30 de janeiro de 2013

Resenha: Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola

Subtítulo: Manual Completo, Ilustrado, Revisado e Não Recomendado para Estudantes
Editora: Panda Books
Autor: Danilo Gentili
ISBN: 978-85-7888-034-7
Ano: 2009
Número de páginas: 168
Sinopse: Danilo Gentili foi o pior aluno da escola. Em seu histórico escolar acumulou 78 assinaturas no livro negro, 12 suspensões e 1 expulsão. Na infância ele já dava mostras de seu futuro: aos 4 anos fez sua primeira piada inconveniente e aos 7 começou a desenhar planos terríveis.

"Ser o melhor aluno da escola é para os fracos! O estudante nota 0 exemplar aguenta bravamente a patrulha dos certinhos, tira de letra as punições e terá em sua sala de troféus as mais variadas advertências e suspensões, tornando-se uma lenda para as próximas gerações escolares. Você está preparado para se tornar o pior aluno que a escola já viu? Então seja bem-vindo a este curso intensivo."
 "Regra: O pior aluno jamais lê livros. O fato de você adquirir este exemplar já demonstra que você está disposto a ser rebelde até com essa regra, pois o pior aluno é um pirata que navega destemidamente pelos mares da chatice do oceano poluído chamado escola."

 Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que não conheço a fórmula de como se tornar o pior aluno da escola. Mas se há alguém capaz de coloca-lo no caminho errado certo é o Danilo Gentili. Não há muito o que escrever sobre o livro, por isso considerem mais uma indicação que uma resenha propriamente dita.

 Num livro especialmente cômico, o humorista nos tras um manual com informações relevantes de como conseguir tal façanha. O curso intensivo dispõe estágio como a matrícula, rematrícula, 23 lições, formatura e até diploma! Vale salientar que boa partes dos fatos destacados no volume são experiencias vividas pelo próprio autor. De matar aula à criar planos "infalíveis" para por abaixo um colégio inteiro, tudo passa-se nesse exemplar.

"Por que devo obedecer? Essa é a única forma de propagar o caos, desafiar os limites e quebrar as regras sem se quebrar. Digo isso porque algumas regras não devem ser questionadas. Uma delas é: 'Não pule da janela da classe se ela ficar no terceiro andar.' Já quebrei essa regra uma vez. E as duas pernas junto com ela."
Página 10
Totalmente ilustrado, ótima diagramação e material, valorizam ainda mais o trabalho. Alguns erros ortográficos (propositais ou não) são perceptíveis, mas não influência negativamente à leitura.
Se você procura por uma leitura bem humorada, descontraída e/ou rápida, altamente indicado! Ps.: Leitura inadequada para menores de 18 anos (não intendo o porque dessa classificação, mas é isso). Mesmo não dando uma avaliação alta, está entre os meus favoritos.

Avaliação: 

28 de janeiro de 2013

Selo: Premio Dardos



 Indicado pela Cibele de Carvalho do blog O Marca Páginas (sigam e persigam), apresento o Prêmio Dardos, mais um selo recebido para o blog. Imensamente agradecido pela indicação ao CdL. Mas o que esse selo significa?

 O Prêmio Dardos foi criado pelo escritor espanhol Alberto Zambade que, em 2008, concedeu no seu blog Leyendas de “El Pequeño Dardo” o primeiro Prêmio Dardo a quinze blogs selecionados por ele. Ao divulgar o prêmio, Zambade solicitou aos blogs premiados que também indicassem outros blogs ou sites considerados merecedores do prêmio. Assim a premiação se espalhou pela Internet. Segundo o seu criador, o Prêmio Dardo destina-se a “reconhecer os valores demonstrados por cada blogueiro diariamente durante seu empenho na transmissão de valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., demonstrando, em suma, a sua criatividade por meio do seu pensamento vivo que permanece inato entre as suas palavras”.
Regras: 
  • Exibir a imagem do selo no seu blog;
  • Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação;
  • Escolher outros 10 blogs para receber o Selo Dardos;
  • Deixar um comentário nos blogs escolhidos

27 de janeiro de 2013

Recifrando: "Felicidade?", por O Teatro Mágico


 Como prometido, 2013 seria um ano de novidades aqui no blog. Dentre essas novidades, novas colunas (ou quadros, como queiram chamar) surgiriam. Hoje, venho trazer para vocês o quadro "Recifrando" (algo como a junção de Recitar com Cifrar), que como pressupõe, postarei alguma música nacional que mereça destaque. 

 Para começar, nada mais justo do que selecionar uma das minhas músicas/bandas preferidas. Na verdade, a canção "Felicidade?" é cantada e escrita em forma de poema. Respeitável público, velho-lhes apresentar, O Teatro Mágico! 
Felicidade?
Fernando Anitelli (Part. Especial Sérgio Vaz)
Felicidade?
Faixa 11, álbum A Sociedade do Espetáculo

Disse o mais tolo: "Felicidade não existe."
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro."
O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"

O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!

25 de janeiro de 2013

Parceria: Markus Thayer

Hoje, inicia-se a primeira parceria do Cantina do Livro com autores. Gratificantemente, apresento-lhes (e agradeço imensamente) o Markus Thayer, que aceitou o convite e a Mel, sua assessora pela atenção.

Sobre o Autor

 Markus Thayer é formado em Ciência da Computação e MBA em Controladoria. Sendo entusiasta por física teórica e mecânica quântica, dedica parte de seu tempo no estudo dessas ciências. E como o tempo é elástico, M. Thayer separa uma parte dele para cinema, música, leitura e outras grandes paixões, como escrever histórias de ficção e criar programas para computador. Também é escritor do livro "Hathor".




Sobre o Livro
http://www.skoob.com.br/livro/131351
 Sinopse: Inglaterra, 1856. John McBrian é aluno em uma renomada faculdade de Cambridge. Entretanto, sua vida pacata de estudante está prestes a mudar. O que a princípio parecia ser apenas um trabalho de escola coloca o jovem inglês em extremo perigo. Um mistério intrigante, fenômenos inexplicáveis e mensagens criptografadas levam John a cruzar o oceano, onde seu destino o aguarda.

Booktrailer:

 Para quem tiver interesse em ler o primeiro capítulo do livro, está disponível no blog do próprio livro (aqui). Em breve, estarei trazendo mais novidades para vocês, portanto, fiquem ligados. Por hoje, é só. 

21 de janeiro de 2013

Resenha: Percy Jackson e o Mar de Monstros

Título/Título Original: O Mar de Monstros (The Sea of Monsters)
Série: Percy Jackson & Os Olimpianos (Percy Jackson & The Olympians)
Editora: Intrínseca
Autor: Rick Riordan
ISBN: 978-85-98078-44-1
Ano: 2006
Número de páginas: 286
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: O modo como ele disse meu nome me deu um frio na espinha. Ninguém me chamava de Perseu, a não ser aqueles que conheciam minha verdadeira identidade. Amigos... e inimigos. O ano de Percy foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro que colocasse os pés no campus de sua escola, nenhum acidente esquisito, nenhuma briga na sala de aula. Mas quando um inocente jogo de queimado entre ele e seus colegas torna-se uma disputa mortal contra uma tenebrosagangue de gigantes canibais, as coisas ficam, digamos, feias. E a inesperada chagada de sua amiga Annabeth traz outras más notícias: as fronteiras mágicas que protegem o Acampamento Meio-Sangue foram envenenadas por um inimigo misterioso, e, a menos que um antídoto seja encontrado, o único porto seguro dos semideuses será destruído. Nesta vibrante e divertidíssima continuação da série iniciada com O ladrão de raios, Percy e seus amigos precisam se aventurar no Mar de Monstros para salvar o acampamento dos meios-sangues. 
 ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO

 Percy Jackson viveu incríveis descobertas no seu último ano. De um meio-sangue (meio humano, meio deus) filho de Poseidon à um suposto ladrão do raio de Zeus (armação de Luke para culpa-lo). Agora, Percy vive um ano relativamente calmo e normal. Na noite anterior ao seu último dia de aula, ele sonha com seu amigo Grover, um sátiro (metade de cima humano, metade de baixo bode) fugindo desesperadamente de algo, alguém.

 Chegado o seu último dia no colégio Meriwether, um colégio experimental no centro de Manhattan para alunos com transtorno de déficit de atenção e dislexia, o mesmo atestado de todos os meio-sangue, como Percy. Até brigar com Matt Sloan para defender seu amigo (ou unico amigo fora do acampamento meio-sangue) Tyson, tudo transcorria normalmente... Até ele colocar fogo na escola, fugindo dos "alunos" visitantes Chupa-Tutano, Come-Crânios e Zé Mané durante um jogo de queimada. Como é perceptível, não eram alunos normais, mas sim gigantes canibais. Annabeth Chase, sua melhor amiga e filha de Atena os salvam (Percy e Tyson) e levam-os diretamente ao Acampamento Meio-Sangue. É lá que Percy tem total certeza de que algo está errado, total e completamente errado. 

 Tântalo substitui Quíron como diretor do acampamento, já que ele é o acusado primor de ter envenenado a árvore de Thalia, que protege o acampamento de forças exteriores. Mesmo correndo risco de serem expulsos de lá, Percy, Annabeth e Tyson resolvem partir em busca do Velocino de Ouro, artefato capaz de revitalizar a arvore de Thalia e dar a vida novamente ao Acampamento Meio-Sangue. Mas, e o Grover, estaria mesmo em perigo? 
"Navegarás com guerreiros de osso em navio de ferro,
O que procuras, hás de encontrar, e teu o tornarás,
Mas sem esperanças dirás, minha vida em pedra enterro,
Sem amigos falharás e, voando só, retornarás."
Página 241
 O Mar de Monstro nos apresenta uma obra tão intensa, acelerada e envolvente quanto ao livro introdutório a série. Os verdadeiros objetivos do vilão-traidor Luke ficam expostas, a grande profecia do oráculo é revelada, e as surpresas são eminentes. Revelações de enredo também são os pontos altos da aventura.  Laços de fidelidade são tratados com esmero pelo Rick Riordan. Essa é a segunda vez que leio esse volume da série e pude encontrar detalhes que passaram imperceptíveis. Portanto, além de "super-indicar" O Mar de Monstro a quem ainda não leu, também deixo a dica de releitura da série PJ&O, até porque vale a pena mergulhar novamente nessa peripécia.


Série Percy Jackson e os Olimpianos:
  1. O Ladrão de Raios
  2. O Mar de Monstros
  3. A Maldição do Titã
  4. A Batalha do Labirinto
  5. O Último Olimpiano

17 de janeiro de 2013

Resenha: Quando Ela Se Foi

Título Original: Long Lost
Editora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ISBN: 978-85-8041-011-2
Ano: 2011
Número de páginas: 250
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Dez anos atrás, Myron Bolitar e Terese Collins fugiram juntos para uma ilha. Durante três semanas, eles se entregaram um ao outro sem pensar no amanhã. Depois disso, eles se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho. E ela foi embora, sem deixar vestígios.Agora, no meio da madrugada, ela telefona: “Venha para Paris”. Terese pede a ajuda de Myron para localizar o ex-marido, Rick Collins, que telefonara depois de anos implorando que ela o encontrasse em Paris. Eles logo descobrem que Rick foi assassinado e que Terese é a principal suspeita do crime. Mas algo ainda mais atordoante é revelado: perto do corpo havia longos fios de cabelo louros e uma mancha de sangue que o exame de DNA revelou pertencer à filha do casal. Só que sua única filha morrera em um acidente de carro muitos anos antes. Logo Myron se vê perseguido nas ruas de Paris e de Londres. As agências de segurança de quatro países parecem querer as mesmas informações de que ele precisa para desvendar a morte de Rick e o destino da filha que Terese pensava ter perdido para sempre.

Review: 05/03/2014

  Myron Bolitar é ex-jogador de basquete que viu sua carreira ruir depois de uma grave contusão e depois formou-se em direito em Havard, foi agente do FBI e agora é dono da MB Representações. Há dez anos atrás numa pequena ilha do Caribe, Myron conheceu Terese Collins. Ele passava por um dos momentos mais difíceis de sua vida, assim como ela. Durante três semanas eles se amaram. Dez anos depois, Terese ainda estava "fora do mapa". Nenhum sinal de vida ou morte dela. Atualmente ele namorava Ali Wilder que  terminara com ela posteriormente.

  A trama começa a se desenrolar (ou emaranhar-se de vez) quando, do nada, Myron recebe uma ligação de Terese. Simples, curta e sem rodeios: "Venha Para Paris". Preocupado e curioso, Bolitar resolve ir de encontro a ela. O objetivo da ligação é para o agente ajudar-la a encontrar Rick Collins, seu ex-marido (ou o-marido-que-ela-abandonou?) que ligou para ela querendo fazer uma confissão que mudaria tudo em sua vida para sempre, mas que não compareceu ao encontro e também sumiu sem deixar rastros. Logo, seu corpo é encontrado e junto a cena do crime, um fio de cabelo que indica ser da filha do casal. Há um porém: A filha do casal morreu em um acidente de carro. Terese passa a ser a principal suspeita do crime.

  As interrogações são inúmeras e frequentes. De longe, "Quando Ela Se Foi" foi o livro do Harlan Coben que menos houve identificação inicial minha para com a obra. Logo, principalmente após a morte de Rick, o livro começa a pegar uma ótima dinâmica e aquele clima tenso e elétrico típico das obras dele se sobrepõe. Windsor Horne Lockwood III ou apenas Win, tem uma participação ainda mais efetiva e decisiva na história, o que só trouxe a acrescentar. Vale enfatizar que diferentemente dos outros livros da série, a trama não se passa apenas em um país, mas há um "giro intercontinental".

Com um enredo surpreendente e imprevisível, aconselho a leitura do livro, principalmente para quem gosta de um livro policial. Aos fãs das obras do Harlan, mais que indicado.

"Quando Ela Se Foi" é o quinto livro (em ordem cronológica) de série Myron Bolitar lançado no Brasil e o primeiro publicado pela Editora Arqueiro:
  1. Quebra de Confiança (Deal Breaker) 
  2. Jogada Mortal (Drop Shot) 
  3. Sem Deixar Rastros (Fade Away)
  4. O Preço da Vitória (Back Spin)
  5. One False Move 
  6. The Final Detail 
  7. Darkest Fear 
  8. A Promessa (Promise Me)
  9. Quando Ela Se Foi (Long Lost) 
  10. Alta Tensão (Live Wire) 

Selo: 2013 Literário

 Hoje, venho apresentar o selo que a Tahis Aguiar do blog Loves, Books and Cupcakes indicou ao Cantina do Livro: o 2013 Literário.

As regras são simples: 
  1. Citar o nome e o link de quem te enviou; 
  2. Indicar dois livros (no mínimo) que leu em 2012 e gostou; 
  3. Listar três livros (no mínimo) que deseja ler em 2013; 
  4. Oferecer para mais 10 pessoas ou blogs e avisá-los.

Agradeço a Tahis por lembrar do CdL. Portanto, mãos a obra:

  • Indicar dois livros (no mínimo) que leu em 2012 e gostou:
As Vantagens de Ser Invisível, Stephen Chbosky
Jogador Numero 1, Ernest Cline 
As Crônicas de Nárnia, C.S. Lewis
O Médico e o Monstro, Robert Louis Stevenson
O Hobbit, JRR Tolkien
Carrie, A Estranha, Stephen King 
Jogada Mortal e
Alta Tensão, 
Harlan Coben
O Auto da Compadecida, Ariano Suassuna

  • Listar três livros (no mínimo) que deseja ler em 2013:
O Lado Bom da Vida, Matthew Quick
Morte Súbita, J.K. Rowling
O Herói Perdido e O Filho de Netuno, Rick Riordan
Os 13 porquês, Jay Asher
Divergente, Veronica Roth
A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin

Não vou indicar nenhum blog porque já vi vários blogs com essa "tag". Portanto, quem quiser fazer, disponha. 

12 de janeiro de 2013

Resenha: Desventuras em Série: Mau Começo

Título Original da Série: A Series of Unfortunate Events
Título Original: The Bad Beginning
Volume: 1
Editora: Cia. das Letras
Autor: Lemony Snicket
ISBN: 9788535900941
Ano: 2001
Número de páginas: 152

Sinopse: Mau Começo é o primeiro volume de uma série em que Lemony Snicket conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Violet, Klaus e Sunny são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. Esses ímãs que atraem desgraças terão de enfrentar, por exemplo, roupas que pinicam o corpo, um gosmento vilão dominado pela cobiça, um incêndio calamitoso e mingau frio no café da manhã. É por isso que, logo na quarta capa, Snicket avisa ao leitor: "Não há nada que o impeça de fechar o livro imediatamente e sair para uma outra leitura sobre coisas felizes, se é isso que você prefere".
 O livro conta a infeliz história dos irmãos Baudelaire que estavam animosamente descaçando numa praia quando são informados através do encarregado dos assuntos da família, Sr. Poe a fatídica notícia da morte de seus pais num incêndio. 

 Sozinhos no mundo, Violet (catorze anos e a mais velha dos três irmãos), Klaus (irmão do meio e apaixonado por livros) e Sunny (ainda uma bebê e "mordedora" nata, ainda que só tenha quatro dentes) os irmãos passam a conviver uma pequena temporada com a família do sr. Poe (ele, a mulher e seus filhos) que ao que tudo indica, detestaram a ideia. Passado um certo tempo, os irmãos agora tem um novo tutor: o desprezível Conde Olaf, que obviamente só está interessado na herança deixada para os garotos. 

 A convivência com Olaf é das piores possíveis, desde o tratamento dele para com as crianças quanto ao ambiente no qual eles vivem. 
Apesar de a casa do conde Olaf ser bem grande, as crianças foram postas juntas num único quarto nojento com uma só cama para os três. Violet e Klaus se revezavam para dormir nela, uma noite na cama, outra noite no chão duro de madeira, e o próprio colchão tinha tantos calombos que ficava difícil dizer quem dormia com menos conforto."
Página 32
 Como os garotos não tem direito a tomar posse de sua herança até que sejam maiores de idade, ou se casem ou sejam emancipados, o conde tem uma ideia maquiavélica para conseguir enfim colocar as mãos no dinheiro. Sem medo de estar errado, Olaf é um dos vilões mais detestáveis que pude deparar no meio literário (principalmente para uma leitura infanto-juvenil).
É muito útil, quando se é jovem, saber a diferença entre "literal" e "figurado". Se alguma coisa acontece no sentido literal, acontece de verdade; se acontece no sentido figurado, dá a impressão de estar acontecendo. Se você está literalmente pulando de alegria, por exemplo, quer dizer que você está dando saltos no ar porque se sente muito feliz. Se você está pulando de alegria figuradamente, o que isso quer dizer é que você se sente tão feliz que poderia pular de alegria, mas está poupando sua energia para outros fins."
Como o próprio autor deixa explicito é uma leitura infeliz e (des)agradável e cruel. De fato, o interesse em ler o livro surgiu depois de algumas comparações livro/filme. Inteligentemente irônico  simples e direto,  o autor tende a prender a atenção do leitor tão intensamente quanto é o sofrimento dos irmãos Baudelaire. E por falar nos irmãos, não há como não se encantar com a bebê Sunny, mesmo sem falar absolutamente nada (nada interpretável). Apesar de ter gostado e pretender ler o segundo volume da trama, apenas três estrelas definem a nota "regular" para a estória.

Avaliação:

9 de janeiro de 2013

Resenha: A Culpa é Das Estrelas

Título Original: The Fault in Our Stars
Editora: Intrínseca
Autor: John Green
ISBN: 978-85-8057-226-1
Ano: 2012
Avaliação: ★★★
Número de páginas: 288 (211 versão ebook)

Sinopse: Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.


Hazel Grace é uma adolescente de dezesseis anos que convive com um câncer de tireoide com metástase nos pulmões em estágio IV, descoberto aos seus treze anos de idade. Por um milagre da medicina, seu remédio havia conseguido diminuir significativamente seu tumor, prolongando mais seu tempo de vida (sim, ela era considerada uma paciente em estado terminal). Para tentar integra-la aos outros adolescentes de sua idade e fazer ela aproveitar os "últimos dias de vida", seus pais decidem colocá-la num Grupo de Apoio (liderado por Patrick, sobrevivente de um câncer) no qual os integrantes são pessoas com os mesmos problemas que ela, mesmo contra sua vontade. 
"O grupo era formado por um elenco rotativo de pessoas com várias questões psicológicas desencadeadas pelos tumores [...] era megadeprimente, óbvio [...] Aí nós nos apresentavamos: Nome. Idade. Diagnóstico. E como estávamos no dia."
Nesse grupo ela conhece Augustus Waters (ou apenas Gus, como a Hazel prefere chamar), outro sobrevivente do câncer que logo cria afeição por ela e vice-versa. Juntos, eles passaram a encarar as respectivas doenças, preencher o vazio que há em suas vidas e viver cada dia como se não houvesse amanhã (desculpem-me a frase clichê). 
"[...] Os mortos são visíveis apenas através do terrível olho vigilante da memória. Os vivos, graças aos céus, mantém a capacidade de surpreender e de decepcionar."
Página 107
Vocês, leitores de blogs e afins com toda certeza já depararam com alguma resenha sobre esse livro, que a propósito foi o mais elogiado que vi na blogosfera no último ano que se passou. Foi exatamente a influência principal para ler essa obra. 

FanArt de Hazel e Gus
De primeira mão, achei um livro monótono e muito normal. Hazel, apesar de sua doença que a impossibilita de levar uma vida totalmente normal, consegue impor um surpreendente senso de humor que alivia a tensão dos fatos decorrentes. Quanto Augustus, a determinação e inteligencia são os pontos altos do personagem. Confesso que fiquei curioso para ler "Uma aflição imperial" de Peter Van Houten (personagem mais odioso da trama), o livro preferido de Hazel e de função importantíssima tanto no enredo do livro (A culpa é das Estrelas) quanto na história Hazel/Gus. Vale ressaltar que o livro não existe, ok? 

Ficou aquela sensação de insensibilidade de mais da minha parte, mas não achei o livro tão maravilhoso e profundo como muitos descrevem. Por exemplo (apenas um exemplo) "O Menino do Pijama Listrado" tem uma carga emotiva muito mais intensa que a obra do John Green. Esclarecendo, sim o livro é muito bom, rápido (fica a sensação de "já acabou?" ao final) quotável, mas não me comoveu. Poderia ter sido mais explorado... Não sei. Faltou algo. Enfim, se você não leu ainda duvido muito, fica a seu critério arriscar ou não.
"Os verdadeiros heróis, no fim das contas, não são as pessoas que realizam certas coisas; os verdadeiros heróis são as que REPARAM nas coisas."
Página 282

3 de janeiro de 2013

Adaptações Literárias que estrearão nos cinemas em 2013


2013 ainda está acordando mas o ano cinematográfico promete. Dentre os inúmeros filmes que estão para serem lançados, várias adaptações de livros (ou apenas histórias baseadas neles - como João e Maria: Caçadores de Bruxas, por exemplo) estão entre os mais aguardados do ano. Segue a lista de alguns deles.

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