depois... Mais uma vez ela havia fugido. Dessa vez, sem as comuns pistas aos pais, mas sim para Q (?). 

 Como já disse, lendo a sinopse e os primeiros capítulos, acreditei que realmente esse livro me ganharia fácil. Inicialmente, me vi envolvido com a trama, desde as loucuras de Margo à "você vai se ferrar Q, não acompanha essa louca!". Depois que Margo desaparece, tudo começa a ficar lento, sem nexo, maçante e exaustivamente repetitivo e sem rumo. Por vários momentos fiquei com a sensação de "já vi isso antes". Vi em Quetin um Colin (de O Teorema Katherine) versão melhorada. E quando o amor platônico vira uma obsessão desenfreada, capaz de mudar totalmente uma pessoa? Achei  bastante forçado. Pensei em desisti da leitura em muitos momentos, mas a curiosidade pelo final me fez continuar. Alias, alguém viu o final  do livro passar? Pois é... 

 Infelizmente, mesmo não criando tanta expectativa em cima do livro, posso considerar Cidades de Papel como a decepção do ano até então. Sei que todos muitos irão discordar de mim, mas não recomendaria o livro. 

Melhor Trecho/Frase:
"Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos."
Página 227

5 comentários:

  1. Cara, eu nunca li nada do Green. Mas, essa foi a primeira vez que vejo uma resenha dizendo que o livro dele não foi tão bom. Ótima resenha, parabéns pela sinceridade.

    Lucas - Carpe Liber
    livrosecontos.blogspot.com

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  2. Oi Carlos!

    Já é a terceira resenha negativo que vejo desse livro. Acho que vou passar longe dele. Parece que foi o primeiro livro do autor, quem sabe seja isso. Eu gostei muito de Quem é você, Alasca? e acho que vou ficar com essa impressão. Ótima resenha.

    Abraço

    http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/

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  3. Gostei da sua sinceridade com o livro. A primeira resenha que li foi de uma blogueira fã do cara, comprou em inglês no começo do ano e elogiou tanto que desconfiei, ainda não li nada dele, mesmo com A Culpa é das Estrelas minha expectativa não é das melhores HAHAHA.

    Abs

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  4. Tensão, hein? :~
    Depois de A CULPA É DAS ESTRELAS esse é o único dele que eu realmente senti vontade de ler, e agora vem essa resenha e acaba com o encanto. Hahahah! Não que isso seja culpa sua... me refiro ao fato de que suas considerações abriram meus olhos para a leitura que TALVEZ eu venha a enfrentar futuramente.

    Adorei sua opinião, Carlos. Como sempre , bem autêntica.

    Um abraço!
    http://universoliterario.blogspot.com.br/

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  5. Oi Carlos =)

    Eu nunca li nada do Green, mas de tanto ouvir e ler maravilhas dele, pensei que era um daqueles autores que nunca erram rsrrsrs
    Acho a capa maravilhosa. A história não me convenceu, mas como não conheço bem a escrita dele, nem posso opinar muito né ;)

    Bjokas
    http://omarcapaginas.blogspot.com.br

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