14 de setembro de 2013

Resenha: Um Estudo Em Vermelho

Titulo Original: A Study in Scarlet
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Editora: Melhoramentos
Ano: 2011
Páginas: 248
ISBN: 978-85-06-06389-7
Avaliação: ★★★★
Sinopse: O cadáver de um homem, nenhuma razão para o crime. É a primeira investigação de Sherlock Holmes, que fareja o assassino como um "cão de caça". Lamentava-se de que "não há mais crimes nem criminosos nos nossos dias", quando, nesse instante, recebe uma carta a pedir a sua ajuda — o cadáver de um homem foi encontrado numa casa desabitada, mas não há qualquer indício de roubo ou da natureza da morte. Sherlock não resiste ao apelo, mas sabe que o mérito irá sempre para a Polícia. Um Estudo em Vermelho é o livro estreia de Holmes. As deduções do investigador são narradas pelo seu amigo, o Doutor John Watson, uma espécie de Sancho Pança de Holmes. 

 Escrito em 1887, Um Estudo Em Vermelho nos apresenta o início da amizade/parceria entre Dr. John Watson e o misterioso e astuto Sherlock Holmes. Watson esta de volta a Londres depois de uma jornada como cirurgião assistente na segunda guerra no Afeganistão. Procurando algum lugar para morar, conhece através de um amigo, Sherlock, que também estava afim de uma "sociedade" com alguém para dividir as despesas. Os dois passaram a compartilhar os aposentos no famoso 221B, Baker Street.

 A estória divide-se em duas partes e, como de costume, sempre contadas por Dr. Watson: A primeira se desenrola quando, sem conseguir desvendar uma trágica causa/motivo da morte de Enoch Drebber (e por consequência a de Joseph Stangerson também), os irmãos Lestrade e Gregson, lideres da investigação pela Scotland Yard, pedem auxilio a Sherlock Holmes, apresentando-nos a sua "Ciência da Dedução". Os fatos são confusos, os indícios são inúmeros porém vãos. A segunda parte já ganha um novo narrador e se estende de forma até cansativa, já que desconecta (em partes, mas é fundamental para a história) do foco em si, o que posso considerar como um ponto negativo do livro, que vinha sendo o melhor do agente criado por Sir Arthur.
É mais fácil deduzir que explicar. Se lhe pedissem para provar que dois mais dois somam quarto, talvez você encontrasse dificuldades, mas teria, mesmo assim, certeza do resultado.
Página 44
 A trama em si não é tão empolgante em termos de ação/aventura como algumas outras que já li do Conan Doyle, porém a um "q" de particularidade nesta que a tornou especial. Sua narrativa e exposição dos fatos, tanto quanto a apresentação dos coadjuvantes para o publico, passando pela forma que o mistério (ou quase isso) é desvendado. Outra peculiaridade é conhecermos pouco sobre quem viria ser o autor(a) do crime e as vitimas, o que tornou impossível prever, ao final da parte um (quando é revelado ao publico) quem viria ser o culpado. Enfim, considero o livro não tão bom assim, mas o suficiente para me conquistar. 

Melhor Quote:
"Veja, eu considero que o cérebro de um homem é como um sótão vazio, sendo necessário armazenar nele os objetos que escolhermos. Um tolo entope seu sótão com todo tipo de bobagem que encontra. Assim, o conhecimento que realmente pode lhe ser útil fica preso ou, na melhor das hipóteses, fica embolado com outras coisas, de modo que é difícil acessá-lo. Agora, o homem habilidoso tem muito cuidado com o que coloca em seu sótão cerebral. Ele não armazena a não ser as ferramentas úteis ao seu trabalho, que são em grande número e estão perfeitamente organizadas. É um erro pensar que esta pequena sala tem paredes elásticas e pode se estender infinitamente. Assim, chega o momento em que, para se adicionar qualquer conhecimento novo, deve-se esquecer algo que já se sabia. É da maior importância, portanto, não ter fatos inúteis atravancando aqueles que são úteis."
Página 27 

5 comentários:

  1. Até agora só li 2 ou 3 contos de Doyle, pretendo pegar um romance ~~completo~~ em breve. Tenho uma adaptação infantil pra O Estudo em Vermelho, mas num deve chegar aos pés dessa HAHAHA legal que você deixou bem claro que é "parada" em relação as cenas de ação já não crio nenhuma expectativa em cima.

    Abs

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  2. Eu sou fã do Sherlock, já li esse livro em que ele e o Watson se conhecem.

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  3. Poxa, preciso ler mais histórias do Conan Doyle. Preciso expandir minha visão dentro desse gênero, que é só amô. Hahahah! Gostei da sua resenha... sinceridade é tudo, e você disse de forma clara o porquê de não ter agradado ao extremo. Mas com certeza merece ter lido justamente por ter um modo particular... :) muito bom!

    Um abraço!
    http://universoliterario.blogspot.com.br/

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  4. Oiê!
    Você sabe que eu sou louca por esse livro mais pelos filmes do Sherlock que eu assisti e fico desejando saber como ele é nos livros. Sem contar o Watson que também sempre quis saber como é sob a mente do Conan Doyle.
    Que pena que ele não é tão empolgante, mas ainda sim desejeo ler por ser o livro onde os dois se conhecem.
    sete-viidas.blogspot.com

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  5. Adoro Sherlock Holmes e esse foi um dos livros dele que eu não li ainda ;-;

    Abraço
    www.umomt.com

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