16 de maio de 2013

Resenha: Os Quatro Grandes

Titulo Original: The Big Four
Autora: Agatha Christie
Editora: L&PM
Ano: 1976
Páginas: 208
ISBN: 9788525418944
Avaliação: ★★★
Sinopse: Poirot está se preparando para sua primeira travessia transatlântica. O destino? A América Latina, mais precisamente o Rio. Mas pouco antes de embarcar, um homem invade a casa do investigador. O intruso se comporta como um louco, chamando por Poirot, rabiscando febrilmente o número 4 e balbuciando palavras desconexas. Até que, como num transe, começa a falar sobre os Quatro Grandes. Mas quem são eles? Uma organização clandestina? Hercule Poirot se vê em meio a uma intriga internacional, que envolve armas secretas, sequestros, laboratórios subterrâneos e fugas de tirar o fôlego.

Os Quatro Grandes foi a leitura mais "diferente" de alguma obra da Agatha Christie que tive, até então. Os motivos ficaram expostos logo.

 A trama mais uma vez traz como o personagem principal o maior detetive de todos os tempos, Hércule Poirot (50,01% de preferencia, em relação à Sherlock Holmes). Como sempre contada e descrita na visão do fiel escudeiro do detetive, o Capitão Arthur Hastings, inicia-se com uma visita surpresa que o narrador em questão pretendia fazer ao mon ami. Hastings havia se casado com Dulcie Duveen e com ela foi morar na Argentina mas frequentemente voltava para visitar seu "professor particular". Mas, ao chegar em Londres quem se surpreende é ele. Poirot, que jurava nunca atravessar o atlântico estava com viagem marcada com o navio partindo dentro de 1 hora. Ele teve um caso entregue em suas mão pelo homem mais rico do mundo Abe Ryland. O objetivo era investigar uma fraude acontecendo relacionada a uma grande empresa no Rio de Janeiro. Esse seria o último caso do detetive, que diante da enorme fortuna que receberia com o caso, iria aposentar-se. Mal imaginava ele que um dos maiores e mais arquitetados mistérios de sua vida estava por vir.

 Nesse meio tempo, um homem atordoado (louco, praticamente) entra na casa de Poirot e começa a falar sobre um grupo denominado "Os Quatro Grandes". Mais tarde, o mesmo homem foi encontrado morto. A partir daí os mistérios que já não eram poucos multiplicam-se por quatro. Como num jogo de xadrez, qualquer peça movida incorretamente pode destruir o seu jogo.

 Com o decorrer da trama descobrem-se alguns aspectos importantes sobre cada um dos integrantes da quadrilha que pretendia estabelecer uma ditadura mundial: O número um é um chinês, o número dois um multimilionário norte-americano, o número três é uma cientista francesa, e o número quatro é "O Destruidor", e diga-se de passagem, a peça mais importante nesse xadrez.

 O primeiro diferencial da história é o próprio Hércule Poirot. Se dificilmente alguém consegue enganá-lo, nessa estória constantemente suas próprias células cinzentas o traiam. Depois a trama carregar consigo uma pressão muito mais intensa e estratégica que o normal, o que tornou o nosso detetive um tanto malandro para solucionar o seu objetivo. Acho que esse é o limite que posso chegar nessa resenha sem estragar as surpresas que o livro guarda a cada capítulo.

Mais uma vez, Agatha Christie provando porque é a Rainha do Crime!

5 comentários:

  1. Essa mulher é DIVINA escrevendo. Sério, sou super fã dela, e olhe que nem gosto tanto do gênero.
    Não li esse livro ainda, mas sou louca pelo Poirot.

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

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  2. Olá!

    Certamente ela faz jus ao título de Rainha do Crime, ainda não li este livro dela, mas sou admiradora como fã de boa literatura policial. Fiquei muito instigada por sua resenha e já nervosa em desvendar os mistérios. Gostei muito da resenha.

    Beijos

    http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/

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  3. Agatha Christie é uma linda, não é?!
    Esse eu ainda não li, mas com certeza será uma leitura BEM próxima. *-*

    Um beijo,
    Luara - Estante Vertical

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  4. Sempre pego um livro dela quando estou a fim de uma leitura mais leve, descompromissada, para divertir mesmo. De fato é a rainha do crime.

    ps: Nunca li nada sobre o Sherlock, não vou com a cara dele(incoerente sorry) rsrs

    http://triplamente.blogspot.com.br/

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  5. Olha, eu já li vários livros da Agatha, mas acho que esse não.
    Eu adoro Hercule Poirot sempre. E quando vejo uma resenha dos livros da Agatha me da uma saudade dos meus tempos juvenis...

    Adorei sua resenha. Beijos

    Me visita: Livros... Eu quero ler sempre

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