31 de março de 2013

Resenha: Mestre Gil de Ham

Título Original: Farmer Giles of Ham
Editora: Martins Fontes
Autor: J.R.R. Tolkien
ISBN: 9788533619128
Ano: 1947
Número de páginas: 142
Sinopse: História ambientada no vale do Tâmisa, na Inglaterra, num passado maravilhoso e distante, quando ainda existiam gigantes e dragões. Seu herói, Mestre Gil, é na realidade um fazendeiro totalmente desprovido de heroísmo, mas que, graças à boa sorte ganha enorme fortuna. Esta é mais uma das histórias de J. R. R. Tolkien que foi concebida com o objetivo de entreter seus filhos. Mas a história cresceu e se tornou mais sofisticada. Sua versão final é indicada para leitores de todas as idades que apreciem uma boa história, relatada com imaginação e bom-humor.


Aegidius Ahenobarbus Julius Agricola de Hammo ou apenas Mestre Gil de Ham morava numa pequena aldeia em Ham localizada na região central da Grã-Bretanha. Vivia na companhia de sua mulher e seu cão Garm, o qual não sabia falar o latim, apenas a língua popular da região. Sim, o cão falava.

 Certo dia, numa noite aparentemente calma como outra qualquer em Ham, apareceu um gigante vindo da região do Vasto Mundo, situada próximas as florestas e aos Montes Ermos. Ele era o maior e o mais robusto da região, destruidor e devastador de jardins. Perdido e distante de casa, o gigante terminou indo de encontro a fazenda do mestre Gil de Ham, onde encontrou comida (leia-se carneiros, vacas, etc). Mas aconteceu que Gil conseguiu  (por sorte ou por acaso) expulsar o gigante dali com seu bacamarte, fato que proporcionou ao fazendeiro popularidade e respeito na região. Logo, seu feito se espalhou pelo reino. Mas algo pior (e maior) estava por vir. 

 Mestre Gil de Ham é mais um dos vários livros do Tolkien publicados pelo mundo, porém ainda não tão conhecido como O Hobbit, Senhor dos Anéis e até o Silmarillion. Mas, nitidamente, o ambiente dessa estória em comparação aos outros livros do autor são divergentes, tendo em vista que é mais leve, dinâmica e divertida. Evita-se aquela aura pesada e tensa de cada página das tramas nas Terras Médias. O motivo é simples: Entretenimento para seus filhos. Quem teve oportunidade de ler viu ao final do "livro principal" os manuscritos, ou seja, a história contada nua e crua pelo autor. Diferentemente do que acontece quando se escreve uma resenha sobre qualquer que seja o livro, poderia tranquilamente revelar o final da história já que não é tão segredo assim e bem previsível, mas deixarei para quem tiver curiosidade em ler. Por fim, mais um grande livro do Mestre Tolkien que mesmo com simplicidade é capaz de encantar. 


26 de março de 2013

Resenha: O Teorema Katherine

Título Original: An Abundance of Katherines
Editora: Intrínseca
Autor: John Green
ISBN: 978-85-8057-316-9
Ano: 2013
Número de páginas: 304
Avaliação: ★★★

 Sinopse: Colin conhece Katherine. Katherine gosta de Colin. Colin e Katherine namoram. Katherine termina com Colin. É sempre assim. Após seu mais recente e traumático pé na bunda, o Colin que só namora Katherines resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, com pura matemática, o desfecho de qualquer relacionamento. Uma descoberta que vai entrar para a história, elevando Colin Singleton diretamente ao distinto ponto de gênio da humanidade. E também, é claro, vai ajuda-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.
Seria possível uma pessoa se relacionar mais que, digamos, três vezes com pessoas do mesmo nome? Pois Colin Singleton provou tanto era possível, que conseguiu a incrivel marca de 19 Katherines. Sim, sempre K-A-T-H-E-R-I-N-E-S, nomes escritos exatamente dessa forma.

Colin é um célebre menino prodígio de 17 anos de idade com um QI sempre acima da média, em busca de seu momento eureca que "revolucionaria" e marcaria seu nome na história. Ele é um viciado em anagramas e, como se pode perceber, é se tornou expert em ser um Terminado ("O teorema se baseia na validade do meu antigo argumento de que o mundo contém, precisamente dois tipos de pessoas: Terminantes e Terminados"). A par disso, ele estava a criar um Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines que funcionaria com base em cálculos matemáticos, sendo capazes de definir quando e quem terminaria primeiro o relacionamento.
Prodígios conseguem aprender rapidamente o que outras pessoas inventaram; Gênios descobrem o que ninguém descobriu. Prodígios aprendem, gênios realizam.
Mesmo depois de 18 foras recebidos, nenhum o torturou tanto quanto o fim do namoro com Katherine XIX. Para salva-lo da melancolia dramática (desculpem a redundância), Hassan Harbish, seu amigo "gordinho e palhaço" decide rapta-lo da realidade para uma viagem de carro em direção ao Qualquer-lugar-onde-ele-possa-esfriar-a-mente dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso. Chegam em Gutshot, no Tennessee onde a trama se desenrola, conhecem Lindsey Lee Wells, OCC (O Outro Colin) e Hollis - mãe e namorado de Lindsey, respectivamente - e os outros amigos da "turma da roça".

Diferentemente do primeiro livro de John Green que li (A Culpa é das Estrelas), não conhecia nada sobre ele e muito menos havia lido nenhum tipo de resenha dO Teorema Katherine. Posso dizer que, ainda assim, O Teorema Katherine me decepcionou. Não houve, em momento algum, aquele ápice na história natural em qualquer livro, que prende totalmente a atenção do leitor. De fato, a história é fraca e de certo modo, vazia. Contudo, se eu consegui terminar de lê-lo, é porque há algo "diferente" nele, ok? Sim. John Green mais uma vez, mesmo nos momentos mais tensos, consegue transpor em algum personagem a irreverencia e a descontração. Até por isso, Hassan se tornou o meu personagem favorito do enredo. O caipirês e as famosas "girias internas" entre Hassan e Colin também são um atrativo para a escrita.
É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.
Mas claro, vai de gosto de cada um. Minha opinião pode e deverá ser contrária a de vocês. Portanto, se está a procura de uma leitura de passatempo, leve e bem humorada? O Teorema Katherine é um prato cheio. Mas, se você espera algo mais impactante, divertido ou emocionante, aconselho a procurar algum outro título para ler.

25 de março de 2013

Parceria: Marli Carmen

 Com alegria venho anunciar a mais nova autora parceira do Cantina do Livro: A Marli Carmen. Para quem ainda não a conhece, segue uma breve biografia sobre ela e sobre seu primeiro livro. 
Sobre a Autora

Marli Carmen é autora do livro Amazônia - Um Caminho para o Sonho. É formada em Letras e prepara o segundo volume da série, que contará parte da história Inca junta ao grupo de amigos e o charmoso Daniel. A busca por nossos ideais, misturado com conhecimento, amor e amizade, fazem parte da trama criada pela autora. Natural de Blumenau, Santa Catarina, vive atualmente em Ascurra um município acolhedor e tranquilo de cultura predominantemente italiana. Fala atualmente português — língua materna — e espanhol, segunda língua. Viveu durante um ano em Cusco (Peru) obtendo assim o saber da cultura andina e do segundo idioma.

Facebook: Marli Carmen
http://www.skoob.com.br/livro/189218-amazonia
  Sinopse: Em "Amazônia - um caminho para o sonho", os personagens são de Ascurra e em busca de uma mudança na vida, partem para a maior Floresta Tropical Úmida do Mundo. Da majestosa Manaus dos Barões da borracha, passando pela festeira Parintins, subindo o rio Tapajós ao encontro de Fordlândia- a cidade americana construída em meio à selva até a Belém dos índios Tupinambás que observaram a chegada dos conquistadores na Baía. Eles precisarão se adaptar e encarar realidades diferentes. Irão conhecer muito dos pontos turísticos e também da história da região norte do Brasil. É um livro que traz muita informação histórica e de uma maneira sutil vai-se apresentando os personagens e a trama.



Booktrailer: 

Agradeço a autora pela atenção e disponibilidade. E logo mais, novidades sobre o livro (resenha, inclusive). 

22 de março de 2013

Primeiras fotos oficiais de "Percy Jackson e o Mar de Monstro"

Fonte: Scifi News

Cinco fotos oficiais de Percy Jackson: Sea of Monsters mostram um primeiro visual de Logan Lerman (Percy Jackson), Alexandra Daddario (Annabeth Chase) e Brandon T. Jackson (Grover), que retornam a seus papéis de Percy Jackson e o Ladrão de Raios, junto com novo elenco: Leven Rambin (Clarisse LaRue), Douglas Smith (Tyson, o Cíclope) e Stanley Tucci (Dionysus). A história, adaptada da série de livros de Rick Riordan, traz Percy e seus amigos numa busca para encontrar o Velocino de Ouro, que é essencial para salvar a árvore mágica que protege o Acampamento Meio-Sangue. Veja as fotos aqui.

18 de março de 2013

Resenha: O Herói Perdido

Título/Título Original: O Herói Perdido (The Lost Hero)
Série: Heróis do Olimpo (The Heroes of Olympus)
Editora: Intrínseca
Autor: Rick Riordan
ISBN: 978-85-8057-008-3
Ano: 2011
Número de páginas: 440
Avaliação: ★★★
Sinopse: Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam duro para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia. Uma mensagem que pode se referir a qualquer um deles: "Sete meios-sangues responderão ao chamado. Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado. Um juramento a manter com um alento final, E inimigos com armas às Portas da Morte afinal."
Os campistas seguirão firmes na inevitável jornada, mas, para sobreviver, precisarão contar com a ajuda de alguns heróis, digamos, um pouco mais experientes — semideuses dos quais todos já ouvimos falar... e muito.



  O Herói Perdido é o primeiro volume da série Heróis do Olimpo, posterior a série Percy Jackson e os Olimpianos, ambas do Rick Riordan. Portanto, pode haver spoilers na resenha.

  De ante mão, quero deixar bem claro que gostei bastante do livro, por mais que a resenha venha parecer depreciativa. Depois, peço desculpa com as eventuais comparações a série base PJ&O, mas essa foi a única forma de conseguir descrever os altos e baixos do livro. 

   Enganou-se quem acreditava que Cronos seria a maior ameça que os campistas do Acampamento Meio-Sangue iriam enfrentar. Nesse primeiro volume, Annabeth Chase, Percy Jackson e Grover Underwood deram lugar a Piper McLean, Jason Grace e Léo Valdez.

  Jason desperta de repente totalmente atordoado em um ônibus escolar. O motivo para esse desespero é simples: Ele não sabia o que, porque e como foi parar ali. PIOR, ele não sabia ao menos quem ele era. Com ele estava Léo, que apresentou-se como seu amigo (e desacreditado a amnésia repentina do garoto) e a bela Piper, sua então namorada. Acompanhados pelo treinador Hedge, os alunos da "Escola da Vida Selvagem" estavam em excursão para o Grand Canyon, viagem essa que como os conhecedores das histórias do Rick Riordan já podem deduzir, não termina nada bem. Eis que entra em cena Annabeth, que os salvam daquele perigo, acreditando ela que estaria ali seu então namorado desaparecido, Percy Jackson.

O que eu quero dizer é que o amor é o maior motivador do mundo. O mais poderoso. Leva os mortais a fazerem grandes coisas. Seus atos mais nobres e grandiosos são impulsionados pelo amor.
Página 343, Capítulo XXXIX - Piper

  Com um inicio eletrizante, O Herói Perdido me fez ter a certeza que escolhi o livro certo para ler. Depois de todo o sofrimento da "turma" na série PJ&O, fiquei extremamente curioso para saber qual mal maior poderia acontecer nessa nova saga. Porém, o decorrer do livro fez o meu animo cair. Não consegui ter o mesmo encantamento pelos personagens como tive ao ler O Ladrão de Raios, por exemplo (talvez Piper tenha sido a personagem que mais se aproximou disso). Outro ponto negativo nesse primeiro volume foi a "queda" de Annabeth, uma das melhores personagens da literatura infanto-juvenil. Não senti a Annabeth na história, mesmo tendo consciência de que o foco principal não é mais ela. Faltou aquele senso de humor sempre presente nos livros do Riordan que sempre apareciam mesmo nos momentos mais difíceis da estória. O que mais chamou minha atenção positivamente foi o fato de ter sido narrado em terceira pessoa e a divisão dos capítulos que deixa bem claro a ideia de três personagens principais. Isso acontece por que a cada capítulo o autor foca em um dos mocinhos.

  Enfim, como havia dito, não é uma resenha depreciativa, apenas não cumpriu o que prometia. O que conforta é ter total certeza que esse primeiro livro é apenas um gancho para grandes coisas que irão acontecer nos próximos volumes. 

15 de março de 2013

30 livros de autores brasileiros para morrer antes de ler


Carlos Willian Leite, na Revista Bula

 Dando sequência a série de listas polêmicas, pedi aos leitores, amigos do Facebook e seguidores do Twitter — escritores, jornalistas, professores —, que apontassem, entre livros conhecidos de autores brasileiros, quais eram os piores que haviam lido. Cada participante poderia indicar até cinco livros, sem repetir autores, tendo como critério principal o gosto pessoal. 312 pessoas responderam a enquete. Como nas listas anteriores, o objetivo não é zombar ou ofender o gosto alheio, é, sobretudo, uma diversão e reflete apenas a opinião dos participantes consultados. Se podemos ter a lista de nossas preferências, por que não podemos ter a lista daquilo que não gostamos? Na lista, aparecem livros de escritores consagrados como José de Alencar, Ruy Castro, Clarice Lispector e Jorge Amado. O resultado, embora subjetivo, pois se baseia meramente no gosto pessoal e não avaliação crítica dos livros citados, não deixa de ressaltar a validade da célebre frase de Mark Twain: “Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum”. Eis o resultado baseado na quantidade de citações.

11 de março de 2013

Memes e Selos #3



Memes dessa Postagem
  • As 5 melhores capas da sua estante 
  • Campanha de incentivo à leitura #2

7 de março de 2013

Biografia: Agatha Christie



Agatha Christie é, e sempre será, a Rainha do Crime. Soberana dos romances policiais, vendeu bilhões de livros pelo mundo e foi traduzida para 45 línguas, sendo ultrapassada em vendas somente pela Bíblia e por Shakespeare. Nasceu Agatha Mary Clarissa Miller, em 15 de setembro de 1890, na cidade inglesa de Torquay, mais precisamente na mansão Ashfield. Cresceu ouvindo as histórias de Conan Doyle, Edgar Allan Poe e Leroux, contadas por sua irmã mais velha, Madge. Mas foi a mãe que lhe incentivou a começar a escrever contos, quando um forte resfriado fez a menina Agatha ficar alguns dias de cama. Anos mais tarde, continuaria escrevendo encorajada por Eden Phillpotts, teatrólogo amigo da família. Já famosa diria que, no início, todas as suas histórias eram melancólicas e que a maioria dos personagens morria no final.

2 de março de 2013

Saturday's Quotes #4

Dar respostas a você as tornaria inválidas - disse Hera. - O destino funciona assim. Devemos criar o nosso caminho para que ele signifique algo."
O Herói Perdido, de Rick Riordan
Repetir sempre os mesmos erros ainda que tenhamos consciência deles, está no DNA de todos nós."
Cilada, de Harlan Coben
Ainda não foi inventado uma trava capaz de nos proteger de nossos medos."
Ratos, de Gordon Reece
A felicidade bestializa. Só o sofrimento humaniza as pessoas."
Mario Quintana
Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro."
Marley & Eu, de John Grogan 
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