28 de junho de 2013

Resenha: As Aventuras de Pi

Titulo Original: Life of Pi
Autora: Yann Martel
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2001
Páginas: 371
ISBN: 978.85.209.3310-7
Avaliação: ★★★ ♥ 



Sinopse: Um dos romances mais importantes do século, As aventuras de Pi é uma narrativa singular de Yann Martel que se tornou um grande best-seller. O livro narra a trajetória do jovem Pi Patel, um garoto cuja vida é revirada quando seu pai, dono de um zoológico na Índia, decide embarcar em um navio rumo ao Canadá. Durante a viagem, um trágico naufrágio deixa o menino à deriva em um bote, na companhia insólita de um tigre-de-bengala, um orangotango, uma zebra e uma hiena. A luta de Pi pela sobrevivência ao lado de animais perigosos e sobre um imenso oceano é de uma força poucas vezes vista na literatura mundial.




 Depois de um "bloqueio de escrita" - que infelizmente tem sido comum - venho falar sobre uma das mais fantásticas histórias da literatura: As Aventuras de Pi, que também pode ser conhecida como "A Vida de Pi".

 Como o título pressupõe, a estória nos apresenta Piscine Molitor Patel, um jovem indiano que juntamente a sua tradicional família mora e toma conta de um zoológico em Pondicherry. Na juventude Piscine sofreu bastante com as zoações dos amigos de classe devido o seu estranho nome, "homenagem" dos pais a um amigo que era apaixonado por piscinas (por favor, não repitam esse gesto com seus filhos!). Para acabar com as "humilhações", Pi Patel passou a ser seu nome, sendo o Pi uma nova homenagem ao π (3,1415... na matemática). Mesmo com criado no âmbito tradicional da Índia, Pi criou interesse pelas mais diversificadas religiões, do cristianismo à hindu, o que fez da fé ser seu guia e os animais sua paixão. 

 Depois de uma crise financeira, a família de Pi decidiu se transferir para o Canadá, vendendo alguns dos animais e levando alguns - vários - outros consigo. Mas essa viagem seria a mais intensa e marcante de toda a vida do garoto. Em pleno oceano pacífico, o navio no qual eles estavam embarcados naufragou. Entre as vítimas estavam os pais e o irmão de Pi Patel. Em um pequeno barco, ele começa a sua luta pela sobrevivência no meio do nada, mas logo descobre que não estará sozinho.

"As pessoas se mudam por causa do desgaste provocado pela ansiedade. Por causa da sensação aguda de que, por mais que elas batalhem, os seus esforços não vão dar em nada; que o que construírem num ano vai ser posto abaixo por outros num único dia. Por causa da impressão de que o futuro está bloqueado, que elas podem até fazer tudo certo, mas os seus filhos não. Por causa do sentimento de que nada vai mudar; de que felicidade e prosperidade só serão possíveis em algum outro lugar."
Página 102

  "Acredite no extraordinário", trás escrito em sua capa As Aventuras de Pi. Assim como muitos, só vim conhecer a trama através do filme homônimo e premiado dirigido por Ang Lee. Yann Martel (plagiando ou não Moacyr Scliar) conseguiu criar um ambiente fidedigno e fabuloso, sem fugir do mundo real, desde seu início até o final. Sabe aquele livro pra ser sentido, não apenas lido? Pois é este.
Por inúmeras vezes me sentia no lugar do personagem e imaginando se seria forte o suficiente para aguentar as situações apresentadas. Há quem diga que o enredo é passivo e até enrolativo assim como o filme (eu li isso numa resenha, infelizmente), mas não consegui achar defeitos e falhas na estória. Houve falhas sim, mas na edição do livro, com letras faltando e erros orográficos gritantes, mas nada que atrapalhasse a leitura.

"As coisas não correram como se esperava, mas o que se pode fazer? Temos de encarar a vida do jeito que ela se apresenta e tentar tirar o melhor proveito dela."
Página 117

 Forte, impactante e simples, As Aventuras de Pi entrou definitivamente como um dos melhores livros que pude ler e farei o possível para induzir a quem puder a lê-lo.

24 de junho de 2013

Eu Indico: Biblioteca Pública do Estado da Bahia


 A Biblioteca Pública do Estado da Bahia (BPEB) e popularmente chamada de "Biblioteca Central dos Barris", é uma biblioteca pública que funciona em Salvador, Bahia. Com 202 anos de fundação, encontra-se modernizada, climatizada, oferecendo as mais variadas fontes de informação. Suas instalações permitem atender todo tipo de pesquisa, assim como um amplo desenvolvimento de atividades culturais, atualizando e difundindo seus acervos.

    
 A BPEB também é conhecida por conter o maior acervo da América Latina. É a primeira biblioteca do Brasil e da América do Sul, e a maior do estado da Bahia. Possui um acervo de 120 mil livros, duas salas de cinema (Walter da Silveira e Alexandre Robato), a galeria Pierre Verger, o Teatro Espaço Xis, biblioteca infantil, a Diretoria de Imagem e Som da Bahia, um acervo de 600 mil jornais e um restaurante, Quixabeira. Além das seções comuns a todas as bibliotecas deve-se destacar a existência dos setores de Obras Raras e Valiosas, Braille, Áudio-visual e Mapoteca.
Fonte: Wikipédia
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Rua General Labatut, 27 - Barris. Salvador-BA
Horário de Funcionamento: 
Segunda à sexta: 8h30 às 21h | Sábados: 8h30 às 12h | Domingos: 10h às 16h

17 de junho de 2013

Resenha: O Restaurante no Fim do Universo

Título Original: The Restaurant at the End of the Universe
Série: O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy)
Editora: Sextante (Arqueiro)
Autor: Douglas Adams
ISBN: 978-85-99296-95-0
Ano Lançamento: 1980
Ano Edição: 2010
Número de páginas: 176
Avaliação: ★★★

Sinopse: O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante do Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível. O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com o surpreendente "O Guia do Mochileiro das Galáxias", mostra os cinco amigos vivendo as mais inesperadas confusões numa história cheia de sátira, ironia e bom humor. Com seu estilo inteligente e sagaz, Douglas Adams prende o leitor a cada página numa maravilhosa aventura de ficção científica combinada ao mais fino humor britânico, que conquistou fãs no mundo inteiro. Uma verdadeira viagem, em qualquer um dos mais improváveis sentidos.
 "No início, o Universo foi criado [...]"

 Com uma premissa totalmente semelhante e envolvente quanto O Guia do Mochileiro das Galáxias, O Restaurante no Fim do Universo prometia ser outro grande livro do Douglas Adams, o que de fato é, pelo menos no gosto geral. 

"Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável. Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu."
 O Pensador Profundo há muito - mesmo - tempo atrás foi questionado sobre qual seria a resposta fundamental da Vida, do Universo e o tudo mais. Sete milhões de anos depois ele chegou a conclusão que a resposta à pergunta era 42. O computador afirma que eles não sabiam qual era pergunta, afirmando em seguida que a resposta em si, só poderia ser entendida quando soubessem a pergunta. Para isso foi construído um computador ainda mais potente para a descoberta da pergunta fundamental e foi denominado, Terra.

  Arthur Dent, um dos sobreviventes da dizimação da terra ainda está na jornada intergalática juntamente a Trillian (outra terráquea) Ford Prefect, Zaphod Beeblebrox e o robô Marvin. Depois de uma sequencia de desventuras a bordo da nave Coração de Ouro, eles fazem uma parada no Fim do Universo para uma refeição. Mas aquele não seria um restaurante comum, mas sim "o mais badalado e luxuoso restaurante de toda a galáxia, com atrações únicas nunca vista em outros lugares." Como pode-se deduzir, nada será fácil, tranquilo e pacificado para eles. 

  Infelizmente o livro não me agradou. Não, definitivamente o livro não é ruim, mas o ponto é que ele não me conquistou. A leitura foi um tanto arrastada e cansativa depois dos primeiros capítulos, principalmente pós chegada ao restaurante. Não sei se isso já aconteceu com vocês, mas sabem aquele livro que por mais que leia, ele nunca chega a um ponto final? Exatamente isso. E por mais que tentasse abandona-lo para continuar em outra oportunidade, a curiosidade prevaleceu e por isso consegui terminar. Não obtive envolvimento com a trama e nem pegar o "q" da questão.

 Mais uma vez, como disse anteriormente, o livro não é ruim, mas não criei afeição. Não sei está visível, mas essa foi a resenha que tive mais dificuldade em escrever e não sei se consegui expressar de forma correta o que pretendia. Irei continuar lendo a série, até para tirar a má impressão do segundo volume da trama. Deixarei o texto em aberto, pois pretendo voltar ao "Restaurante no Fim do Universo" em uma nova oportunidade. Vai que dessa vez eu me encontro? 

13 de junho de 2013

Resenha: A Aventura de Um Cliente Ilustre

Título: A Aventura de Um Cliente Ilustre seguido de O Último Adeus de Sherlock Holmes
Titulos Originais: The Adventure of the Illustrious Client / His Last Bow
Autor: Arthur Conan Doyle
Editora: L&PM Pocket
Ano: 1925 / 1917
Páginas: 64
ISBN: 978-85-254-2594-2
Avaliação: ★★★
Sinopse: Estão aqui reunidas duas emblemáticas histórias de Sir Arthur Conan Doyle, protagonizadas por Sherlock Holmes e pelo seu colaborador de longa data e amigo, dr. Watson. "A aventura de um cliente ilustre" é um dos doze contos que integram The Case Book of Sherlock Holmes. Na trama, o adversário de Sherlock Holmes é um refinado e misterioso barão que por trás de um belo rosto esconde crimes terríveis. Já em “O último adeus de Sherlock­ Holmes”,­ publicado na revista Strand, em 1917, Sherlock­ Holmes é chamado para trabalhar como espião, enquanto a Grã-Bretanha se prepara para a Primeira Guerra Mundial. Este que é um dos textos da maturidade de Conan Doyle é também um epílogo – triunfal – da carreira do famoso detetive de Baker Street.
  Falar de literatura policial é lembrar automaticamente do considerado por muitos o maior detetive de todos os tempos, Sherlock Holmes. O célebre e grandioso detetive inglês e seu eterno e fiel escudeiro Dr. Watson tem mais alguns problemas à resolver em dois contos publicados por Conan Doyle.

  No primeiro livro, A Aventura de Um Cliente Ilustre sua missão é impedir que uma moça case-se com um viril assassino. Mas, se o próprio pai não conseguiu impedir o relacionamento encegueirado da moça, porque um desconhecido conseguiria? Assim esse pequeno conto se desenrola. Este conto faz parte do popular "O Arquivo Secreto de Sherlock Holmes", livro publicado em 1927. Uma estória rápida e direta que traz uma bela dose do tradicional mistério presente nas estórias do autor, mas dessa vez não temos algo tão grandioso – como de costume – à ser resolvido.
"– Como um gato que ronrona imaginando enxergar ratinhos apetitosos. A afabilidade de algumas pessoas é mais mortal do que a violência de almas grosseiras [...]"
Página 17
  Já o segundo livro, O Último Adeus de Sherlock Holmes não é um conto grandioso em termos de enredo, mas vale ressaltar que, como o nome já pressupõe, é o último da trajetória de detetive. Dessa vez Holmes se envole em uma trama de espionagem, tendo sua participação efetiva no final da estória. Esse é contado em terceira pessoa e não mais na visão do Dr. Watson e não há tanto mistério a ser resolvido, apenas exposto. Apesar de tudo, tive o livro como um mero passatempo, já que ambas histórias não são tão empolgantes assim. Quem gostar do gênero ou do próprio Sherlock, essa é uma boa pedida. 

8 de junho de 2013

Games para Ler



 Estamos em 2013. A era é de grandes e constantes avanços tecnológicos. Aliado e consequente a isso, jogos virtuais de vídeo-game atrai veementemente a praça jovem (e das pessoas com mais idade também, porque não?) pelo seu contexto enrediço, pelo visual ou até pelo simples passatempo.

 Habitualmente vemos livros sendo adaptados as telas do cinema e vice-versa. Agora (não tão agora assim), os games também entraram nesse ciclo.  E por que não adaptar jogos de vídeo-games para a literatura? Confesso não ser uma tarefa tão difícil de se imaginar. Quem nunca pensou em viajar numa aventura com Link da série de sucesso da Nintendo Legend of Zelda ou no fantástico mundo de Prince of Persia? Se a pratica sempre foi bem natural nos Estados Unidos, começou (e já criou raiz) no mercado literário brasileiro. 

 Isso se deu principalmente devido a popularização dos vídeo-games no Brasil e a facilidade de acesso aos mesmos. Se antes os consoles estavam normalmente ligados em um Winning Eleven (antigo Pro Evolution Soccer) ou FIFA, ambos jogos de futebol virtual, hoje a força está (também) em games de RPG* - online ou não - como God of War e World of Warcraft, que são recheados de enredos bem trabalhados por trás. 


*Role-Playing Game; é o termo designado para jogos de computador e videogames que se assemelham aos role-playing games de papel e lápis, que são jogos em que os jogadores assumem os papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente.
 Se muitos aderiram a prática da leitura de livros adaptados outros são divergentes a isso, julgando ser mais "uma artimanha do mercado capitalista" (ouvi essa frase numa livraria quando falava exatamente sobre esse tema). Eu, falando como leitor e amante de video-games sou favorável a ideia, desde que não passe a ser um mercado desenfreado e ilógico.

1 de junho de 2013

Resenha: O Filho de Netuno

Título Original: The Son of Neptune
Série: Heróis do Olimpo (The Heroes of Olympus), Volume 2
Editora: Intrínseca
Autor: Rick Riordan
ISBN: 978-85-8057-180-6
Ano: 2012
Número de páginas: 432
Avaliação: ★★★★

Sinopse: A vida de Percy Jackson é assim mesmo: uma grande bagunça de deuses e monstros que, na maioria das vezes, acaba em problemas. Filho de Poseidon, o deus do mar, um belo dia ele acorda de um longo sono e não sabe muito mais do que o seu próprio nome. Mesmo quando a loba Lupa lhe conta que ele é um semideus e o treina para lutar usando a caneta/espada que carrega no bolso, sua mente continua nebulosa. De alguma forma, Percy consegue chegar a um acampamento de semideuses, mas o lugar não o ajuda a recobrar qualquer lembrança. A única coisa que consegue recordar é outro nome: Annabeth. Com seus novos amigos, Hazel e Frank, Percy descobre que o deus da morte, Tânatos, está aprisionado e que Gaia pretende reunir um exército de gigantes para dominar o mundo e reescrever as regras da vida e da morte. Juntos, os três embarcam em uma missão aparentemente impossível rumo ao Alasca, uma terra além do controle dos deuses, para cumprir seus papéis na misteriosa Profecia dos Sete. Se falharem, as consequências, é claro, serão desastrosas.
RESENHA SEM SPOILER DO PRIMEIRO LIVRO

Como já se sabe a pelo menos seis livros, a vida de Percy Jackson é sempre uma loucura. Depois de liderar (involuntariamente ou não) grandes missões que mudaria o mundo, o garoto agora encontra-se em um dilema pior: Amnésia. Ele não lembra de nada que ele fez, com quem, quando e como. A sua única lembrança é de seu amor Annabeth Chase

 Nesse meio tempo (oito meses, para ser mais exato), ele foi treinado por uma loba, Lupa, que aos poucos vai tentando ajudar a Percy reencaixar os acontecimentos em sua memória. Passado os oito meses iniciais, ele é enviado à uma missão que nem o próprio sabe ao certo qual é e claro, não faltariam monstros dos mais diversos para ele e sua espada Contracorrente ter que derrotar. Mas dessa vez algo estava fora do comum: Os monstros que ele "matava" não morria (desculpem a redundância), e alguns instantes depois estavam lá para aterrorizá-lo novamente. Foi quando ele conheceu Hazel Levesque e Frank Zhang, que o refugiaram no Acampamento Júpiter, que como pode-se deduzir é onde os meio-sangue descendentes dos deuses romanos se encontram. Algo semelhante ao que aconteceu com Jason, o semideus romano que foi parar no Acampamento Meio-Sangue, grego.

 Hazel é uma garota que guarda um passado secreto e sombrio e que a aterroriza até hoje. Não bastasse isso, esse passado pode interferir bastante no destino do mundo. Frank é um desastrado nato e aparentemente sem nenhum tipo de habilidade extraordinária. Ele também guarda um segredo, mas esse pesa bem mais em si mesmo que nos outros. Aos poucos o passado e segredo dos personagens são apresentados e os quebra-cabeças vão se resolvendo. 
“Sete meio-sangues atenderão ao chamado
Em tempestade ou fogo o mundo terá acabado
Um juramento a manter com um alento final
E inimigos com armas as Portas da Morte afinal.”
 Como já havia comentado na resenha de "O Herói Perdido", Rick não conseguiu me surpreender e/ou encantar com o primeiro volume da trama, apesar da novidade da escrita em terceira pessoa e dividida entre os três personagens principais até então. O autor dessa vez continuou intercalando os capítulos entre Hazel, Frank e Percy, e a aventura e a emoção que não achei tão presente assim anteriormente voltaram. O trio tem pela frente uma missão muito mais intensa, árdua e perigosa (dada as circunstâncias) aliada a junção da mitologia greco-romana à modernidade presente em todas as páginas (e feita em alto nível, diga-se de passagem) prende o leitor facilmente. Depois de uma certa frustração com o primeiro livro e ler O Filho de Netuno, não há como criar expectativas para A Marca de Atena, o título seguinte da série.

Série Heróis do Olimpo:
  1. O Herói Perdido
  2. O Filho de Netuno
  3. A Marca de Atena
  4. A Casa de Hades
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